Guilherme Silva
Guilherme Silva segue o desenvolvimento na Hitech e estreia na F3 Inglesa em Silverstone

A temporada 2011 da F3 Sudamericana terá uma etapa decisiva neste final de semana, em Silverstone. Não é uma etapa no sentido de carros irem à pista para correr, mas é um momento importante para a categoria.

Em 2011, a F3 daqui da América do Sul sofreu com grids pífios. Por exemplo, na última etapa, na Argentina, apenas sete carros competiram. Ao todo, só três pilotos participaram de todas as etapas e o título foi decidido com muita antecipação em favor de Fabiano Machado e de Bruno Bonifácio.

Apesar desse cenário aterrador, a categoria teve bons nomes em 2011. Bonifácio, por exemplo, é um personagem recorrente aqui do World of Motorsport. Desde que garantiu o título da divisão Light, o piloto se mandou para a Itália onde tem se destacado na F-Abarth. No último final de semana, terminou na sexta colocação a segunda corrida em Mugello, superando o badalado Nick Cassidy, além do compatriota Nicolas Costa.

Depois, foi o décimo colocado no treino coletivo da categoria, nesta quinta-feira, dia 6, em Monza, onde mais de 30 pilotos participaram da atividade. Além de ter sido o melhor entre os novatos – considerando quem estreou na categoria nessas últimas provas de 2011 – o piloto voltou a terminar na frente de Costa.

Bruno Bonifacio
Acho curioso que os novos pilotos pilotos brasileiros, como Bruno Bonifácio, não competem com carros lisos, sem patrocínio

Se Bruno Bonifácio começa a ter um bom desempenho em solo europeu, outro piloto da F3 Sudamericana se prepara para fazer essa transição: Guilherme Silva. Vencedor de cinco etapas em 2011, o mineiro vai competir pela Hitech na rodada de Silverstone da F3 Inglesa, marcada para este final de semana.

Na realidade, não há muitas expectativas em relação ao desempenho de Guilherme. Correndo contra pilotos muito, mas muito mais experientes e em uma pista que nunca pisou antes, não há como cobrar resultado. No entanto, isso não o impede de fazer uma boa apresentação.

Bruno e Guilherme são exemplos de pilotos que optaram por competir na F3 Sudamericana no início de carreira no Brasil. Embora soubessem da fase de declínio do campeonato, resolveram apostar e, a princípio, parece que está dando resultados. Agora, os dois precisam mostrar nas pistas europeias o que aprenderam por aqui.

A F3 daqui da América do Sul, portanto, chega a um curioso momento. Com duas das principais promessas ganhando destaque no continente europeu justamente no ano que o campeonato teve os grid mais curtos, fica a dúvida de que a razão para a falta de pilotos de alto nível revelados nos últimos anos talvez não seja em decorrência do pacote técnico oferecido por aqui. Talvez, a F3 sempre tenha mantido a qualidade do aprendizado e só não tivesse – por infinitos problemas estruturais – captado bons alunos.