Giedo Van der Garde
Giedo Van Der Garde tem experiência na F1. Ele foi piloto de testes da Spyker e quase substituiu Christijan Albers

Giedo Van Der Garde é um piloto curioso. Andou falando por aí, nesses últimos dias, que está otimista em um acerto com a HRT para a disputa da temporada 2012 da F1. Só que é difícil imaginar alguém ficando contente em ter acertado para correr pelo time espanhol.

Quero dizer, Daniel Ricciardo mostrou no ano passado que a HRT não é o fim do mundo. Dá para fazer um campeonato digno e sonhar com voos maiores. Só que Van Der Garde não exatamente o tipo de piloto que deveria ficar satisfeito com essa vaga. Afinal, o próprio holandês chegou a negociar até mesmo com Williams e, para muitos, era um forte candidato.

Se para Van Der Garde a HRT se tornou uma boa opção, muito tem a ver com o que o piloto fez na pista. Ou, no caso, não fez.

Giedo Van der Garde
Agora restou apenas a Hispania ao nosso decadente amigo holandês

Você pode não se lembrar, mas o nosso amigo Giedo foi piloto de testes da Spyker (!!) em 2007. Na época, ela jurava que ia correr na F1 no ano seguinte, mas a equipe virou Force India e optou por manter Adrian Sutil e trazer Giancarlo Fisichella.

Lá em 2007, Van Der Garde tinha estreado na World Series by Renault depois de terminar na sexta colocação a F3 Euro Series, quando correu pela poderosa ART (conhecida como ASM na época). No novo certame, foi sexto colocado novamente e bateu o pé que queria correr na F1.

Como dito, a ida para a F1 não deu certo e o resultado foi Giedo Van Der Garde dominando o ano de 2008 da WSbR contra gente como Julien Jousse, Fábio Carbone, Charles Pic, além dos futuros campeões Bertrand Baguette, Mikhail Aleshin e Robert Wickens.

Quando Van Der Garde deixou a World Series e foi para a GP2, a impressão é que a carreira dele tinha voltado aos trilhos. No primeiro ano na principal categoria de acesso da F1, conquistou três vitórias. Hoje, o nobre holandês tenta negociar com a HRT com essas mesmas três vitórias no currículo.

Nesse tempo, ele competiu pela iSport e ficou na Barwa Addax por mais dois anos. Foi companheiro de Sergio Pérez e de Charles Pic, mas viu os parceiros avançarem à F1, enquanto ele mesmo tentou negociações mal-fadadas com Williams. E sabe o mais curioso de tudo isso? Ele tinha experiência de F1 – o que é raríssimo nos dias de hoje – e um bom patrocínio (a McGregor), mas mesmo assim está cada vez mais próximo do limbo do esquecimento e agora torce por uma chance na pior equipe do grid da F1.

Pode ser que a negociação dê certo, mas é difícil pensar em futuro para nosso amigo holandês. Claro que eu posso estar errado e, no futuro, ele se tornar o novo Sebastian Vettel (mesmo tendo 26 anos), mas acho que nessas horas o piloto deveria saber que há vida fora da F1.