Homenagem ou autopromoção

Brad Keselowski guiou em Bristol uma réplica do carro usado por Rusty Wallace, em 2000

Brad Keselowski foi a grande atração do início da etapa de Bristol da Nascar, disputada na noite deste sábado, dia 25. Afinal, ele poderia igualar o recorde de três vitórias consecutivas no curto oval do Tennessee. Mas não deu. O piloto da Penske se envolveu em um acidente bobo ainda na metade da corrida e terminou somente com a 30ª posição.

De qualquer forma, o americano conseguiu algum destaque. Não só pela velocidade mostrada ao longo de todo o final de semana, mas principalmente pelo belo esquema de pintura do carro de número 2.

Como forma de homenagear Rusty Wallace, que foi indicado para a turma de 2013 do Hall da Fama da Nascar, a Penske resolveu pintar o carro de Keselowski da mesma forma que o usado pelo campeão da temporada de 1989. No entanto, o layout escolhido foi o de Wallace no ano de 2000, quando venceu as duas corridas de Bristol, marca que Kese tentara igualar.

Rusty, aliás, era um especialista no pequeno oval, tendo obtido sete dos dez triunfos da Penske no local. Além dele, Kurt Busch venceu uma vez e Keselowski as outras duas.

No final, a homenagem da Penske foi bem aceita pelo público

Apesar do fraco resultado deste sábado, a estratégia de marketing pode ser considerada um sucesso, já que o novo layout do Dodge número 2 foi muito bem recebido pelos fãs. Mesmo assim, acho um perigo essas jogadas publicitárias recuperando ídolos do passado.

No caso da Penske, não há muito do que reclamar, já que a equipe fazer uma reverência aos feitos alcançados por um de seus pilotos sem nenhuma ligação com o momento vivido pela equipe ou na tentativa de chamar a atenção para um novo patrocinador. Ou seja, o importante é conseguir separar quando é homenagem e quando é autopromoção.

Indo um pouco mais além, fico pensando como seria se alguma equipe resolvesse homenagear Dale Earnhardt Sr. Não consigo imaginar muitos pilotos que conseguiriam usar um carro predominantemente preto sem a chiadeira dos fãs mais fervorosos do falecido heptacampeão.

Talvez aceitassem se a iniciativa viesse de alguém da RCR ou Dale Earnhardt Jr, obviamente. Fora isso, no máximo pilotos consagrados como Jimmie Johnson e Tony Stewart também teriam essa mesma aprovação. E, claro, todos pilotando carros da Chevrolet. Ai de alguma equipe que resolva reproduzir o esquema de pintura da Dale Sr em um Ford ou um Toyota.

Aliás, algum tempo atrás, quem sofreu com a ira desses torcedores foi Ryan Newman. Quando o piloto se mudou para a equipe de Tony Stewart, uma das pinturas do carro 39 era quase toda preta, com uma faixa pequenina em vermelho. Podia passar despercebido, mas foi o suficiente para que os torcedores reclamassem o uso da imagem de Dale Sr para promover um patrocinador.

Particularmente, embora a história de cada piloto deva ser respeitada, acho que às vezes é muito barulho por nada. Só que nessa, quem sai perdendo é o patrocinador e, consequentemente, a agência de publicidade. Não há nada pior para uma empresa que ter seu produto rejeitado por potenciais clientes devido a uma iniciativa fail.

O que você acha sobre esses esquemas de pintura relembrando antigos pilotos? Você veria problemas em carros e pilotos por aí com visual parecido com os usados por Ayrton Senna?

6 comentários sobre “Homenagem ou autopromoção

  1. Olha, eu sei que já escrevi aqui nesse espaço que nunca se pode chamar um carro da Nascar de bonito, mas essa pintura é demais! Tio Roger devia parar de ser cabeça dura e mante-la para o resto da existência do universo, já que a titular é horrenda!

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  2. Em capacetes… por exemplo acho absurda a cópia em cores e motivos! Se for para fazer uma ‘homenagem’ copie-se o esquema (desenho) mas NUNCA usando as mesmas cores!

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    1. Às vezes fica bom. O capacete do Hamilton é quase uma cópia do capacete do Senna, tirando o fato das tiras dobrarem do meio pra trás e deixarem aparecer o pedaço laranja.

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      1. O o Irvine por exemplo era uma homenagem ao Senna, (mudança de cor), tanto o de Hamilton e Bruno Lalli me parecem ‘gratuitos’ de idéia própria… feio não são, mas sem identidade própria! Minha tese pode parecer bobagem, mas o capacete é a identidade (hoje já deixada de lado) pela devoracidade comercial da venda de réplicas e cópias (das próprias fabricantes) …

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