Bobby Gerhart ARCA Daytona 2012
Bobby Gerhart (com o carro da Lucas Oil) venceu a etapa da ARCA em Daytona após pane seca de todos os adversários

Antes da corrida da ARCA em Daytona, realizada neste sábado, dia 18, eu disse no Twitter de forma bem humorada que se eu fosse um chefe de mecânicos da categoria, minha estratégia seria seguir Bobby Gerhart nas paradas nos boxes para vencer a prova, afinal o veterano piloto venceu sete das últimas nove corridas do campeonato no super-oval da Flórida.

Quando Gerhart foi para os boxes logo no primeiro giro – perdendo a volta do líder – e os demais participantes se dirigiram ao pit-lane na quinta passagem, pensei que talvez eu pudesse ter errado a tática, e seguir o veterano não seria a coisa mais acertada do mundo.

Besteira, Gerhart recebeu o Lucky Dog e fez mais uma parada na décima volta para completar o tanque e poder chegar ao fim da corrida mesmo que houvesse uma prorrogação. Por acaso, foi justamente isso o que aconteceu. O experiente piloto não precisou poupar combustível nas voltas finais e ganhou quatro posições na última curva, quando todos os adversários sofreram com uma pane seca em pleno G-W-C.

No final, oito vitórias em dez anos para Gerhart em Daytona e mais uma vezes todos os participantes ignoraram a estratégia do vovô e acabaram sucumbindo.

Apesar do excelente aproveitamento, Gerhart não mereceu vencer dessa vez. Ele só conseguiu assumir a primeira colocação na volta final, pois todos os adversários, incluindo o então líder Brandon McReynolds, que liderara 64 das 80 voltas, tiveram uma pane seca devido às voltas extras da prorrogação.

Porém, o acidente de Chris Buescher, que ocasionou a derradeira entrada do safety-car é questionável. Restavam apenas duas voltas na prova quando o piloto rodou na saída do tri-oval, o carro não voltou para a pista, não estava em posição de perigo e sequer morreu. Levando em conta que faltavam apenas duas voltas e havia uma expectativa na briga pela ponta, a direção da ARCA se precipitou em acenar a bandeira amarela. Veja a seguir, o vídeo do incidente em péssima qualidade.

Embora não possa chamar isso de erro, a decisão acabou mudando o resultado da corrida. Tudo bem que o final de prova foi bastante emocionante, mas é questionável até que ponto valeu à pena influenciar no resultado. Se não fosse o drama do combustível, a chegada provavelmente seria chatíssima e sem disputas, já que os carros da ARCA, em um super-oval, precisam de algum tempo até alcançar a velocidade máxima e possibilitar as disputas.

Como eu não acredito em ‘vencedor moral’, o primeiro colocado foi Gerhart, enquanto McReynolds ficou no acidente do final. Mas o resultado poderia ter sido diferente se a ARCA não tivesse resolvido agir no fim da prova.

Apesar disso, vale destacar que não estou falando em proteção ao veterano. Ao longo de toda a corrida, a direção de prova se afobou na hora de acenar a bandeira amarela. A própria transmissão do canal Speed americano já havia levantado a questão quando Milka Duno rodou na quarta volta, mas conseguiu levar o carro ao pit-lane sem maiores problemas.

Nas batidas de Leilani Munter e de Bill Coffey, também não precisavam do safety-car, mas acredito que em situações parecidas a Nascar também teria acenado a bandeira amarela, então elas só entram em debate por conta do conjunto da obra, isto é, da afobação ao longo de todo o final de semana.

De qualquer forma, independente do comportamento da direção de prova em 2013, acredito que seria uma boa tática para os adversários ficarem de olho no que Bobby Gerhart for fazer. Veja o emocionante fim de prova a seguir: