The Sixth Driver

Kevin Magnussen
Em meio à guerra entre McLaren e Red Bull, Kevin Magnussen já visitou o novo lugar de trabalho.

A McLaren confirmou na terça-feira, dia 14, a adição de Kevin Magnussen ao seu programa de jovens pilotos. Dessa forma, o garoto se junta a Gary Paffett – que não é mais tão jovem assim – Oliver Turvey, Oliver Rowland e Nyck De Vries como integrantes do exército de Woking.

Assim, está iniciada a guerra entre a equipe inglesa e a Red Bull nas categorias de base do automobilismo. Nesse duelo, mclarianos e rubro-taurinos vão se enfrentar nos mesmos campos de batalha em 2012. Enquanto o embate entre Rowland e De Vries contra Daniil Kyvat, Alex Albon e Stefan Wackenbauer já estava certo para a F-Renault, agora Magnussen vai enfrentar Lewis Williamson no tabuleiro da World Series by Renault.

Em um primeiro momento, é bastante interessante ver que algumas das principais equipes da F1 estão cada vez mais preocupadas com a formação de jovens talentos. Por outro lado, essa guerra é meio que de mentirinha, pois já há uma vencedora: a Red Bull.

A vantagem da equipe austríaca acontece justamente porque seu programa está cada vez mais integrado com o time na F1. Veja só, no máximo até o final de 2013, é muito provável que Mark Webber se aposente. Como consequência, a vaga do australiano deve ser preenchida por um dos garotos da Toro Rosso. A equipe satélite, por sua vez, provavelmente recorrerá a Williamson para o posto em aberto.

Enquanto isso, Carlos Sainz Jr – que esse ano vai correr na F3 Inglesa – estará completando o desenvolvimento nas categorias de acesso, do mesmo jeito que aconteceu com Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne. Quando ele estiver próximo de chegar à F1, o garoto que sobrou na Toro Rosso – levando em conta que apenas um subiu para a RBR – estará completando três anos na categoria principal, mesma época em que Sébastien Buemi e Jaime Alguersuari foram substituídos.

Aos poucos, com um acerto ou outro ao longo das próximas temporadas, a tendência é que o Red Bull Junior Team consiga encaminhar uma série de garotos para a F1. Claro que o grande trunfo do programa é a existência da Toro Rosso, que serve como um degrau intermediário entre as categorias de base e o certame principal. A equipe italiana também é uma válvula de escape para que por resultados do Junior Team (em levar pilotos para a F1) não atinja a Red Bull.

Por outro lado, a McLaren é uma equipe que já conta com dois pilotos cujos projetos são de longo prazo. Em 2011, Jenson Button renovou contrato e deve ficar em Woking até 2015. Lewis Hamilton, por sua vez, fica sem vínculo ao final deste ano, mas a tendência é que ele seja prorrogado a qualquer momento.

Assim, é difícil pensar que a McLaren vá ter espaço para seus garotos. Que um dos seus três jovens chegue à F1, não é nenhum absurdo imaginar, mas os demais integrantes do programa podem acabar sendo deslocados para DTM e GT – assim como Álvaro Parente, Turvey e Paffett – passando a vida disputando apenas o treino dos novatos.

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