O fim do jejum de vitórias de Sam Hornish Jr

Sam Hornish Jr
Sam Hornish Jr encerrou um jejum de vitórias que já durava desde 2007

No final de 2006, Juan Pablo Montoya iniciou uma invasão de pilotos vindos dos monopostos na Nascar. Depois do colombiano, se juntaram à categoria nomes como Dario Franchitti, Sam Hornish Jr, AJ Allmendinger, Patrick Carpentier, Scott Speed e, mais recentemente, Danica Patrick.

Salvo Franchitti, todos conseguiram alguns bons resultados, mas apenas Montoya e Allmendinger se firmaram no turismo americano. Entre os demais, o escocês voltou à Indy, Carpentier se aposentou, Speed ainda tenta se firmar e Hornish – sem patrocínio – foi rebaixado à Nationwide, onde só tomou parte de 13 corridas em 2011, já contando Homestead-Miami.

Entre eles, vitórias mesmo foram poucas. Hornish e Allmendinger ganharam o Nascar Showdown, que vale duas vagas na All Star Race, enquanto Speed venceu em Dover na Truck Series. Montoya teve mais sucesso, com dois triunfos na Sprint Cup e outro na Nationwide, mas sempre em circuitos mistos.

Neste sábado, dia 12, Hornish fez uma corrida sem erros e conquistou a primeira vitória da carreira após cinco temporadas no turismo americano – a maioria não completa – na etapa de Phoenix da Nationwide. Essa foi a primeira vitória em um oval, numa prova valendo pontos para o campeonato, desses pilotos vindos dos monopostos, desde a conquista de Speed em Dover. A de Hornish, portanto, muito mais importante.

Sam Hornish Jr Indy
Sam Hornish Jr era o piloto a ser vencido na Indy

Também não é nenhuma novidade que o piloto da Penske era o mais indicado para conquistar esse primeiro triunfo histórico em um oval. Na Indy, correndo também pela Panther, Hornish fez história ao vencer 19 vezes – uma em Indianápolis – e conquistando três campeonatos. Pilotando o carro amarelo de número 4, patrocinado pela Pennzoil, o americano era temido em qualquer oval por ser extremamente habilidoso em deixar os adversários para trás usando a linha de fora.

Aliás, falando em carro amarelo, foi uma coincidência muito grande o primeiro triunfo do americano na Nascar ter vindo em um esquema de pintura com essa mesma cor, embora o patrocinador seja diferente.

Voltando ao desempenho do americano, Hornish evoluiu ao longo dos anos na categoria. O piloto jamais conseguiu repetir o desempenho da Indy, mas começou a ter bons resultados pouco antes de ser retirado da Sprint. O americano apanhou bastante nesse período de baixa, mas começou a mostrar que não foi tricampeão por acaso e merece, no mínimo, respeito pelas conquistas que já teve.

Hornish vai disputar a Nationwide de forma integral em 2012, mas mesmo com essa vitória dificilmente seja um dos favoritos ao título. Apesar disso, seria interessante ver o americano voltar a brigar pelas primeiras colocações. Por outro lado, sendo realista, o máximo para ele deverá ser servir como referência para Danica Patrick.

P.S.: Duas corridas da Nationwide sem Kyle Busch e duas vitórias de pilotos da própria categoria. Trevor Bayne ganhou no Texas e Hornish, em Phoenix. Que coisa não? Por isso eu digo, fora Kyle Busch, fora Carl Edwards, fora Brad Keselowski, a Nationwide não precisa de vocês!

7 comentários sobre “O fim do jejum de vitórias de Sam Hornish Jr

  1. 1. Faltaram Villeneuve e Piquet Jr na lista do Monopostos p/ Nascar. sem contar Robby Gordon, C. Fittipaldi…
    2. O patrocionador secundario do carro vencedor de Hornish era novamente a Pennzoil…assim como na Indy.
    3. É fato que pilotos de Monopostos não podem se aventurar na Sprint, sem ter no minimo duas temporadas completas pela Truck e Natiowide Series.
    4. Se o Tony Stewart é um dos maiores pilotos da Nascar (Bi Campeão), então, dá pra acreditar que outros chegarão lá…

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  2. Quer mais uma coincidência além do carro amarelo? A primeira vitória de Hornish na Indy também foi em Phoenix. Estive em Phoenix nesse final de semana, evento espetacular. Totalmente redneck, mas espetacular.

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    1. No primeiro parágrafo está escrito que o assunto do post é a invasão recente iniciada no final de 2006…

      Então, é mais do que óbvio que Tony Stewart não entra nessa. Nem Robby Gordon. Nem Mario Andretti. Nem Christian Fittipaldi…

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