Romain Grosjean: That’s ridiculous

Romain Grosjean
Romain Grosjean, o senhor é ridículo!

Reclamar das pistas de Hermann Tilke chega a ser algo batido. Todo mundo sabe que é muito difícil – para não dizer impossível – ultrapassar por lá. Mas certos traçados europeus não ficam atrás. Barcelona, por exemplo, tem constantemente batido o recorde de corrida mais chata da temporada.

O problema é que se esqueceram de avisar a Romain Grosjean que ele precisava se comportar, pois não há pontos de ultrapassagem na pista catalã. Na etapa da GP2 deste ano, o francês se aproveitou do duelo entre os insossos Max Chilton, Rodolfo González e Johnny Cecotto – pilotos que só o Leandro Bio-sustentável admira – para aprontar uma da suas.

Assim, o vídeo abaixo é interessante por dois motivos. O primeiro é mostrar a disparidade entre o nível dos pilotos da GP2. Fica muito claro que enquanto Grosjean – e muitos outros – tem habilidade para disputar a categoria, outros garotos mal sabem se comportar com um carro emparelhado em uma briga envolvendo mais que dois pilotos. Isso, sem dúvida, é reflexo de um desenvolvimento mal feito na F3 e nas categorias menores, onde o dinheiro e a pressa para chegar à F1 falam mais alto.

O outro ponto é a reação do narrador, que em um determinado momento desiste de descrever o lance. “That’s ridiculous”.

Mesmo com a ultrapassagem, Grosjean não conseguiu pontuar. O piloto terminou a prova na nona colocação após superar os três adversários e por muito pouco não conseguiu se recuperar de forma heróica de uma desclassificação na primeira corrida do final de semana. No fim, González e Chilton também acabariam conseguindo passar por Cecotto, mas nada que mudasse o fraco rendimento ao longo do ano. Quanto ao francês, obviamente ele daria a volta por cima no campeonato e terminaria com a taça, a vaga na F1, o ódio dos brasileiros sennistas e uns posts em alguns blogs por aí.

Um blog dinamarquês de F1 afirmou que essa cena foi uma das que motivou Eric Boullier a contratar o francês para a Renault. Aí já é besteira. Se mal jogador de futebol é contratado com base em DVD, quanto mais esperar que fizessem o mesmo com pilotos de F1.

4 comentários sobre “Romain Grosjean: That’s ridiculous

  1. na boa. eu comentei num post de algum blogueiro vizinho seu que essa coisa de incenssar o grosjeão agora que ele voltou isso sim é ridiculous, a verdade é que o grid da gp2 do ano passado foi ridiculous, parecia um monte de meninos naqueles carrinhos de bate-bate. ele é tão “mais-ou-menos” tanto quanto petrov e bruno. mas agora pra alguns que escrevem ao lado ele é “ótimo”, só pra dar o contra…

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  2. Grosjean mereceu a vaga, era o melhor entre todos os candidatos. Mas Bruno Senna não deixa por isso de ter também um excelente potencial. Uma coisa não impede a outra! Grosjean ganha a Bruno Senna porque este precisava de uma temporada completa para recuperar a consistência que o Grosjean já tem, pois o francês esteve na GP2 este ano e foi campeão por larga margem. O francês é melhor e dá mais garantias.

    Nínguém faz omoletes sem ovos. Não era entrando a meio de uma época, sem testes, que o Bruno iria mostrar uma boa
    consistência, sobretudo depois de dois anos e meio em que não teve possibilidades de evoluír – um ano sem fórmulas, um HRT e mais meio ano parado. Mesmo assim mostrou mais até do que alguns pilotos consagrados que entraram na F1 a meio de uma
    temporada. Bater Alonso na qualificação de Spa com um carro inferior, que mal conhecia, não é para todos. Tal como não é para todos fazer a quarta volta mais rápida em Monza, a 3 décimos de Vettel, logo na segunda corrida com um F1. Pontuou em Monza e teria pontuado na Índia tendo o KERS a funcionar. Em Interlagos chegou a bater Vettel no primeiro parcial do Q2, com um Renault bem inferior ao Red Bull. Bateu um Mercedes e um Force India, carros superiores ao Renault.

    Uma coisa difícil de entender é como há tanta gente que ainda não percebe o porquê de Bruno Senna ter rendido mais nas duas primeiras provas. Não percebem que em Spa e Monza a desvantagem por ter entrado tão tarde estava atenuada pelo fato de conhecer bem essas pistas, onde já tinha andado com carros competitivos na GP2? Claro que na maior parte dos circuitos asiáticos teria sempre mais dificuldades face a pilotos que corriam desde o início do ano. Além disso, em boa parte dos circuitos asiáticos o Renault esteve muito abaixo do que estivera em Spa e Monza, o que tornou tudo ainda mais difícil. Isto já para não falar nos problemas técnicos que prejudicaram as suas últimas três corridas, para além das duas penalizações discutíveis.

    O que Bruno Senna precisa agora é correr uma temporada completa num carro decente, coisa que não tem desde 2008, na GP2. Em condições de igualdade com os outros pilotos – fazendo os testes de pré-época e participando em todas as corridas – terá condições para fazer muito melhor do que fez entrando a meio de uma temporada num ano de KERS, DRS e pneus Pirelli difíceis de entender. Até pilotos consagrados e experientes tiveram problemas em tirar o melhor partido destes pneus, veja-se o caso de Hamilton, Massa e Webber. Agora imagine-se um jovem que entra apenas no 12.º GP do ano, num carro cada vez menos competitivo face aos adversários.

    Agora resta esperar para ver se ele consegue a vaga na Williams, a única que sobra que realmente lhe poderá interessar. Caso não consiga ficar na F1 a melhor alternativa seria a F Indy, onde poderia até lutar por vitórias mais cedo do que em qualquer outra categoria que ele possa escolher. A sua margem de progressão é enorme e tem de ser aproveitada. Seja onde for, na F1 ou na F Indy.

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    1. Concordo com suas palavras, a não ser por achar que Grosjean é mais consistente do que Senna, pois pra mim, o que pesou na escolha foi o mesmo que pesou em 2009. Pra mim essa equipe mudou de donos e de nome, mas tem a mesma mentalidade dos tempos de Briatore (o título na GP2 foi só pretexto e estava combinado há meses, mas só foi anunciada agora a contratação para embromar Senna, Petrov e outros e talvez arrancar mais dinheiro dos patrocinadores franceses). Mas também considero que Senna tem talento e precisa de uma chance de verdade na F1 ou na Indy.

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