Senhor Macau

Edoardo Mortara
Edoardo Mortara venceu em Macau pelo terceiro ano seguido

Existem pilotos que ficaram conhecidos por serem especialistas em uma determinada pista. Ayrton Senna, por exemplo, conseguia vencer em Mônaco – e em circuitos de rua no geral – mesmo quando não tinha o melhor carro. Kimi Raikkonen, por sua vez, sempre conseguiu grandes resultados em Spa-Francorchamps.

Em Macau não é diferente. Nos últimos dias, falar no Circuito da Guia logo remete a outro nome: Edoardo Mortara.

Em 2009 e 2010 o italiano se tornou o primeiro piloto da história a vencer a tradicional corrida de F3 no antigo enclave português em duas oportunidades. É verdade que Mortara já tinha experiência de um ano de GP2 quando conquistou as vitórias no Circuito da Guia, mas mesmo assim é um resultado expressivo.

Na atual temporada, Mortara trocou a F3 pelo DTM, onde assinou com a Audi. O piloto terminou o ano na nona colocação e conseguiu pódios nas etapas de Brands Hatch e de Oschersleben, além de vencer um dos dias de competição em Munique.

As regras em Macau impedem que um piloto participe da corrida de F3 caso não tenha tomado parte de nenhuma etapa da categoria em algum lugar do mundo. Como o italiano estava se dedicando apenas ao turismo alemão, ele não pôde correr.

Essa determinação, no entanto, não significou que Mortara não pudesse correr em Macau. O piloto foi convidado pela Audi asiática para participar da corrida de GT Cup que acontecesse como uma das preliminares da F3.

Essas provas de GT, aliás, cresceram nos últimos anos. Antes era disputada somente por pilotos de Macau e de Hong Kong, mas nas últimas edições ganharam a presença de gente de toda a Ásia. Em 2011, Mortara foi um dos principais competidores. Além dele, também se inscreveram o japonês Keita Sawa – especialista no Circuito da Guia –, o inglês Danny Watts, em uma McLaren, e o local Rodolfo Ávila, que chegou a fazer uma participação nada especial na Champ Car.

Usando a experiência de quem já venceu duas vezes correndo de F3, Edoardo Mortara conquistou a vitória, sendo cerca de 2s por volta mais rápido que Sawa, o segundo colocado. Ou seja, ninguém teve a menor chance. O desempenho do italiano só não foi melhor porque a corrida terminou com safety-car. Do contrário seria quase que literalmente um passeio.

2 comentários sobre “Senhor Macau

  1. Eu ja acho que a DTM é muito mais pra piloto do que a F1, e o Edo, apesar de ainda ter muito pra rodar, é tão piloto que um monoposto de F1 provavelmente o limitaria. É só ver como foi o ano do Di Resta, que é um piloto extremamente competente e está lá brigando com o carro. E olha que é um carro que, em termos de evolução durante a temporada, é na minha opinião o melhor do pelotão medio-para-trás. Portanto: Edo, fique na DTM que é muito mais braço, mais de macho e mais amor.

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  2. esse cara tá com cara de que pode seguir o exemplo do Di Resta: excelente piloto que contra a vontade teve que ir para o turismo alemão, fez bonito e ganhou uma chance na f1

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