A fase de Nelsinho Piquet na Nascar

Nelsinho Piquet tem se aproveitado do desempenho da equipe Turner para conquistar bons resultados na Nascar

Nelsinho Piquet vive um momento especial nesse início de temporada 2012 da Nascar Truck Series. Neste sábado, dia 21, o brasileiro voltou a fazer uma boa corrida, cheia de ultrapassagens e terminou na quarta colocação no Kansas, no terceiro top-10 consecutivo no atual campeonato em quatro corridas. (Na outra, em Daytona, Nelsinho chegou a liderar).

Aliás, a boa fase de Nelsinho fica clara quando se analisa a própria corrida do Kansas. Pelo desempenho do brasileiro nas últimas provas, além do excelente desempenho do equipamento da equipe Turner – em todos os três carros –, a quarta colocação parece um resultado final ruim. E estamos falando de uma classificação final que o deixou na quinta colocação na tabela de pontos.

A realidade é bastante diferente da temporada passada, quando Nelsinho ainda era um novato. Com menos experiência na categoria e sem conhecer o equipamento tão bem, em 2011, após quatro corridas, o brasileiro havia sido 27º em Daytona, 13º em Phoenix, 32º em Darlington e 30º em Martinsville. Era apenas o 25º na classificação final.

Depois dessa má-fase, a Truck Series chegou à Nashville, onde Nelsinho terminou na segunda colocação e começou a reação no campeonato. Dessa vez não tem mais o tradicional oval do Tennessee, que deixou a Nascar devido à falta de dinheiro no local, mas o bom momento de Piquet continua.

Outro dado que mostra a fase do brasileiro é o chamado Driver Rating, que é uma equação matemática criada pela Nascar para avaliar o desempenho dos pilotos. Nessa conta, entram todos os tipos de estatística, como posição de largada e chegada, voltas dentro do top-15, do top-10 e número de ultrapassagens valendo posições entre os 15 primeiros de uma prova. O Driver Rating vai de 0, para alguém que não fizer absolutamente nada, até 150.

Nas quatro primeiras corridas de 2011, Nelsinho teve o maior Rating em Phoenix, com 72,4. No Kentucky, o brasileiro conseguiria a melhor marca, com 120,7, naquela corrida em que a estratégia de boxes da KHI tirou-lhe uma possível vitória. Agora, em 2012, Nelsinho conseguiu 109,1 no Kansas e a melhor marca da carreira, com 132,7, em Rockingham.

Como só foram quatro etapas na temporada 2012, ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de previsão quanto ao desempenho do brasileiro até o final do ano. Entretanto, está claro no momento que a expectativa é que ele lute pelo título, embora o equipamento tanto de James Buescher quanto de Timothy Peters também esteja muito bom.

No entanto, já dá para afirmar que Nelsinho venceu aquela desconfiança que ronda pilotos no segundo ano na categoria. Afinal, se espera que um novato impressione em algumas etapas, mas tenham desempenho medianos em outras, o que faz parte do aprendizado. No caso de um segundanista, é necessário ver alguma evolução. E isso Nelsinho tem feito.

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