Número 1

Ryan Hunter-Reay conquistou o título da Indy com todos os méritos

A Indy finalmente voltou a ter um campeão norte-americano. Com todos os méritos, Ryan Hunter-Reay fez uma temporada cheia de bons resultados e desbancou Will Power, na Califórnia, para ficar com o título. Desde Sam Hornish Jr, em 2006, a categoria não tinha um piloto nascido nos Estados Unidos terminando na frente.

O título de Hunter-Reay pode trazer de volta outro velho conhecido do esporte a motor, mas que andava meio sumido da Indy: o número 1.

De acordo com as regras da categoria norte-americana, ao contrário da F1, as equipes e pilotos podem escolher com que número vão correr. Assim, Helio Castroneves sempre teve o número 3, enquanto Dario Franchitti pilota o carro número 10 desde que chegou à Chip Ganassi.

O 1, por sua vez, fica reservado ao campeão do ano anterior, mas a escuderia pode abrir mão desse privilégio e continuar correndo com o mesmo número.

E foi justamente isso o que aconteceu praticamente nos últimos dez anos. Por diversos motivos, os últimos nove campeões se recusaram a ostentar o número do campeão. O último a usá-lo foi Scott Dixon, campeão em 2003 – quando ainda era um novato no certame – e teve o carro com o número 1 na temporada seguinte.

Scott Dixon foi o último piloto campeão a usar o número 1

Talvez a estratégia da Ganassi não tenha dado certo e os produtos licenciados do piloto neozelandês, encalhado. Afinal, desde aquela época, a equipe proibiu que seus atletas usassem o número 1. Assim, mesmo com os quatro títulos entre 2008 e 2011 (mais um de Dixon e os três de Franchitti), a escuderia manteve os carros com números 9 e 10. A justificativa dada pelo time é que já há uma identidade entre esses numerais, os pilotos e os patrocinadores.

Nem mesmo Dan Wheldon escapou dessa determinação da Ganassi. O inglês foi o campeão da temporada 2005, correndo pela Andretti, mas mudou de equipe no ano seguinte. O britânico realmente queria usar o número 1 no novo time, mas acabou obrigado – pelos patrocinadores – a correr no carro número 10, e o 1 foi novamente esquecido.

O investidor também impediu que Tony Kanaan corresse com o número 1 em seu carro. Mesmo com o título de 2004, o brasileiro continuou a disputar a temporada seguinte com o 11. Como o principal patrocinador era a rede de lojas 7-Eleven, fica explicado o motivo.

Para terminar, restam os campeões de 2006 (Sam Hornish Jr.) e o de 2007 (Dario Franchitti). No caso do escocês, a explicação é mais fácil. Como ele passou a correr na Nascar no ano seguinte, ninguém pôde usar o número 1.

Já o americano continuou a usar o 6 mesmo com o título. Não há uma explicação oficial de por que ele não usou o 1, mas muito tem a ver com a identidade do carro. Quando foi bicampeão pela Panther, o piloto continuou com o número 4, então provavelmente o mesmo se repetiu com a Penske.

Em 2012, Ryan Hunter-Reay correu com o número 28 pelo segundo ano consecutivo. No entanto, é difícil afirmar que o americano tenha alguma identidade com o numeral, já que pela própria Andretti ele já correu com o 37.

RHR usa o 28, para dar sequência aos números dos demais pilotos. Quando a Green (equipe comprada por Michael Andretti) se estabeleceu na Indy, ela passou a correr com os carros números 26 e 27. E o novo chefão da escuderia sempre afirmou que esses números são os que importam.

Por isso, não acho absurdo ver Hunter-Reay com o 1 em 2013, afinal mostrar que é o atual campeão tem muito mais simbolismo que apenas correr com o 28. Apesar disso, não acredito em uma mudança.

P.S.: apesar de nenhum campeão desde Scott Dixon ter usado o número 1, ele fez uma rápida aparição em 2006. Michael Andretti, veja só, acabou usando o numeral ao disputar as 500 Milhas de Indianápolis naquele ano. Mas essa foi a única participação do agora dirigente dentro de um carro em todo o campeonato. Andretti, no entanto, também era um campeão. Como Dan Wheldon havia corrido para ele em 2005, Michael havia sido o vencedor entre os donos de equipe.

Um comentário sobre “Número 1

  1. Prefiro que não troquem de número. Mesmo que alguns pilotos não usem sempre o mesmo número, cria-se certa identidade. É comum nos EUA a publicidade com o número do carro, o que não ocorre na Europa, então não é muito viável.

    O próprio Ranterrei, como diz o outro, usou o 37 por mando de patrocinador, e não sei se o atual queira se desfazer da associação com o 28.

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