A última etapa de Pietro Fittipaldi

Pietro Fittipaldi
Pietro Fittipaldi venceu pela quarta vez na temporada em Hickory. E foi beber Pepsi ao invés de champagne pela vitória

Pietro Fittipaldi está muito perto de conquistar o título da temporada 2011 da categoria em que compete em Hickory – que você pode clicar aqui e ver um post onde eu explico onde ele corre.

O brasileiro venceu a penúltima corrida da temporada (o quarto triunfo no ano), realizada neste sábado, dia 17, depois de largar da quinta colocação, mas viu o rival Tyler Church terminar em segundo, fazendo com que a diferença entre ambos chegasse aos 24 pontos na tabela de classificação. O legal dessa vitória, aliás, é que o grid da categoria em que o neto de Emerson corre foi o maior de toda a noite em Hickory, com 15 carros.

Como cada posição na pista equivale a duas colocações e o máximo que um piloto pode somar em uma corrida são 50 pontos, Pietro pode ser campeão desde que termine a corrida em 12º.

O curioso dessa história é que o brasileiro já poderia ter conquistado o título anteriormente, mas por conta da chuva em uma das etapas foi adiada e será realizada neste sábado. Depois dessa prova, ainda haverá mais uma rodada, mas apenas para exibição, sem valer pontos no campeonato.

No caso de Pietro conquistar o título, será, obviamente, o primeiro título do Brasil na Nascar, ainda que em uma categoria inferior.

É curioso como certas coisas se repetem. Emerson foi o primeiro brasileiro a vencer os títulos da F3 Inglesa, da F1, da Indy e das 500 Milhas de Indianápolis. Por conta disso, é considerado quem abriu as portas do automobilismo para os atletas do país nesses certames. Será que em uns 40 anos, eu vou postar aqui no blog  alguém vai olhar para trás e ver essa conquista de Pietro como a abertura de portas para o Brasil na Nascar? Eu acho muito difícil, mas é possível.

8 comentários sobre “A última etapa de Pietro Fittipaldi

  1. É impressionante o bairrismo asqueroso que domina esse país.
    No posto logo abaixo desse, falando acerca de um jovem e promissor talento dos monopostos, nenhum comentário. Nesse aqui, falando de um guri que corre numa categoria ínfima e que é apoiado por diversos patrocinadores apenas pelos contatos da família Fittipaldi, aparece a corja pra se pronunciar. Ridículo.
    Daqui a pouco começam a dizer que têm “orgulho” do moleque, e todo aquele blábláblá. Isso é de uma medíocridade ímpar. A Nascar, ótima categoria que era detestada por muita gente nesse país, passou a ser adorada. Afinal, brasileiro corre lá. Mesma coisa aconteceu com o tênis, basquete, vôlei e etc. Quando começam a perder, os “fãs” que exaltavam seu orgulho patriótico desaparecem. O que mais explica a falta de interesse na F1, por exemplo? Isso sem contar os ignorantes país afora, que continuam torcendo para pilotos medíocres e vendidos como Massa e Barrichello, devido à intensa lavagem cerebral celebrada a cada domingo por Galvão Bueno e sua trupe de patetas.
    Me dá asco ver esse tipo de coisa. Repugnante.

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  2. Fittipaldis=true racers. É coisa de família e taí a prova.
    Por mais que o Emerson, Wilsinho, Cristian, qualquer um fale à ele, nenhum deles tem a manha dessas banheironas. O muleque tá tendo que aprender sozinho. E aprendeu.
    Agora, será que a mídia vai dar atenção à Nascar? Os ótimos resultados do Nelsinho e do Paludo na Truck Series estão sendo solenemente ignorados.
    Já o Pietro, além de estar trilhando esse novo caminho, virará as lentes da mídia brasileira pros EUA. Garanto que em pouco tempo aparecerão discípulos.

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    1. Você está enganado. De acordo com o Ministério das Relações exteriores:

      Em decorrência dos termos da Emenda Constitucional nº 54, de 20/9/2007, publicada no DOU de 21/09/2007, que deu nova redação ao Artigo 12, inciso I, alínea “c” da Constituição Federal de 1988 são brasileiros natos:
      – os nascidos no exterior, filhos de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que tenham sido registrados em Consulado ou Embaixada brasileira;

      Ainda de acordo com o Itamaraty, mas agora segundo o Consulado-Geral do Brasil em Atlanta:

      Os filhos de brasileiro(s) nascidos no exterior são considerados automaticamente brasileiros segundo a Constituição brasileira. A fim de conservar ou ter reconhecida a nacionalidade brasileira, deverão requerer ao Juiz do Registro Civil de seu domicílio, caso não tenham sido registrados em Repartição Consular brasileira no exterior até os 12 anos, o seu registro de nascimento, com base na certidão de nascimento estrangeira, autenticada pelo Consulado brasileiro e traduzida no Brasil por tradutor público juramentado.

      Por fim, em termos automobilísticos, muitas vezes a nacionalidade que conta é a do país que expediu a licença de um piloto. Portanto, esta levada em conta por este blog. Sua afirmação equivocada coloca que Nelsinho Piquet é alemão e Gil de Ferran, francês, por exemplo.

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  3. Emerson foi o ÚNICO piloto que fez A HISTÓRIA pelo Brasil no automobilismo mundial, o resto…Piquet, Senna e Cia, já pegaram a “porta” aberta. Piquet mesmo afirmou, depois de Emerson o resto é resto, apenas “números”…

    Fittipaldi foi campeão na F3 Inglesa, da F1, da Indy e das 500 Milhas de Indianápolis….barbaridade, nenhum outro brasileiro vai fazer coisa igual.

    Se na F3 e F1 Emerson “assombrou”, na Formula CART nos anos 80 não foi diferente, na época F.Indy para os brasileiros era coisa surreal(como F1 nos anos 70), lembro como se fosse ontem, quando Emerson entrou na CART era como entrar terreno “minado”, no geral só piloto americano dominava a categoria, todos já consagrados.

    Na época pensei: “Como é que vamos bater esses caras no oval?”

    Antes de Emerson ser campeão em 1989, só americano dominavam:

    1989 – Emerson Fittipaldi (Brasil)

    1988 – Danny Sullivan (Estados Unidos)
    1987 – Bobby Rahal (Estados Unidos)
    1986 – Bobby Rahal (Estados Unidos)
    1985 – Al Unser (Estados Unidos)
    1984 – Mário Andretti (Estados Unidos)
    1983 – Al Unser (Estados Unidos)
    1982 – Rick Mears (Estados Unidos)
    1981 – Rick Mears (Estados Unidos)
    1980 – Johnny Rutherford (Estados Unidos)
    1979 – Rick Mears (Estados Unidos)
    1978 – Tom Sneva (Estados Unidos)
    1977 – Tom Sneva (Estados Unidos)
    1976 – Gordon Johncock (Estados Unidos)
    1975 – A. J. Foyt (Estados Unidos)
    1974 – Bobby Unser (Estados Unidos)
    1973 – Robin McCluskey (Estados Unidos)
    1972 – Joe Leonard (Estados Unidos)
    1971 – Joe Leonard (Estados Unidos)
    1970 – Al Unser (Estados Unidos)

    E vai assim até 1909:
    1909 – G. Robertson (Estados Unidos)

    O que Emerson fez na F1 e Cart, supera LONGE as conquistas de Piquet e Senna, mas sabe como é, aqui no Brasil os VERDADEIROS HERÓIS nunca são reconhecidos, entram outros no lugar “forjados” pela mídia, que aliás, é capacha da R.Globo.

    Quanto ao Pietro, ele esta sendo “protegido” pelo pai indo correr no USA, e faz muito bem, a pressão é menor que na F1, quem sabe um dia Pietro possa ser campeão na NASCAR! Imagina um brasileiro fazendo sucesso nessa categoria, seria um feito inédito. Atualmente a F.Indy não tem o mesmo status dos anos 80, até ganhar a 500 milhas não tem mais o mesmo impacto, depois que dividiram a categoria muita coisa se perdeu. Pietro esta sendo preparado para fazer sucesso, Emerson é respeitado no USA, patrocinador nunca vai faltar, nem aqui no Brasil, muito menos no USA. Pietro bem orientado pode chegar longe, se esta se dando bem nas categorias “mirins”, já é um ótimo começo. Boa sorte a família Fittipaldi, o que eles fizeram(não esquecendo o Wilsinho), ninguém jamais vai chegar perto, muito menos superar!

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  4. Interessante na carreira dos Fittipaldi é discrição na mídia. Eles raramente aparecem em entrevistas ou reportagens, mas trabalham forte na parte de corridas.

    Parabéns ao Pietro e que mantenha sua carreira sempre em ascenção!

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