O milagre da multiplicação na F-Abarth

F-Abarth
De alguma forma, o grid da F-Abarth aumentou em quase 50% em um teste

Grids cada vez menores não é um privilégio do automobilismo brasileiro. Ainda que aqui a F3 Sudamericana e a F-Futuro sobrevivam com menos de dez pilotos participando das provas, a situação não é muito melhor em mercados mais tradicionais. Na Itália, por exemplo, o ano de 2011 foi marcado por uma recessão no número de competidores das categorias-escola ainda que a presença da Ferrari nesses campeonatos tenha aumentado cada vez mais.

O post de hoje fala da F-Abarth, que chegou a ter cerca de 30 participantes em 2010 – com algumas etapas tendo até mesmo pré-classificação –, mas viu esse número cair para quando muito 18 garotos na atual temporada.

Tudo bem que esse grid ainda é maior que os da F-Futuro e F3 juntos, mas a diminuição foi quase de 50% em relação ao ano anterior. Nem mesmo a vaga na Academia da Ferrari serviu para inflar o número de competidores.

Ainda assim, a categoria conseguiu atrair nomes como Sergey Sirotkin, Gerrard Barrabeig, Michael Heche, Robert Visoiu – todos da mesma geração de kart de Nyck de Vries, Carlos Sainz Jr e Daniil Kyvat –, além dos asiáticos Dustin Sofyan e Yoshitaka Kuroda, fora Nicolas Costa, vencedor da bolsa dada ao campeão da F-Futuro de 2010.

Até aqui, nada anormal para um campeonato antes essencialmente italiano, mas que parece ter resolvido dar um passo maior que a perna ao criar uma versão europeia em 2011. A parte estranha começa agora. Nesta quinta-feira, dia 22, a F-Abarth se reuniu no circuito de Mugello para um dia de treino coletivo visando às três últimas etapas da atual temporada.

Surpreendentemente, o número de participantes saltou dos 18 da temporada regular para 28 (!) relembrando os bons momentos da categoria no ano anterior. Se houver algum segredo para essa multiplicação de pilotos, creio que qualquer campeonato no mundo queria essa solução.

Piada à parte, o motivo para o aumento do grid é óbvio. Muitos pilotos já estão se acertando com as equipes da categoria de olho na temporada de 2012, ou ao menos querem ganhar quilometragem em solo europeu antes de decidir o que fazer no próximo ano.

Além disso, o treino ainda ficou mais cheio devido aos campeonatos de F-Abarth na China e na parte hispânica da América Latina, que tentam se consolidar nas próximas temporadas. Assim, pilotos vindos desses campeonatos tentam se consolidar na Europa, enquanto outros foram para a Itália para se prepararem para esses certames.

Vicky Piria
Eu queria colocar uma foto do Nick Cassidy no carro da Ferrari, mas foi impossível achar. Então achei prudente ilustrar o post com a Vicky Piria, assim por acaso

Entre esses novatos, Bruno Bonifácio, que já havia disputado a última rodada no Red Bull Ring, voltou a aparecer em um carro da Prema. O brasileiro, porém, não foi o único piloto debutante vindo da América do Sul. Ele teve a companhia do uruguaio Santiago Urrutia, da Tomcat, e do argentino Eric Lichtestein, ex-Top Race e que atualmente compete na versão chinesa da F-Abarth.

Na classificação geral, experientes e novatos ficaram bem destacados na tabela. Os 13 primeiros foram justamente aqueles que competem na categoria de forma regular, enquanto os dez novos nomes apareceram a partir daí em um bloco quase seguido. No final, o suíço Patric Niederhauser foi o mais rápido ao superar Sergey Sirotkin em 0s2.

Os brasileiros não foram bem. Nicolas Costa  terminou somente na 13ª colocação (+1s5 atrás do líder), tomando tempo de pilotos os quais está acostumado andar na frente, como Vicky Piria, Mario Marasca,  Lorenzo Camplese e Riccardo Agostini.

Bruno Bonifácio, por sua vez, embora tenha sido o terceiro melhor entre os novatos, perdendo apenas para o italiano Raffaele Gianmaria e para Santiago Urrutia, terminou atrás de Piria, também da Prema, de quem andara na frente durante a etapa austríaca.

Ainda assim, o resultado do garoto de 16 anos não é de todo ruim. Com a experiência de quem tinha apenas competindo na Áustria, Bruno terminou na frente do neozelandês Nick Cassidy que alinhou em um carro inscrito pela, pasme, Ferrari. (Sim! A própria!). Nick é contemporâneo de Mitch Evans, um dos destaques da GP3 nesta temporada, e de Richie Stanaway, campeão da F3 Alemã. O piloto, declaradamente fã de Scott Dixon, é o próximo nome kiwi a chegar na Europa.

A categoria volta a Mugello no dia 2 de outubro para a oitava etapa da temporada 2011. Clicando aqui, você pode ver o resultado completo deste dia de treinos coletivos.

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