A primeira etapa da F3 Sudam de 2012

Nicolas Costa foi o principal nome na primeira rodada da F3 em Curitiba

Esperança. Esse era o principal sentimento quando a F3 Sudamericana anunciou o tardio cronograma da temporada 2012, no mês de julho. Desde então, a categoria levou 12 pilotos a um treino coletivo, mas só conseguiu alinhar dez na primeira corrida do campeonato, disputada no último final de semana em Curitiba.

Na realidade, uma dezena de competidores não deixa de ser uma evolução com relação a 2011, quando apenas oito atletas tomaram parte da rodada inicial no Velopark. O problema fica na parte da esperança, já que o primeiro grid da F3 neste ano deixou a desejar em relação ao treino coletivo.

Alguns dos nomes promissores da primeira atividade, como Guilherme Salas, Luir Miranda e Gustavo Myasava não conseguiram fechar contrato para a prova curitibana. Na verdade, isso obviamente já era algo esperado. Alguns pilotos usaram os ensaios coletivos apenas para se acostumar à categoria – seja pensando para 2013, seja analisando as opções parecidas na Europa/Estados Unidos.

Outros realmente não reuniram as condições necessárias – $ – para participar da etapa de Curitiba. Miranda, por exemplo, chegou a viajar ao Paraná e conversou com a Cesário para pilotar um dos carros da equipe, mas a falta de dinheiro foi fundamental para deixar o carioca de fora.

Entre os sobreviventes, digamos assim, Nicolas Costa – primeiro campeão da F-Futuro – liderou um grid que também contou com Fernando ‘Kid’ Resende, Gabriel Casagrande, André Pedralli, entre outros.

No caso de Costa, a opção pela F3 Sudamericana é perfeitamente compreensível, afinal, com três anos em categorias menores, ele já está de olho na transição para alguma F3 da Europa. Assim, a participação no torneio do Cone Sul é uma forma de se adaptar ao carro e ganhar uma quilometragem extra já pensando em 2013.

Um detalhe curioso é que Nicolas está empatado na liderança da F-Abarth com o também brasileiro Bruno Bonifácio. Só que enquanto o carioca retornou ao Brasil para correr de F3, após dois anos no certame italiano, o paulista competiu na F3 no ano passado antes de se mandar para a Itália. A diferença é que Bonifácio disputou a divisão Light, enquanto Costa corre na principal.

Lucas Biagioni não teve muito tempo para se mostrar no Paraná

Depois de Nicolas, os nomes mais interessantes são os de Casagrande e Pedralli. Mas eles vivem em situação bem oposta. Sinceramente, achei curiosa a presença de Gabriel Casagrande. O paranaense estreou nos monopostos em 2012 e vem conseguindo uma evolução tremenda correndo em diversas F-Renault da Europa – sendo que até já foi um assunto de um post aqui do blog. Basta clicar aqui para relembrar.

Justamente por isso, ter competido na F3 nesse momento me parece um exagero. Na minha opinião, seria mais interessante para Casagrande se firmar em alguma categoria europeia, lutando por vitórias e título, antes de pensar na transição para a F3. Por outro lado, levando em conta que o garoto é paranaense, então ter alguma experiência no Autódromo de Curitiba é importante, mas fico com pé-atrás nessa decisão.

No caso de Pedralli, a presença do piloto foi uma surpresa bastante agradável. O garoto fechou contrato com a Bassan de última hora e conseguiu participar da etapa curitibana. De quebra, conquistou dois terceiros lugares. É incrível o aproveitamento que André tem de pódios. Em seis corridas disputadas entre F3 e F-Futuro, o piloto terminou três vezes entre os três primeiros. É um número bastante respeitável para quem praticamente não tem condições de treinar.

No caso de Pedralli, a presença do piloto foi uma surpresa bastante agradável. O garoto fechou contrato com a Bassan de última hora e conseguiu participar da etapa curitibana. De quebra, conquistou dois terceiros lugares, mantendo um aproveitamento incrível de resultados. Em quatro corridas disputadas entre F3 e F-Futuro, nos dois últimos anos, o piloto sempre terminou entre os cinco primeiros. É um número bastante respeitável para quem praticamente não tem condições de treinar.

Para não me alongar muito, só alguns comentários sobre o resto dos participantes. Embora tenha vencido uma das corridas, Kid não foi bem, sendo que ele só triunfou porque Costa teve um problema mecânico. Em três anos na categoria, o piloto ainda não mostrou muito. Lucas Biagioni, por outro lado, também não muito o que comemorar. O piloto bateu na primeira volta da primeira corrida e destruiu o equipamento da Hitech. Certamente, não foi a estreia que ele esperava.

Para terminar, mais importante que os pilotos acho que é o número de equipes presentes em Curitiba. Ao todo, sete escuderias estiveram no AIC: Cesário, Hitech, Capital, Bassan, EMB, Kembra e RR. Levando em conta que PropCar e Dragão têm carros da F3 e apenas precisam de um piloto – $ – para voltar às pistas, é bastante interessante pensar que há nove escuderias de F3 aqui no Cone Sul. Isso quer dizer que o grid pode crescer nas próximas etapas. Ou talvez apenas em 2013. Mas há espaço para isso, o que é importante.

4 comentários sobre “A primeira etapa da F3 Sudam de 2012

    1. Os da classe A são os F308, lançados em 2008, mas adotados aqui em 2009. E os da classe B são so velhos F301, que começaram a ser fabricados em 2001, mas os modelos usados devem ser um pouquinho mais novos.

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