Wikileaks Racing Team

Se o carro da Wikileaks for usado para vazar documentos, não seria melhor terem escolhido um esquema de pintura um pouco mais discreto?

No automobilismo, já vimos todos os tipos de patrocinadores. Por se tratar de um esporte caro, os pilotos são obrigados a abusar da criatividade pra conseguir algum investidor e poder seguir carreira. Assim, Playboy, sites pornográficos, Paris Hilton, Michael Jordan, Kun Aguero, remédios, exército, robôs gigantes e maçãs do amor já adornaram carros e motos em pistas ao redor do mundo.

A coleção de patrocinadores inusitados parece ter ganhado um novo integrante: a Wikileaks.

Para quem não sabe, essa é uma organização criada pelo australiano Julian Assange com o objetivo de divulgar arquivos confidenciais dos governos em todo o mundo. A Wikileaks ganhou notoriedade nos últimos anos, quando publicou uma série de telegramas trocados entre o governo americano e suas embaixadas. Em outro episódio, a organização exibiu um vídeo de um helicóptero do exército dos EUA disparando contra civis iraquianos.

A partir da Wikileaks, uma série de grupos ativistas surgiu nos Estados Unidos e, posteriormente, no mundo, como o movimento Occupy Wall Street e o surgimento do Anonymous.

Entretanto, não são apenas esses grandes grupos manifestantes que apareceram nesse contexto da Wikileaks. Muita gente resolveu mostrar que apoia o movimento. Uma dessas pessoas é Clark Stoeckley, um artista norte-americano que decidiu inovar na hora de manifestar.

Stoeckley desenhou alguns adesivos com o logo da Wikileaks e pregou no seu caminhão, que passou a ser chamado de “Unidade Móvel de Coleta de Informações”. Evidentemente, a ideia do artista era só protestar com um veículo que simulasse o carro de entregas da organização. Porém, a polícia de Nova York já revistou a máquina em três oportunidades e até prendeu o americano.

Mas nada disso impediu Stoeckley de continuar a protestar. Para expandir os negócios, o americano passou a comercializar os adesivos da Wikileaks com a promessa de transformar qualquer carro de rua em uma máquina a serviço da organização.

Por enquanto, o carro da Wikileaks pode ser visto nos arredores de Nova York

Nesse momento, entrou na história outro norte-americano fã de corridas de carro. O cara comprou um Mazda RX-8 e entrou em contato com Stoeckley para a confecção de alguns adesivos especiais. Além do logo da Wikileaks, também foram produzidos decalques com a palavra ‘Racing Team’.

Os adesivos foram colocados de uma forma bastante parecida a qualquer carro de corrida. Como qualquer competidor no automobilismo, o Mazda também ganhou um número para identificá-lo. Como não poderia deixar de ser, o numeral escolhido foi o 99%, devido ao lema do movimento Occupy Wall Street, “We are the 99%.”

Por enquanto, o Wikileaks Racing Team não estará nas pistas. Chamado de “Unidade móvel de alta velocidade para fuga”, o Mazda é visto apenas nas ruas de Nova York em um protesto solitário, mas bastante veloz. Entretanto, os adesivos do Racing Team já foram produzidos. Quem sabe mais alguém não se interessa em fazer parte do movimento e acabe levando a organização às pistas.

Aliás, já pensou como seria curioso se a equipe da Wikileaks chegasse à Nascar? Imagina que confusão daria se eles se envolvessem em um acidente causado justamente pelo carro patrocinado pelo exército americano.

4 comentários sobre “Wikileaks Racing Team

  1. Puxa, o cara comprou um Mazda!
    Legal que parte dos 1% se solidariza com os outros 99%!

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

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    1. Não tinha pensado desse jeito. Irônico não? Hahaha

      Mas eu acho que a gente acaba caindo naquela discussão do militante da Gap, que virou meme um tempo atrás. É muito raso pensar que só porque o cara tem recursos financeiros ele não pode usá-los para defender o que acredita ser correto.

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      1. Eu concordo com você. Eu não estava sendo irônico. Queria apenas fazer uma observação interessante.

        Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
        Atenágoras Souza Silva.

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