A equipe que tinha medo de vencer

Sergio Pérez F1 GP da Malásia
Sergio Pérez poderia ter vencido o GP da Malásia. Não deu. Será que ele terá nova chance na carreira?

Das equipes da F1 atual, uma das que eu não simpatizo é a Sauber. Acho que a proposta da Suíça em não tomar parte em nenhuma discussão – ficando sempre em cima do muro – não me agrada. Entretanto, isso não me impede de elogiar a boa prova feita por Sergio Pérez no GP da Malásia deste domingo, dia 25.

Na corrida, o que me incomodou foi a incapacidade do time em brigar pela vitória. Ao contrário da Ligier em 1996 (com Olivier Panis), da Prost (Jarno Trulli) e da Arrows (Damon Hill), em 1997, e da Stewart (Rubens Barrichello e Johnny Herbert) em 1999, a equipe de Peter Sauber fez de tudo para não terminar a prova de Sepang na primeira colocação.

Na Malásia, Pérez apareceu na briga pela vitória ao colocar pneus para pista molhada logo na segunda volta. Sendo muito mais rápido que os adversários nos giros iniciais, o mexicano aproveitou o fim da sequência de paradas para aparecer na segunda colocação, atrás apenas de Fernando Alonso.

Surpreendentemente, nesse momento Pérez era o piloto mais rápido na pista e rapidamente cortou a diferença que o separava do espanhol. Com a pista seca, a Ferrari chamou Alonso para os boxes em um momento que a distância entre os dois era menor que 2s. O mexicano, por sua vez, ficou na pista mais um giro, pegou tráfego e deixou os boxes mais de 7s atrás do adversário.

Depois disso, como já foi exaustivamente repetido, Pérez se aproximou novamente, mas na hora de passar o engenheiro pediu para que o garoto considerasse terminar na segunda colocação. Não por acaso, ele errou na curva seguinte e jamais voltou a pressionar Alonso.

Antes, quero deixar claro que não estou dizendo que houve qualquer tipo de conspiração para que Pérez não ultrapassasse o espanhol. O que defendo é que o erro da Sauber em mantê-lo na pista por mais uma volta custou a vitória. Se não fosse o aumento da diferença em mais de 5s em um único giro, Pérez teria, no mínimo, quatro voltas a mais para tentar passar Alonso.

Isto é, com quase 1/3 da corrida restando, talvez a fatídica fala do engenheiro não tivesse vindo. Afinal, naquele momento, nem o segundo lugar estava garantido.

Com o pódio em Sepang, Pérez está valorizadíssimo. Até porque Felipe Massa anda tão capenga, que quase tomou volta do mexicano na etapa malaia. Assim, os rumores de substituição de um pelo outro são cada vez mais veementes.

No entanto, se tudo der errado daqui para frente e a carreira de ‘Checo’ não vingar, essa poderá sido a última chance que ele teve de vencer uma corrida. Daqui alguns anos, somente fãs mais aficionados vão se lembrar do que aconteceu no GP da Malásia. Para todos os outros efeitos, a corrida em Sepang vai servir apenas como mais um número nas estatísticas de Fernando Alonso.

5 comentários sobre “A equipe que tinha medo de vencer

  1. Desconfio que o Perez não seja tudo isso que falam dele. Me parece bastante irregular, não melhor do que Maldonado, por exemplo. Talvez não tenha outra chance mesmo. Não acredito que poderia ir melhor do que o Massa na Ferrari. A vitoria do Alonso foi acidental, como ele próprio reconhece.

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