Sébastien Ogier
Sébastien Ogier teve direito a alguns testes antes da estreia nos monopostos

Neste domingo, dia 4, Sébastien Ogier conquistou um importante título para a curta carreira. O francês derrotou o veterano Tom Kristensen e levantou a taça da Race of Champions de 2011, ganhando o apelido de ‘campeão dos campeões’.

Não que a taça vá mudar a vida de Ogier, mas é uma ótima maneira de o piloto se apresentar à Volkswagen, afinal ele foi campeão já usando o macacão da montadora germânica para quem vai competir no WRC a partir de 2012.

Durante 2011, Ogier foi o Lewis Hamilton de Sébastien “Alonso” Loeb na Citroën. O francês mais jovem chegou à equipe e desafiou o heptacampeão ao longo de toda a temporada. Com a Citroën ao lado de Loeb, Ogier ainda ficou na briga pelo título até a última etapa, quando, com poucas chances, deu adeus à taça ao abandonar.

Vendo a preferência da montadora pelo companheiro, que acabou renovando contrato por mais duas temporadas, Ogier se mandou da equipe e assinou com a Volkswagen, que entrará no WRC em 2013, onde deve acumular a função de piloto de testes com a participação em tempo integral na competição, a bordo de um Skoda Fabia.

Com a carreira encaminhada, o título da ROC não terá tanto peso na carreira de Ogier, mas, na realidade, essa não foi a primeira excursão do piloto a carros diferentes dos usados no WRC.

Em novembro, tanto Ogier quanto Loeb foram convidados pela entidade francesa que chancela o automobilismo do país a participar das etapas finais dos campeonatos locais. Ambos acertaram para correr de GT, enquanto Loeb foi competir pela Porsche Cup, onde vez ou outra aparece. Ogier, por sua vez, assumiu o comando dos monopostos da F4 Francesa.

Sébastien Ogier
Nas corridas, Sébastien Ogier não fez feio e chegou a brigar por um lugar no pódio

Antes de continuar, um breve parênteses, se o automobilismo francês está em alta novamente, com Romain Grosjean, Charles Pic, Jean-Éric Vergne e Jules Bianchi com chances de chegar à F1, muito é por conta da valorização da F4. JEV, por exemplo, foi o campeão de 2007, enquanto Pic não conquistou o título, mas também foi revelado por lá, em 2006, um ano após o triunfo do também conhecido Jean Karl Vernay.

Atualmente, a categoria anda bastante valorizada, servindo como porta de entrada para a F-Renault europeia. Custando apenas € 50 mil – menos que a F-Futuro – um garoto de 14 anos pode competir em 14 corridas – mais que a F-Futuro – observado por um grupo de técnicos e especialistas que apontam o melhor caminho no desenvolvimento como atleta. Esse ano, o brasileiro Jean Antunes se inscreveu apenas para a primeira etapa e não competiu mais desde então.

Voltando a Ogier, o piloto de rali não fez feio com carros infinitamente mais leves. Ele começou os treinos livres na 11ª colocação, mas obteve a quinta posição no grid de largada. Nas corridas, o piloto largou muito bem, assumindo o terceiro lugar em ambas as provas antes de finalizar em quinto nas duas oportunidades.

Depois das corridas, o francês agradeceu a participação no evento e disse que pretende voltar em 2012 caso seja convidado pela organização da competição. Olha, para alguém que mal havia competido em um monoposto na carreira e tendo brigado de igual para igual com os garotos que querem seguir correndo disso, a gente pode dizer que Ogier leva jeito para coisa. Se Sébastien Loeb não conseguiu chegar à F1, tendo feito apenas alguns poucos testes, quem sabe Ogier não aparece por lá no futuro?