Literalmente a categoria-escola da Nascar

Hattori Racing Nascar Institute
A Hattori Racing, de Sergio Peña e Brett Moffitt, é uma das equipes parceiras do Nascar Institute

A Nascar East ganhou destaque – principalmente aqui no Brasil – após a vitória de Nelsinho Piquet, em Bristol. O campeonato, claro, sempre foi acompanhado de perto pelos fãs do automobilismo de base do turismo americano, mas a ida (e o sucesso) de um ex-piloto de F1 gerou interesse do mundo todo.

A categoria, como se sabe, é um dos locais onde os jovens pilotos podem escolher competir, de olho em seguir carreira na Nascar. Gente como Martin Truex Jr., Joey Logano e Trevor Bayne foi revelada nesse certame.

O que talvez você não saiba é que a Nascar East também serve como categoria de acesso para todo o restante do pessoal envolvido no campeonato. De mecânicos a engenheiro, passando até mesmo pelos preparadores de motor, todos usam o torneio como trampolim para as maiores divisões da Nascar.

Nos últimos anos, a Nascar East fechou uma parceria com o Nascar Technical Institute, onde os melhores alunos podem trabalhar diretamente com as equipes. E não pense que eles atuam apenas como estagiários, fazendo o cafezinho enquanto assistem aos engenheiros de verdade trabalharem. Em algumas equipes, praticamente todo o trabalho é feito pelos estudantes.

Vale lembrar que o Nascar Techincal Institute é uma espécie de escola-técnica bancada pela categoria americana, formando alunos que almejam trabalhar diretamente no campeonato. Assim, todo o ensino é voltado para a Nascar, incluindo desde o processo de construção dos carros e motores a até mesmo as aulas sobre o regulamento da categoria.

Dessa maneira, os alunos com as maiores notas – com índice de rendimento superior a 3,8 – são selecionados para trabalhar em três equipes: Revolution Racing, Hattori Enterprises e X Team Racing.

Até agora, o resultado tem sido o melhor possível. Das 12 etapas disputadas no ano passado, sete foram vencidas por carros onde havia estudantes trabalhando. Da mesma forma, o mesmo aconteceu com Nelsinho Piquet, em 2012.

Como o programa ainda é recente – a parceria com a Nascar East começou em 2011 –, ainda não há nenhum estudante formado que tenha se destacado nas principais equipes da Sprint Cup, mas isso é questão de tempo. No entanto, assim como acontece com os jovens pilotos, os mecânicos e engenheiros também vão enfrentar concorrência pesada na tentativa de chegar à principal divisão da Nascar.

Afinal, enquanto na East eles têm espaço garantido por causa da parceria, para chegarem à categoria principal vão precisar enfrentar uma mão de obra cada vez mais qualificada e formada pelas principais universidades norte-americanas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s