Os novos campeões

Jack Harvey ficou com o título da F3 Inglesa em 2012

Neste último domingo, dia 30 de setembro, tivemos o evento mais importante do ano, o meu aniversário. Em anos passados, aproveitei a data para pesquisar dados curiosos como os pilotos que já haviam vencido corridas no próprio aniversário – que você pode clicar aqui para relembrar – ou então atletas que já haviam conquistado títulos justamente no dia em que ficaram mais velhos – que você pode conferir aqui.

Bom, em 2011, Casey Stoner foi campeão da MotoGP no aniversário dele, em outubro, e acabou quebrando o meu post, mas está valendo mesmo assim.

Dessa vez eu resolvi fazer algo diferente. Não pesquisei absolutamente nada e apenas comi bolo. Aliás, estava muito bom, era um de mousse de chocolate com aquelas power ball (acho que é esse o nome). Recomendo.

Mas como estamos em um blog sobre automobilismo – World of Motorsport – e não World of Cakes ou World of Sobremesas, evidentemente o assunto de hoje não é o bolo e, sim, o que aconteceu no final de semana automobilístico.

Coincidentemente, um monte de categorias tiveram suas decisões neste domingo. Assim, ao invés de falar dos pilotos que foram campeões nos seus aniversários, falo dos atletas que conquistaram títulos no meu aniversário. Algo muito justo, portanto.

O vencedor mais importante desse final de semana, ao menos para nós brasileiros, foi Nicolas Costa, que ficou com as duas taças da F-Abarth. Para quem não lembra, o carioca ganhou destaque no automobilismo nacional ao ser o primeiro campeão da curta história da F-Futuro, em 2010, quando ganhou uma bolsa para competir no certame europeu. É verdade que ele demorou para engrenar por lá, mas voltou forte em 2012.

Nicolas Costa garantiu mais um título para a carreira

Nicolas fez uma temporada bastante regular, mas teve resultados mais fracos que os principais adversários – Bruno Bonifácio e Luca Ghiotto. No entanto, ele renasceu nas etapas finais, conseguiu tirar a diferença e ficou com o título.

A partir de agora é acompanhar o que ele vai fazer no restante da carreira. Ainda neste ano, o piloto pode conquistar um segundo título se disputar as etapas restantes da F3 Sudamericana. Além disso, já afirmou que pretende mudar para a GP3 ou para a Auto GP na próxima temporada.

Outro campeonato do qual eu já havia falado aqui no blog foi a F3 Inglesa, em que Jack Harvey ganhou um empurrãozinho da federação inglesa ao ter uma punição revogada antes da etapa final. O britânico fez bom uso da decisão do tribunal e conquistou o título com duas vitórias nas últimas três corridas.

Lamentavelmente, alguém teve a ideia de fazer a última etapa em Donington Park, um circuito em que ninguém passa ninguém. Então tivemos provas chatíssimas por lá, e a decisão do título não teve nenhuma emoção verdadeira. Ao contrário da F-Abarth, por exemplo, que correu em Monza e até o último momento não se sabia quem seria o campeão.

Além do campeonato inglês, a F3 Alemã também teve o campeão conhecido. Na verdade, a decisão foi na sexta-feira, já que Jimmy Erikson só precisava garantir que Lucas Auer não ficasse com a pole-position para terminar com a taça e foi justamente isso que aconteceu. O sueco marcou o melhor tempo no classificatório, somou os pontos de bônus e garantiu o caneco. Não precisava nem correr, na verdade. Mas o garoto entrou na pista e ganhou as corridas. Fácil.

Como este foi o terceiro ano do sueco na F3, tendo já disputado até mesmo a F3 Euro, de todos os novos campeões, Erikson foi o que menos empolgou. No entanto, ele tem todos os méritos de ter dominado o certame nesta temporada.

Marvin Kirchhöfer é mais um jovem alemão para ficarmos de olho

Ainda na Alemanha, a F-ADAC Masters também conheceu seu vencedor. O jovem Marvin Kirchhöfer venceu as três corridas do final de semana decisivo, em Hockenheim, e conseguiu reverter a vantagem do sueco Gustavo Malja para ficar com a taça. O garoto de 18 anos é mais um daqueles alemães que começaram a correr inspirados no recente sucesso de Michael Schumacher e percebeu-se que ele tem futuro. No kart, teve um currículo amplamente vitorioso e parece ter mantido esse bom desempenho também nos monopostos.

Na F2, Luciano Bacheta, piloto inglês de origem indiana, completou uma temporada muito forte e ficou com a taça de campeão ao superar o jovem Matheó Tuscher, de apenas 15 anos de idade. O resultado foi um pouco surpreendente, já que no início do ano a expectativa era que o título ficasse entre Christopher Zanella e Mihai Marinescu, mas os dois veteranos não conseguiram alcançar o ritmo dos novatos.

Apenas para não deixar passar, o final de semana ainda definiu que os alemães Marc Basseng e Markus Winkelhock foram os campeões do GT1, em uma temporada para esquecer do certame, onde foi uma lição de tudo o que não se deve fazer. Ronnie Quintarelli e Masataka Yanagida ficaram com o título do SuperGT e Scott Pruett e Memo Rojas triunfaram na Grand-Am.

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