Rubens Barrichello no STCC

Rubens Barrichello
Parece que Rubens Barrichello precisa descobrir onde vai correr em 2012

Todo mundo sabia que um dia a carreira de Rubens Barrichello na F1 ia acabar. Ao menos que ele se proponha a correr pela fraca HRT, o brasileiro não deve fazer parte do grid da categoria na abertura do campeonato, em 15 de março, na Austrália.

Prefiro fazer uma análise fria do que aconteceu, de quem não era um insider, mas que trabalha com a F1 nesses últimos anos. Barrichello conquistou o vice-campeonato terceiro lugar de 2009 pela Brawn GP e optou correr pela Williams no ano seguinte. Esse foi o maior erro. Era óbvio que o piloto não sabia o que podia acontecer, mas a decisão foi desastrosa.

Barrichello foi seduzido por um projeto de liderar um time aos grandes resultados, por isso mesmo falava em vitória. A Williams seria a principal equipe da Cosworth e contaria com uma das melhoras duplas da F1, com o brasileiro e com Nico Hülkenberg. Talvez pelo imaginário que a equipe inglesa criou ao longo da década de 1990, talvez pela vontade de estar onde Ayrton Senna correu, ou talvez por algum outro motivo pessoal, o piloto optou por ir trabalhar em Grove.

Na época, ele tinha proposta da McLaren e também poderia seguir na Brawn – que viraria Mercedes – mas acabou escolhendo a Williams. É óbvio que ele não podia prever a crise interna e a péssima administração de Grove – onde o talento foi substituído por dinheiro –, mas foi essa decisão que acabou custando a F1.

Se tivesse ido para McLaren ou Mercedes, dificilmente teria sido chutado em um 17 de janeiro. Saberia anteriormente que o contrato não seria renovado. As equipes grandes geralmente avisam os pilotos antes, até porque elas têm pressa para fechar contratos e desenvolver o carro do próximo ano. Assim, Barrichello ainda teria tempo para negociar com Lotus, Caterham, Sauber, ou alguma equipe desse nível.

Claro que tudo até aqui é um paliativo e também, um exercício de imaginação de como o brasileiro poderia ter prolongado a carreira na F1 por mais alguns anos, mas acabara aceitando se tornar o capitão de um Titanic inglês.

Pois bem, essa é a análise que eu me propus a fazer.

Longe da F1, Barrichello agora tem bastante tempo livre pela frente. Ele pode levar os filhos na escola, lavar a louça, arrumar a cama, pilotar no simulador, jogar basquete com o Tony Kanaan, cozinhar e ir ao supermercado todas as tardes. Ou ele pode aceitar a minha sugestão e ir correr no STCC.

STCC
O STCC é a principal categoria da Escandinávia e uma das maiores do mundo. Vai, os carros são bem legais!

Ok, primeiro você pode estar se perguntando o que é esse tal de STCC. É o campeonato de carros de turismo criado na Escandinávia, com provas na Dinamarca e na Suécia. Apesar de parecer distante e pouco atrativo, é o terceiro campeonato mais importante do mundo na modalidade, ficando atrás apenas do WTCC e do BTCC.

O certame surgiu em 2011, como união dos torneios da Dinamarca e da Suécia, e atraiu grandes nomes do esporte, como Colin Turkington, James Thompson e Fabrizio Giovanardi, todos antigos campeões do BTCC, e Gabriele Tarquini, campeão do WTCC, além de ídolos locais. Quem também apareceu na competição foi Alx Danielsson, o campeão mais obscuro da história da World Series by Renault.

Bom, e por que Barrichello deveria optar por correr no STCC e não no DTM, por exemplo? Fácil, porque ele ficaria longe da mídia e do paddock para poder trabalhar com calma para voltar à F1, caso seja essa a vontade. Não estou falando para que o brasileiro compita a temporada toda. Ele pode fazer duas ou três rodadas como convidado, testar o carro e, enfim, se divertir contra alguns dos melhores pilotos da modalidade.

Longe do epicentro europeu do automobilismo, ele poderia continuar indo às corridas da F1, fazer um teste ou outro para Pirelli e tentar negociar com alguma equipe menor um retorno em 2013, ou mesmo na segunda metade de 2012. O STCC serviria para que ele continuasse em atividade. No DTM, dificilmente Rubens conseguiria uma vaga que permitisse essa flexibilidade na agenda. Além disso, é muito difícil que um piloto experiente que se dedique ao turismo alemão consiga retornar à F1.

Scirocco
O brasileiro já competiu em um mod do STCC em um campeonato virtual e foi campeão. Esse é o carro que ele usava

Além disso, o STCC não é uma novidade total para o brasileiro. Ele foi campeão da categoria em 2011. Quero dizer, ele foi o vencedor de um campeonato virtual que usava os carros do STCC como mod. Claro que há uma diferença muito grande entre real e videogame, mas ele não seria um completo desconhecido ao certame. Um último fato curioso sobre o torneio escandinavo é que Barrichello poderia correr contra Jordi Gené e Rickard Rydell, antigos rivais na época da F3 Inglesa.

Concluindo, não estou dizendo que o brasileiro deva desistir da F1. Apenas estou apresentando uma sugestão para que ele possa se manter na ativa, enquanto tenta buscar uma chance novamente na categoria máxima. Por isso mesmo, Barrichello no STCC, já!

16 comentários sobre “Rubens Barrichello no STCC

  1. O eu ja acompanho o Rubinho antes dele ir para f1,na minha opiniao manda todos esses pessoal , da f1 da para o inferno ja passei muita raiva , mas desde o morte do Ayrton a aponsentadoria de varios genios da antiga nao vao arumar outro ,piloto que vai acertar um carro como o rubinho.
    Esquece a f1 vem para o Brasil que o povo te adora muito .

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  2. Olá pessoal!
    Estou fazendo um site com estatísticas do STCC, com a Indy e estou terminando também da nossa Stock Car, embora estou com dificuldades de resultados das corridas da década de 80 e 90.

    Iria ser uma boa o rubinho correr no STCC embora seja uma mudança muito radical a Stock seria mais viável, quem sabe os pilotos da Stock é que não poderiam ir para lá?

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  3. Olha amigo, boa noite, a minha opinião (e eu gostiaria muito de um vosso comentário a respeito) é que se é prá buscar uma volta para F-1. então, que o nosso amigo Rubens faça em 2012 a GP2 , se é pra ser diferente e buscar algo calcado na vontade de correr e mostrar serviço, que venha a GP2!

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  4. Não sou um fã do Barrichello, e tão pouco um critico ferrenho. Mas, sinceramente, já era! Rubens ficou tempo demais na F1, tá na hora de abrir espaço para jovens talentos. Com certeza ele não volta, e isso é normal o bastante.

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  5. Bom texto…

    Estava pensando mesmo na aposentadoria do Barrica, mas sua idéia é boa.
    E não acho que a F1 tenha desistido do Rubens não, o problema é que a crise mundial (ainda) está amedrontando (principalmente) a Europa, por isso as equipes preferem pilotos pagantes à minguar como a Williams tem feito nos últimos anos.
    Obs: Bernie Ecclestone, com sua gana por lucros está tornando a F1 cada vez mais elitista e cara, além de tirar a chance de bons pilotos que não conseguem patrocínio.

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  6. Permita-me: apesar de ter sido o único a disputar o campeonato com Button, Barrichello foi terceiro no campeonato de 2009.

    E a procura da McLaren por Barrichello aconteceu depois de ele já ter contrato assinado com a Williams. Ele não teve bem uma escolha entre as 2, mas assinou primeiro e acabou por perder a outra automaticamente.

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    1. Pedro, é verdade, eu esqueci de mudar o vice-campeonato para o terceiro lugar lá no post. Obrigado por avisar

      Ele sempre teve a escolha de dizer não para a Williams. Ele trocou uma equipe campeã mundial de pilotos e construtores por um time que tinha somado 34.5 pontos, em 2009, e já mostrava falta de competitividade ao ter Kazuki Nakajima durante anos para garantir o motor Toyota. Aí é o que eu digo lá em cima, ele escolheu a Williams por algum motivo que só diz respeito a ele. Óbvio que ele não tinha como saber o que ia acontecer depois, mas foi a escolha da Williams que determinou o fato de em um 17 de janeiro (2 meses após o fim do campeonato praticamente) ele não saber onde correr e não ter mais vaga na F1, fora a HRT.

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  7. Por mais triste que seja esse “desfecho” do Rubinho na F1, não acho q ele deva continuar…

    Acho q ele poderia ir pro WEC, que mesmo com o anuncio da saida da Peugeot, é um campeonato que vem atraindo algumas montadoras. Se houvesse alguma proposta, acho q seria um ótimo caminho a seguir

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  8. Mas a Brawn/Mercedes era uma incerteza também. Eles queriam o Buton, que foi para a McLaren. E depois a Mercedes foi atrás do “Alemão”. Rubens seria mandado embora.
    Acho que a primeira temporada na Willians foi muito boa, para o carro e motor que tinha.

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  9. O problema é que a Formula 1 desistiu do Rubinho…e pra mudar de categoria não é tão simples!

    Rubinho na Indy?

    Na Indy tem Franchitti(Schumacher da categoria), esta pilotando uma barbaridade, já é tetra campeão, fora outros pilotos que estão se destacando como Will Power. Rubinho só ia levar pau no início, basta ver Kanaan e Castro Neves, a anos estão na Indy, Kanaan só foi campeão 1 vez, Castro Nevez nunca foi campeão, mas venceu a Indy 500 por 3 vezes. Nos últimos anos os dois pouco fizeram na categoria.

    Rubinho no DTM?

    Vários pilotos da F1 correram no DTM, e não vingaram, tá cheio de cobra criada lá, pilotos que não são tão conhecidos, mas são super respeitados na Europa. DTM é campo minado…basta ver quem foi campeão nos últimos anos o promissor Di Resta.

    Rubinho na NASCAR?

    Mesma coisa do DTM….olha o caso do arrojado Montoya, só passa sufoco.

    Não vão pensando que só porque correu na F1 que o piloto vai ABAFAR em outra categoria, isso não tem muito haver. Nova categoria é sempre terreno desconhecido, muitas vezes leva tempo para se adaptar, ainda mais piloto chegando aos 40 anos.

    Burt mesmo foi piloto de F1 e raramente se destaca na Stock, bater um piloto como Cacá em alta com anos de Stock não é tarefa fácil.

    Rubens pode ir para qualquer categoria, desde que começe com certa humildade. O caminho é a Stock porque é mais barata e dá para arrumar patrocinador, pegando uma boa equipe dá para pensar em vitórias…

    …título, a médio prazo, depois de uns 3 anos.

    Correr fora dificilmente Rubens vai correr, senão, quem vai botar ele pra correr vai ser a mulher!

    Melhor correr por divesão no Brasil, vence umas corridas na Stock, se possível leva um título, esta bom demais pra 40 anos. E se for ESPERTO dessa vez, fica BEM LONGE do oba-oba da Globo, avisa que só quer se divertir na Stock sem maiores obrigações. Lembre-se, recentemente Villeneuve foi correr em Interlagos de Stock e não se adaptou ao carro logo de cara.

    INDY,NASCAR,WRC,DTM,WTCC ou Le Mans Series é tudo categoria alto nível, não tem molesinha não. E o Rubinho nunca foi piloto fora de série, pode no máximo fazer uma boa carreira…títulos lá fora, bem complicado de conseguir.

    Melhor correr no Brasil, quem sabe uma vez por ano arrisca um Indy 500, uma 24 horas de Le Mans, etc…

    Por pura diversão, se ganhar ótimo, se não ganhar valeu a experiência. É o que J.Villeneuve faz a anos, sem se importar com resultados.

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