O Michael Johnson mais rápido do mundo

Michael Johnson
O mais legal de Michael Johnson é que ele é bom piloto e não precisa de nenhum atenuante para provar do que é capaz

Uma das minhas histórias favoritas no automobilismo recente é a de Michael Johnson. Não falo do campeão olímpico no atletismo, que agora vai treinar a equipe de mecânicos da Williams. É a do homônimo, um garoto de 19 anos, que competiu na Skip Barber, em 2011, e agora deve correr na USF2000.

Michael é um dos 19 pilotos confirmados para correr na USF2000 na próxima temporada. Embora ainda não tenha havido uma anúncio oficial, ele deve correr pela JDC, uma equipe geralmente briga pelos títulos das categorias menores do programa Road to Indy.

Qual a diferença de Michael para os adversários? Nenhuma. Ele é bom piloto, chegou à USF2000 por méritos próprios ao terminar o campeonato da Skip Barber em terceiro – tendo vencido uma corrida em Watkins Glen –, assinou com uma equipe de ponta e, ah, ele compete em um carro adaptado onde o acelerador e o freio são controlados pelas mãos, já que o garoto é paralisado da cintura para baixo.

Em 2005, aos 13 anos de idade, Johnson era considerado um dos garotos mais promissores dos Estados Unidos no motocross. Até então, ele havia conquistado 14 títulos e estava próximo de conquistar o de número 15. Em uma corrida, o piloto sofreu uma queda e foi atropelado pelos concorrentes, quebrando a coluna, as costelas e o lado direita da bacia.

Dois anos depois, Michael voltou a correr, mas nos karts. Como continuou competitivo, a transição para os carros maiores foi natural. Agora o plano do garoto é disputar a USF2000 neste ano, antes de seguir para a Star Mazda na próxima temporada.

O legal dessa história é que a carreira dele não é baseada nas chances que ganha pela deficiência. As equipes nunca o contratam como se estivessem cumprindo uma cota, pelo contrário, os resultados dele na pista até aqui mostram que ele segue carreira pela habilidade como atleta comparado aos demais concorrentes, sem nenhum atenuante.

O mais impressionante de tudo isso é pensar que Michael Johnson resolveu deixar a deficiência para trás e voltar a correr quando tinha entre 13 e 17 anos.

Quando comparado a Alex Zanardi, por exemplo, que também sofreu um gravíssimo acidente, o italiano já era bicampeão da Indy e tinha duas passagens pela F1. Não estou dizendo que o piloto tenha passado por uma situação fácil, mas encarar as consequências de uma batida terrível com a vivência que o ex-piloto da Ganassi tinha deve ser menos complicado que para um adolescente.

Talvez por isso os dois têm objetivos tão diferentes. Após o acidente, Zanardi voltou ao automobilismo, comprovou que podia continuar a vencer corridas e depois passou a dedicar ao para-atletismo. Michael ainda tem muito a conquistar no esporte a motor, por isso ele segue competindo. Enquanto Zanardi tenta garantir vaga na para-Olimpíada de Londres, o sonho de Johnson, obviamente, é vencer a Indy 500.

Um comentário sobre “O Michael Johnson mais rápido do mundo

  1. Boa dica, Felipe! Nestes dias de automobilismo cheio de marketagem e artificialismos pra ter alguma graça, é muito legal tomar conhecimento da carreira e do exemplo de vida desse Michael Johnson. Tomara que o xará do campeão também brilhe no esporte que escolheu.

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