Nascar no Kansas: o velho (e chato) Jimmie Johnson está de volta

Jimmie Johnson
Jimmie Johnson voltou a vencer e pode acabar com a emoção da temporada 2011 da Nascar

Após quatro etapas, o Chase da temporada 2011 da Nascar está ao mesmo tempo emocionante, por ter oito pilotos na briga pelo título e os três primeiros estarem separados por apenas três pontos, e chato, porque é um replay do que aconteceu nos últimos anos com Jimmie Johnson precisando se recuperar após um início fraco e arrancando para conquistar o título.

O campeonato passado deixou a impressão de que a Nascar tinha ficado mais legal, já que Johnson, Denny Hamlin e Kevin Harvick chegaram à etapa final, em Homestead-Miami com chances de conquistar o título. A fase final, aliás, foi marcada por momentos curiosos e decisivos nas quatro etapas finais.

Com Johnson começando mal o Chase de 2011 e tendo vencido apenas uma vez  na temporada regular, parecia que os playoffs da atual temporada seriam tão disputados e emocionantes quanto a anterior, afinal o pentacampeão não estava demonstrando passar pelos seus melhores dias.

Depois de ficar na décima colocação no campeonato, 29 pontos atrás do líder após a corrida em New Hampshire, Johnson dominou as provas de Dover e Kansas, conquistando uma vitória e um segundo lugar. De quebra, agora é o terceiro colocado, com quatro pontos a menos que o ponteiro, Carl Edwards.

Só que o desempenho de Johnson nas duas últimas etapas foi tão superior que já é possível imaginar em uma disparada do carro número 48 rumo ao hexacampeonato. Em Dover, o piloto só não venceu porque errou em uma relargada quando disputava posições com Kurt Busch. Por outro lado, no Kansas, nem mesmo as bandeiras amarelas diminuíram o ritmo do atual campeão. Sem elas, após uma sequência demais de 100 voltas em bandeira verde, o piloto chegou a abrir 10s em relação ao segundo colocado. JJ estava, portanto, imbatível.

O único que chegou a ameaçar o domínio foi Kasey Kahne, que não conseguiu disputar a liderança no Green-White-Checkered, mesmo tendo um carro mais rápido.

Denny Hamlin, Brad Keselowski e Carl Edwards
Carl Edwards e Brad Keselowski conquistaram bons resultados no Kansas, mesmo com o equipamento deixando a desejar

Mas apesar desse domínio de Johnson nas duas últimas etapas, o campeonato ainda não está perdido. É verdade que o piloto da Hendrick é favorito para as etapas de Martinsville e de Phoenix, além de obter excelentes resultados no Texas e em Charlotte, fora os TOP 5 recentes em Homestead-Miami e em Talladega. No entanto, basta que Edwards ou Harvick – o segundo colocado na tabela de pontos – termine todas as corridas na frente de Johnson para evitar o hexacampeonato.

(Ok, eu sei que matematicamente é possível Jimmie Johnson ser campeão mesmo que termine atrás de Edwards em todas as corridas restantes, mas isso é algo tremendamente remoto de acontecer.)

O piloto da Roush-Fenway, por exemplo, tem boas chances de levar a luta do título até Homestead. Além de estar mais experiente que três anos atrás, ele é o único a terminar todas as quatro corridas do Chase entre os dez primeiros. Vale ressaltar, também, que no Kansas o carro do Edwards esteve péssimo até as últimas volta, quando o piloto pulou de 16º para quinto, assumindo a liderança do campeonato.

Em menor escala, Kevin Harvick também conseguiu salvar um bom resultado, embora tenha perdido pontos importantes ao ser ultrapassado por Edwards na última volta. Agora a diferença entre os dois é de apenas um ponto em favor do piloto da Ford, conquistado justamente na manobra citada.

Entre os demais pilotos do Chase, Brad Keselowski vem fazendo uma boa campanha e chega em Charlotte com chances de encostar nos ponteiros. Antes da fase final do campeonato, o piloto da Penske já havia declarado que o oval de Charlotte era onde deveria conseguir o melhor resultado.

Quem também costuma ir bem em Charlotte é Kyle Busch, que já está 20 pontos atrás de Edwards na tabela. Se pensar em números relativos, o piloto da Joe Gibbs já está mais perto de um Game Over no campeonato do que do líder. Ou seja, para evitar ficar a -39 – e eliminado teoricamente – Busch precisa voltar a vencer.

Em Charlotte, os favoritos são os mesmos do Kansas. Praticamente os oito primeiros tem boas chances, embora Harvick já tenha admitido que está é a pista fraca da RCR no Chase. Visto o que aconteceu no Kansas, tudo é possível. Outro que não costuma ir bem é Tony Stewart, que perdeu uma chance de recuperação muito grande na etapa anterior. A vitória deve ficar entre Johnson e Kurt Busch. Assim, o campeonato agradece se o piloto da Penske ganhar.

P.S.: esqueci de acrescentar no texto que sou contra a ideia de “deixaram Johnson chegar, agora aguenta.” Não acho que foi isso o que aconteceu. Harvick e Edwards conseguiram resultados muito bons no Kansas perto do que poderiam ter obtido quando estavam com o equipamento ruim. Parece, que eles estão fazendo o possível para conquistar o título. Portanto, ninguém deixou o 48 chegar. Pelo contrário, JJ tem todos os méritos de ter descontado 25 pontos em duas corridas.

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