O futuro de AJ Allmendinger

AJ Allmendinger
Talvez ainda seja cedo dizer alguma coisa, mas não vai ser fácil para AJ Allmendinger retornar à Nascar

No fim da noite desta terça-feira, dia 24, a Nascar confirmou que a contraprova de A.J. Allmendinger também deu positivo no exame de antidoping, assim o piloto da Penske está suspenso indefinidamente das competições.

A verdade é que embora Allmendinger tenha dito que esperava um resultado diferente da contraprova, a chance de isso acontecer é praticamente nula. Isso já foi dito algumas vezes, mas vale repetir, essa segunda checagem não é um novo exame antidoping. Na verdade, quando um atleta urina no exame, o liquido é separado em dois tubos: a prova e a contraprova. Por isso as chances de um resultado diferente são próximas de nula.

A única coisa que poderia mudar é o fato de a urina ter sido infectada com outro substância a partir da manipulação do laboratório, seja acidentalmente ou não. Portanto, ao menos que Allmendinger tenha apostado todas as fichas em um milagre, ele já sabia que o resultado desta terça-feira seria positivo.

A partir de agora o piloto não tem muitas escolhas para continuar na Nascar. São poucas opções e todas muitas ruins para a carreira.

A primeira opção é processar a Nascar alegando que ele cometeu um erro ao tomar um suplemento proibido ou ter sido mal aconselhado na hora de usar um medicamento. Em tese, isso não tira a responsabilidade do atleta, segundo a Agência Mundial Antidoping (WADA), mas pode ser o suficiente para a justiça americana restabelecer seu lugar na Penske.

Aí são dois problemas bem claros. O primeiro, óbvio, é saber qual é a substância dopante. Como ela não foi divulgada, não dá para saber o que o piloto usou. Pode ter sido apenas um Whey genérico ou pode ter sido drogar ilegais. Portanto, quanto mais leve for, maiores as chances de a justiça se mostrar favorável. Só que imagina o clima que ficaria na Penske (e na Nascar) com A.J. trabalhando apenas por causa de uma liminar?

Allmendinger também pode tentar um acordo com a Nascar. Dependendo da substância dopante, os médicos da categoria devem montar um programa de recuperação pelo qual o piloto precise passar. Mais uma vez, depende do que foi consumido para afirmar quanto tempo ele ficará fora. Se for um suplemento alimentar, não deve demorar mais que alguns meses, mas um doping premeditado – por exemplo, uma substância que mascare o uso de outra – pode render uma reabilitação de mais de um ano.

Talvez, a Penske possa esperar alguns meses até o retorno de Allmendinger. Mas certamente a equipe não ficará nada contente se descobrir que a substância utilizada foi mais grave do que o esperado.

Com a vaga na Penske em risco, as chances de o piloto continuar no esporte são pequenas. Brad Keselowski já afirmou em uma entrevista que a chance de A.J. continuar na Nascar, mesmo em caso de ser inocentado pela contraprova, eram mínimas, já que tudo que os patrocinadores não querem é seu piloto pego no doping.

Por isso, quando for liberado para voltar às pistas, não é difícil imaginar que a principal chance de Allmendinger seja buscar um recomeço nas equipes menores – talvez até mesmo em Arca, Truck e Nationwide – para tentar limpar o nome. Se conseguir se reerguer na carreira, quem sabe ele não acabe recebendo uma nova chance?

Nesse momento de tantas especulações, tudo depende de qual foi a substância usada. A musa Hope Solo, da seleção americana feminina de futebol foi pega em um doping e saiu só com uma advertência. Cesar Cielo, idem.

Embora algo assim ainda possa acontecer com Allmendinger, é melhor o americano não ter esperanças. Hope e Cielo puderam voltar a competir porque além de boa índole – algo que o piloto também tem – eles não dependiam do dinheiro dos outros para disputar suas respectivas modalidades. Para o azar de A.J., ele (e qualquer outro piloto) só corre na Nascar ser tiver alguém bancando. E a partir de agora vai ser difícil arrumar esse investidor.

3 comentários sobre “O futuro de AJ Allmendinger

  1. O Almendinger poderia escrever um livro: “Como ferrar com uma carreira promissora em menos de 10 anos”.

    O cara largou o status de estrela da ChampCar (com contrato garantido) para ir correr no emio do pelotão da Nascar, depois enfia o pé na jaca no doping por duas vezes. Se ele fizesse o caminho do Ryan Hunter Reay, estaria em uma condição ainda melhor na Indy, pois tem mais talento.

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