O primeiro passo de Nyck de Vries no automobilismo

Nyck de Vries
Surpresa! Nyck de Vries fechou com a R-Ace para a estreia na F-Renault

O ano de 2012 é bastante aguardado nas categorias de base do automobilismo. É quando o badalado Nyck de Vries completará a transição do kartismo para os monopostos.

Às vésperas de completar 17 anos, Nyck é o principal piloto em desenvolvimento da McLaren. Nos últimos três anos, o garoto conquistou três títulos mundiais de kart e agora começa a trilhar o caminho dos monopostos. A estrategia da equipe inglesa é fazer com ele o mesmo pelo quel Lewis Hamilton passou, tendo a carreira toda controlada até chegar à F1.  A ideia é que ele chegue à categoria principal a tempo de substituir Jenson Button – que deve continuar na equipe até 2015 – ou até mesmo ao próprio Hamilton.

A história de De Vries até pode parecer legal no momento, mas ela deverá ser tão explorada no futuro que em um determinado momento você vai enjoar de ouvir o pão de “novo Hamilton” o tempo todo. (Aliás, adivinha quem é o empresário do garoto? Anthony Hamilton! Puxa..)

Pois bem, vamos à alguma coisa nova: De Vries anunciou que vai competir na temporada 2012 da F-Renault pela R-Ace, a filial da poderosa ART Grand Prix na categoria. A escolha é bastante interessante, visto o poço que a ART se encontra e toda a expectativa que envolve a estreia do jovem holandês.

Nyck De Vries
Nyck De Vries testou pela R-Ace, em Barcelona, no final de 2011

Nos últimos anos, a captação de pilotos feita pela ART se mostrou extremamente decadente. Com o sucesso da equipe nas pistas, eles pararam de ir atrás de jovens promissores, afinal era só escolher a dedo o campeão – literalmente – que queria. Foi assim que a equipe montou, em 2009, o histórico plantel na F3 Euro Series com Jules Bianchi, Esteban Gutierrez e Valtteri Bottas.

Na época, Bianchi já estava na categoria havia um ano e era a principal aposta da equipe francesa (como foi até hoje). Bottas e Gutierrez eram os últimos campeões da F-Renault e da F-BMW, respectivamente. Desde então, tirando a taça na GP2 conquistada por Nico Hülkenberg naquele mesmo ano, todos os títulos da equipe vieram desses três pilotos.

Conforme os garotos iam avançando nas categorias, a equipe não conseguiu contratar substitutos que pudessem vencer. Em 2011, por exemplo, a R-Ace estreou na F-Renault com três pilotos: Norman Nato, Pieter Schothorst e Côme Ledogar. Ao todo, o trio somou apenas 67 pontos, com o time terminando apenas na oitava posição na classificação por equipes. É justamente por conta desse desempenho tão ruim, que surpreende a escolha de De Vries pela R-Ace.

Antes de fechar com a equipe francesa, De Vries já havia testado pela atual campeã Josef Kaufmann. Como o acordo não saiu, não é absurdo pensar que essa temporada vai servir como aprendizado para o garoto. Enquanto ele se adapta ao time, também completa a transição para os monopostos. Assim, em 2013, seja pela R-Ace, seja pela Kaufmann, ele poderá brigar pelo título do certame.

No final, com ou sem o título da F-Renault, a tendência é que De Vries siga o caminho de Hamilton, passando pela ART nos campeonatos menores – GP3 e GP2 – até chegar à F1. O time, assim, se aproveitaria do holandês para resgatar a imagem de vencedora que tinha na época de ahm.. Hamilton!

P.S.: a ART não quer perder tempo na captação de atletas. Para isso, a equipe já anunciou que vai entrar no kartismo a partir dessa temporada. Eles aproveitaram que a FIA abriu homologação em 2011 e propuseram um próprio projeto de chassi para os carrinhos. O objetivo, claro, é revelar novos talentos, para fazerem companhia a De Vries nessa busca de novos títulos para a equipe.

Kart ART Grand Prix
O kart da ART. Até rimou!

2 comentários sobre “O primeiro passo de Nyck de Vries no automobilismo

  1. Acho que substituir o Button é difícil, ele teria que fazer o caminho até a F1 em três anos, o que é muito precipitado até para um piloto da McLaren. Sei o que aconteceu com o Raikkonem, mas acho quase impossível que a equipe faça uma loucura daquelas outra vez. Ele chega em 2017, ou 2016 se fizer apenas um ano de GP2 ou GP3.

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    1. Hamilton disputou entre a F-Renault e a GP2 cinco temporadas nas categorias de base. Se o contrato do Button for de mais quatro anos, não vejo porque a McLaren não possa renovar por mais uma temporada e esperar o De Vries chegar.
      Mas é claro que para isso tanto Button na F1 quanto De Vries nas categorias menores vão precisarar mostrar resultados.

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