O início da F3 Sudam 2012

Nicolas Costa é o nome mais famoso de uma possível geração 2012 da F3

Depois de uma longa espera, a temporada 2012 da F3 Sudamericana começou na última semana, com uma sessão de treinos coletivos no Autódromo de Pinhais, em Curitiba. A atividade aconteceu mais de seis meses depois da última etapa de 2011, que havia sido disputada em 17 de dezembro.

Nesses seis meses, a categoria foi extinta e voltou a dizer. Quer dizer, o antigo promotor deixou o campeonato por motivos pessoais, em um momento que a categoria negociava para se juntar à Top Race argentina e se tornar um verdadeiro certame sul-americano. No entanto, a manobra não deu certo e a F3 acabou caindo no colo da Vicar, que também é a responsável pela Stock Car e pelo Brasileiro de Marcas.

Assim, aos poucos, a temporada 2012 começou a tomar forma. O calendário foi anunciado com seis etapas – todas no Brasil e juntas com o Brasileiro de Marcas – além de alguns treinos.

No primeiro ensaio, um bom número (levando em contas as últimas temporadas) de dez carros estiveram presentes. A Hitech levou quatro carros pilotados por Lucas Biagioni, Gustavo Frigotto, Gustavo Myasava e Nicolas Costa. Ainda treinaram Leonardo De Souza e William Silva (Kemba), Guilherme Salas e Raphael Raucci (Dragão), Luca de la Vega (EMB) e Luir Miranda (Prop Car).

A lista é formada principalmente por gente vinda da extinta F-Futuro, além de algumas revelações do kart. O grande nome foi o de Nicolas Costa, primeiro campeão da F-Futuro e que já está na F-Abarth há dois anos. (Por outro lado, vale ressaltar que a megacampeã Cesário não esteve presente).

Gustavo Myasava também foi um dos pilotos a treinarem na F3

Apesar de um número satisfatório de participantes nesse primeiro treino, muitos desses pilotos não vão competir de forma integral em 2012. Ainda assim, é possível tirar algumas conclusões dessa primeira atividade.

A primeira delas diz respeito à F-Futuro. Acho que ficou mais do que provado que a categoria não acabou por falta de pilotos, no sentido de que o kartismo não tinha condições de renovar o grid do certame. Além desses dez garotos da F3, vale lembrar que Felipe Fraga, Gabriel Casagrande, Gustavo Lima, Roberto Lorena, Henrique Baptista e Antonio Furlan fizeram a transição do kart para os monopostos em 2012, mas optaram por correr na Europa ou nos Estados Unidos. Portanto, havia pilotos, o campeonato é que não conseguiu atraí-los.

A outra conclusão é que a F3 não é tão ruim quanto faziam parecer. A temporada 2011 foi marcada por um péssimo grid de quatro ou cinco pilotos tomando parte de todas as etapas, mas conseguiu revelar Guilherme Silva e Bruno Bonifácio, além de Felipe Fraga, que havia testado durante todo o ano pela categoria. No ano anterior, foi a vez de Pietro Fantin surgir e, há dois anos, Lucas Foresti. Assim, em um grid de dez carros, a chance de surgir um ou dois nomes é bastante grande.

O que favorece à descoberta de novos pilotos é o calendário encurtado deste ano. São apenas 12 corridas em seis rodadas duplas, enquanto no ano passado foram 25 provas em nove rodadas, sendo uma na Argentina. O que isso significa? O campeonato está mais barato. Então, pilotos que tivessem dificuldade para fechar o contrato para correr podem estar presentes em 2012. Isso é muito importante para a categoria. Ter um grid forte nessas seis rodadas é um passo fundamental para a reestruturação do certame em 2013.

Uma vez entrevistei Michel Jourdain Jr. (que nunca disputou uma categoria de base na carreira) e perguntei o que ele achava dos campeonatos de base do México, como a PanAmGP e Latam Challenge. Ele respondeu que são torneios ainda muito fracos e que é melhor para os jovens mexicanos começar a carreira logo na Europa, pela falta de competitividade em casa. Portanto, a F3 Sudam precisa mostrar em 2012 que tem condições de continuar sendo um passo fundamental para os jovens pilotos.

3 comentários sobre “O início da F3 Sudam 2012

  1. Tem mais dois carros, um da EMB e outro da Prop Car, pois as duas só andaram com um cada. Acredito que essa AMB seja do Edú Bassani, porque se não for tem mais dois dele. Então seriam dezoito carros!

    Curtir

    1. Eu acho 18 carros um número muito otimista, para falar a verdade, se conseguirmos um grid com 18 , não teremos mais problemas quanto a pilotos pelos próximos 20 anos.

      Eu ficaria bastante satisfeito se tivermos 10 competindo a temporada completa.

      Curtir

  2. Considerando que a Cesário não participou dos testes e ela normalmente alinha em torno de 4 carros, um grid de 14 carros fica na média das outras F3 ao redor do mundo. Nada mal para uma categoria “capenga”.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s