Jean-Éric Vergne pode ficar tranquilo. Mesmo tendo cometido alguns erros, dificilmente será substituído em 2013

Nesta terceira e última parte sobre o mercado de pilotos da F1 2013, veja como Toro Rosso, Caterham, Marussia e HRT passaram pelas primeiras corridas do ano e como essas equipes já planejam a próxima temporada.

Toro Rosso:

A situação da Toro Rosso não é tão diferente da Red Bull. Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne devem permanecer porque eles são o menor dos problemas da equipe. Com um carro muito ruim, a escuderia italiana deve promover uma verdadeira reformulação no departamento técnico para a próxima temporada.

O primeiro a sair foi Giorgio Ascanelli, que comandou a equipe desde a criação. Como a Toro Rosso aposta em um aerodinamicista para dar a volta por cima, o engenheiro italiano rapidamente foi descartado. Quem deve assumir a vaga é James Key, atualmente na Sauber. Embora o britânico também não seja um especialista em aerodinâmica, o time entende ele poderá fazer uma reestruturação similar à que a escuderia suíça passou.

Outra coisa que mantém Ricciardo e JEV na equipe é o fato de não haver substitutos. O nome óbvio era o de Lewis Williamson, mas o escocês foi demitido pela Red Bull por causa do péssimo desempenho na World Series by Renault. Antonio Félix da Costa assumiu a vaga, mas ainda tem mostrado pouca coisa. A verdade é que o luso tem se destacado apenas na GP3, então ainda é um longo caminho até a F1.

Caterham:

Vitaly Petrov impressionou a Caterham nesse início de 2012. É verdade que o russo tem tomado tempo de Heikki Kovalainen, mas também tem sido um desafio ao finlandês muito mais complicado que Jarno Trulli jamais foi. Com Kova de olho em uma equipe maior para o próximo ano, a ideia de ter Petrov como líder não é mais tão ruim.

Assim, caso seja necessário substituir Kovalainen, as opções de Tony Fernandes é aproveitar algum nome que sobrou no mercado de pilotos ou promover alguém da GP2. O favorito seria o atual reserva Giedo van der Garde, mas vale lembrar que tanto Luiz Razia quanto Davide Valsecchi já tiveram passagem pelo time malaio.

A segunda vaga na Marussia tem se tornado um sério problema…

Marussia:

Timo Glock já avisou que não é um nome disponível no mercado de pilotos de 2012. O alemão já garantiu que vai cumprir o contrato com a Marussia para o próximo ano e por isso sequer abriu negociação com qualquer outra equipe.

Assim, quem pode dançar é Charles Pic. O francês não tem uma boa relação com o companheiro de equipe e a situação para o próximo ano pode ficar insustentável. Na verdade, pouco muda para a Marussia, já que Pic jamais conseguiu grandes resultados pelo time. Quer dizer, naquela briga paralela entre se aproximar da Caterham ou ser ultrapassado pela HRT, o jovem gaulês sempre precisou se preocupar muito mais com a turma de Pedro de la Rosa.

Por isso, já é até possível concluir que a segunda vaga na Marussia é uma verdadeira cadeira elétrica. Se Pic for chutado, foram três pilotos em três anos e nenhum teve tempo para mostrar qualquer coisa.

Só que alguém vai acabar correndo por ela no ano que vem. Caso Pic não continue, praticamente qualquer piloto pode aparecer na vaga, mas arrisco dizer que os favoritos são Max Chilton e Adrian Quaife-Hobbs, justamente pela ligação que eles têm com a montadora russa, representando-a em outros certames.

Outro que já demonstrou interesse foi Fabio Leimer. Ano passado, o investidor do suíço afirmou que pagaria o preço necessário para que o garoto corra de F1, seja em um time como a própria Marussia ou uma escuderia mais estruturada. Como o piloto não tem demonstrado grandes resultados na GP2, talvez não tenha muita escolha.

HRT

A situação da HRT é bastante curiosa. A equipe passou os últimos anos pregando que quer ser totalmente espanhola. No entanto, usa-se de pilotos chineses (Ma Qing Hua) e indianos (Narain Karthikeyan) para se aproximar dos mercados emergentes desses países asiáticos.

Por isso, arriscar qualquer coisa sobre o futuro da escuderia espanhola é bastante complicado. Luis Pérez-Sala confia em Pedro de la Rosa, portanto dificilmente o catalão será descartado. Já no caso de Karthikeyan, praticamente quem chegar com dinheiro ganhará a vaga de titular para o próximo ano.

Dani Clos, o reserva, é o favorito, mas é difícil chamá-lo assim. Por outro lado, eu também não ficaria surpreso se a dupla atual fosse mantida para a próxima temporada.