Temporadas para sempre: F-BMW Europe 2009

Felipe Nasr e Daniel Juncadella
Felipe Nasr foi campeão da F-BMW Europeia de 2009 e a equipe Eurointernational, que jamais havia vencido em terras europeias fez a dobradinha

O último post do especial sobre o título obtido por Felipe Nasr na F3 Inglesa fala justamente da conquista que o projetou no cenário internacional: a vitória na F-BMW europeia de 2009. Nesse novo capítulo da série ‘Temporadas para sempre’, conto como foi o primeiro triunfo da carreira do brasileiro no ano em que estreou nos monopostos.

Antes de começar, caso você não saiba como Nasr chegou ao título inglês em Rockingham, basta clicar aqui para ler o texto da primeira corrida do final de semana (vencida por Pietro Fantin), aqui para saber como foi a segunda e, por último, aqui para se inteirar sobre a prova decisiva realizada na tarde deste domingo.

Além disso, você também pode clicar aqui e ver o histórico de posts do World of Motorsport que fala sobre o brasileiro e, portanto, ver como foi o ano de 2011 dele.

A F-BMW europeia foi criada em 2008 após a fusão entre os campeonatos inglês e alemão. Assim, o certame reuniu gente vinda dos antecessores, além de alguns novatos. O título ficou com o mexicano Esteban Gutierrez, da Josef Kauffmann. Marco Wittmann foi o vice, com Adrien Tambay, Daniel Juncadella e Tiago Geronimi aparecendo na sequência.

Como nenhum deles era novato, mesmo sendo grandes pilotos, a primeira temporada que contou com um elenco real formado nas próprias canteiras europeias da F-BMW foi a de 2009. Como visto, antes disso ainda estava muito marcado quem veio da Inglaterra e, principalmente, da Alemanha.

A chegada de Felipe Nasr à F-BMW aconteceu de certa forma por acaso. O garoto passou o ano de 2008 treinando no autódromo de Brasília, sede da equipe Amir Nasr, e tinha como objetivo disputar a F3 Sudamericana pela equipe do tio na temporada seguinte. Enquanto isso, ainda em 2008, a BMW tinha planos ambiciosos de expandir a categoria de acesso para o mundo todo, subdividindo-a em Americas, Europeia e Pacífico.

A exemplo do campeonato europeu, a versão Americas surgiu a partir de um certame já existente: o norte-americano. Só que ao invés de se fundir com outro, ele passou a correr em pistas como Montreal e Interlagos, como preliminar da F1. Apesar disso, o grid nunca foi muito próspero, mas conseguia revelar bons pilotos. Para tentar mudar essa realidade, a BMW elegeu Augusto Farfus como uma espécie de embaixador para tentar expandir a categoria no Brasil.

Farfus, então, entrou em contato com equipes em potencial e uma delas foi a de Amir Nasr. Possivelmente o piloto paranaense sabia que Felipe estava a caminho de estrear no automobilismo por isso a escolha. Nasr continuou os treinos na pista de Brasília, mas o novo objetivo seria competir em Interlagos, no final de 2008.

Para a última etapa da F-BMW Americas daquele ano, Amir inscreveu dois carros: um para o sobrinho, Felipe, e o segundo para mais um piloto brasiliense que também estava em início de carreira, Lucas Foresti. Nas corridas, o já campeão Alexander Rossi dominou ao marcar a pole-position, a melhor volta e vencer de ponta a ponta em ambas. Daniel Juncadella, também da Eurointernational, terminou em segundo nas duas vezes. O pódio teve Mikael Grenier na primeira, enquanto Nasr foi o terceiro na segunda, impressionando a todos.

O bom desempenho chamou a atenção da própria Eurointernational, que o convidou para testar no circuito Hermanos Rodriguez, onde a F-BMW realizaria a final mundial da temporada. No torneio, Rossi superou Gutierrez e levantou a taça, cravando o recorde da pista na categoria. Nasr ficou de fora do torneio, mas voltou ao circuito no dia seguinte para uma sessão de treinos. O brasileiro foi tão bem que quebrou a marca obtida por Rossi no dia anterior.

Felipe Nasr Eurointernational
Felipe Nasr fechou contrato com a Eurointernational, que já tinha outros 926 pilotos em diversas categorias

A partir daí, a negociação com a Eurointernational avançou de forma natural. A equipe sabia que tinha um grande talento nas mãos, enquanto o piloto encontrou uma maneira melhor de começar a carreira do que ficar na cada vez mais esvaziada F3 Sudamericana.

A temporada de 2009 começou com Felipe Nasr inscrito com o carro número 12 da equipe americana, que era a grande favorita. Não pelo brasileiro, claro, mas por contar com Daniel Juncadella, que já estava no segundo ano e fazia parte do programa de jovens pilotos da Red Bull. O outro piloto era o francês Olivier Lombard.

Se Juncadella quisesse ser campeão, precisaria superar a equipe de Josef Kaufmann. Os alemães perderam Gutierrez e Wittmann após o título da temporada anterior, mas reagiram ao arrancar o hispano-argentino Facu Regalia da Eurointernational. Kazeem Manzur foi confirmado na segunda vaga, enquanto o jovem Robin Frijns foi a aposta para o terceiro posto.

Outra equipe de destaque, a também germânica Eifelland perdeu Adrien Tambay, Tiago Geronimi e Henrique Martins, mas acertou com o malaio Jazeman Jaafar, além do grego Giorgios Katsinis. David Mengesdorf ficou no último post. A Fortec manteve William Buller e trouxe Jack Harvey, enquanto a Mücke pegou Michael Christensen, que estava na Double R, e o colocou ao lado do novato Timmy Hansen. A DAMS teria Jim Pla, Javier Tarancon e Côme Ledogar, enquanto a Double R apostaria em Rupert Svendsen-Cook.

A pré-temporada começou com todos esses nomes – e muitos outros – indo à pista em cinco sessões diferentes: Barcelona, Monza, Silverstone, Nürburgring e Spa-Francorchamps. Na primeira, Michael Christensen foi o mais rápido, enquanto Ollie Millroy, da Double R, liderou na Itália. Os primeiros testes foram muito difíceis para Felipe Nasr, que não contava com a confiança completa da equipe. Muitas vezes o brasileiro era obrigado a usar o acerto de Juncadella – o experiente garoto da Red Bull – ao invés de tentar soluções novas.

A situação começou a mudar em Nürburgring, quando os engenheiros deram uma maior liberdade a Nasr. O brasileiro acertou o carro de forma que se sentia mais confortável e foi o mais rápido na sessão germânica, superando Robin Frijns.

F-BMW Barcelona
Felipe Nasr (azul) largou mal na primeira corrida e perdeu a ponta para Michael Christensen (branco)

Com o equilíbrio de os ponteiros praticamente não terem se repetido de uma sessão para a outra, a temporada 2009 da F-BMW começou no dia 9 de maio, em Barcelona, como preliminar da F1. A categoria acompanharia o campeonato principal ao longo de toda a fase europeia. Não haveria corridas em Mônaco nem na Turquia, mas, para compensar, uma rodada extra seria disputada em Zandvoort.

No primeiro treino classificatório, Nasr mostrou que o bom desempenho da pré-temporada não foi por acaso e – para o sorriso orgulhoso do tio Amir – garantiu as duas pole-position para e etapa espanhola. Michael Christensen largaria em segundo, enquanto Javier Tarancon, piloto da casa, em terceiro.

No dia 10 de maio, os paddocks da F1 e da GP2 pararam para ver o início da temporada 2009 da F-BMW europeia. Com as luzes verdes, Nasr largou mal e foi ultrapassado por Christensen antes mesmo da primeira curva. O brasileiro não deixou o rival escapar, mas mesmo com a ajuda do safety-car não conseguiu recuperar a posição. O dinamarquês subiu ao pódio, seguido por Felipe e por Jazeman Jaafar, dono de uma corrida consistente ao ultrapassar Javier Tarancon e Robin Frijns, que havia se destacado ao andar em terceiro e ser o dono da melhor volta da corrida antes de ter a marca superada por Nasr.

Na segunda corrida, o brasiliense largou na pole-position e dessa vez conseguiu manter a primeira colocação. Christensen permaneceu em segundo, enquanto Robin Frijns novamente pulou para terceiro. Assim como ocorrera na disputa anterior, o holandês mais uma vez perdeu o pódio no final ao não segurar Daniel Juncadella. Sem maiores mudanças, os três primeiros foram esses até o final.

Felipe Nasr Zandvoort
Felipe Nasr quase venceu as duas corridas em Zandvoort

A segunda etapa da F-BMW foi realizada em Zandvoort, um mês depois, na mesma semana do Masters de F3. Para delírio da torcida holandesa, Frijns marcou a pole-position para a primeira corrida, enquanto Jack Harvey surpreendeu ao garantir a posição de honra para a segunda. Nasr largaria em terceiro e quarto, respectivamente. Na primeira prova, Nasr passou Harvey logo na largada e se aproveitou de um erro de Robin Frijns nos ‘esses’ para assumir a liderança. O holandês colou no brasileiro, mas, mais preocupado em defender o segundo posto de Daniel Juncadella, não conseguiu desferir um ataque.

Na segunda corrida, foi a vez de Juncadella assumir a ponta logo no começo, enquanto Nasr superou Frijns, subindo para terceiro. Após uma intervenção do safety-car, o brasileiro ganhou a segunda posição de Harvey e foi para cima do companheiro de equipe, tomando a liderança na penúltima volta. Daniel tentou dar o troco e tentou emparelhar na reta dos boxes na última volta. O espanhol, no entanto, não contava com a presença de Jack Harvey, que surgiu do nada e passou os dois rivais de uma vez só para, metros depois, cruzar a linha de chegada na frente. Felipe foi o segundo e Juncadella, o terceiro.

A F-BMW chegou a Silverstone na semana seguinte para a terceira etapa. No Reino Unido, o brasileiro conquistou a pole-position para as duas corridas, mas foi desclassificado horas mais tarde porque o carro não engatava a ré. Os comissários decidiram abrir o câmbio para ver se a Eurointernational estava burlando o regulamento, mas verificaram que não houve benefícios ao piloto. Ainda assim, mantiveram a punição e Nasr foi obrigado a largar em último.

A primeira corrida na Inglaterra começou com William Buller perdendo a liderança logo na largada para Kareem Manzur. O inglês era seguido de perto por Frijns, Christensen e Svendsen-Cook, que estavam em um duelo cheio de ultrapassagens. No final, o holandês se livrou dos adversários e superou Manzur para vencer pela primeira vez na categoria. Sven foi o terceiro. Nasr, por sua vez, terminou em oitavo após sair em 23º e ainda conseguiu a volta mais rápida da prova. Na segunda corrida, Christensen venceu de ponta a ponta, com Manzur e Svendsen-Cook completando o pódio. Nasr novamente saiu de 23º para chegar em oitavo.

Felipe Nasr Red Bull
A partir de Nurburgring, Felipe Nasr passou a competir com as cores da Red Bull

A quarta etapa foi disputada em Nürburgring, onde Felipe Nasr já havia sido o mais rápido nos treinos da pré-temporada. O brasileiro, aliás, teve uma novidade na etapa germânica: o patrocínio da Red Bull. Talvez não muito contentes com o fraco resultado de Juncadella e de olho em mais uma futura estrela do automobilismo, os taurinos assinaram com Felipe para o restante de 2009 com a possibilidade de estender a relação. Esse acordo marcou o retorno da Red Bull à família Nasr depois que o empresa arrendou a equipe de Amir na Stock Car durante dois anos, antes de se mudar para a Mattheis.

Na pista, as cores da Red Bull deram sorte a Felipe, que conquistou as duas pole-positions. Na corrida, porém, a história foi diferente. O brasileiro não largou tão bem, mas conseguiu se defender de William Buller, que passou a ser atacado por Christensen. O dinamarquês rapidamente se livrou do rival e começou a colar em Nasr. Na sexta volta, não teve jeito e o piloto da Mücke assumiu a ponta, que manteve até o final. O carro rubro-taurino foi o segundo e Frijns terminou em terceiro depois de superar Buller e Javier Tarancon. Com a vitória, Christensen assumiu a liderança do campeonato.

Antes da segunda corrida, a equipe Eurointernational decidiu passar a noite na pista de Nürburgring e trocar os motores dos pilotos devido a problemas enfrentados na primeira prova. Debaixo de muita chuva, a largada foi dada nas primeiras horas da manhã, e o trabalho da equipe americana foi recompensado com Nasr vencendo de ponta a ponta. Christensen ultrapassou Buller e terminou em segundo, seguido pelo britânico. A vitória devolveu a ponta da tabela ao brasileiro, que somava 186 pontos contra 183 do dinamarquês. Frijns aparecia em terceiro, com 151.

A segunda metade da temporada 2008 da F-BMW foi iniciada em Hungaroring com muito, mas muito drama. Tudo começou com Michael Christensen conquistando com facilidade a pole-position para as duas corridas. Nasr, por sua vez, lamentou bastante não ter sido páreo para o rival. O domínio do dinamarquês continuou na corrida, quando venceu de ponta a ponta. Tentando melhorar o desempenho, a Eurointernational mudou o amortecedor de Felipe, mas o brasileiro não conseguiu evitar o êxito do rival e finalizou em segundo, com Jim Pla completando o pódio.

A segunda corrida começou da mesma forma que a primeira, com Christensen na liderança. Dessa vez, Timmy Hansen, também da Mücke pulou para segundo com Nasr em terceiro. O brasileiro conseguiu ultrapassar o sueco, mas não conseguiu se aproximar do rival, que ganhou fácil. Hansen conquistou o primeiro pódio da carreira. Horas mais tarde, a direção da F-BMW cancelou o resultado da corrida e levou alguns componentes dos carros da Mücke para uma maior investigação, sem dar grandes informações.

A partir daí a situação piorou. A organização da F-BMW verificou que a Mücke tinha burlado o regulamento e adulterado a potência dos motores. Assim, Christensen e Hansen foram desclassificados da corrida húngara e Nasr herdou a vitória, seguido por Jim Pla e Daniel Juncadella. Além da desclassificação, o time alemão tomou um gancho, sendo banida das próximas quatro corridas (em Valência e em Spa).

A Mücke protestou da decisão, mas não houve tempo para que o apelo fosse julgado. Assim, os carros da equipe alemã puderam alinhar tanto na Espanha quanto na Bélgica, mas teriam sensores dentro do motor e os respectivos resultados não valeriam pontos para o campeonato, enquanto o mérito não fosse julgado.

Michael Christensen
Michael Christensen correu, mas não correu em Valência e em Spa. Pode isso?

A categoria chegou à Valência para a sexta etapa com todo mundo olhando feio para a Mücke, que corria enquanto esperava o resultado da apelação que fizera após a decisão húngara. Na pista, Michael Christensen cravou a pole-position, com Jim Pla largando em segundo e Nasr, em terceiro.  A ordem não mudou na corrida, o dinamarquês chegou na frente, mas por ainda esperar o resultado do recurso não teve a permissão para subir ao pódio. Enquanto a decisão judicial não saísse, a vitória era de Pla, com Frijns em terceiro.

Na segunda corrida, o líder foi o safety-car devido a acidentes seqüenciais durante toda a disputa. No fim, Christensen venceu, mas Pla ficou com o triunfo. Nasr terminou 0s3 atrás do francês depois de ter ultrapassado Daniel Juncadella nas voltas finais. A terceira colocação, porém, foi de Jazeman Jaafar.

A penúltima etapa da temporada 2009 da F-BMW foi disputada em Spa-Francorchamps, ainda com a dúvida envolvendo os resultados da Mücke. No treino, Nasr conquistou as duas pole-position, o dinamarquês ficou com o segundo posto e Jim Pla, com o terceiro. A vantagem obtida, porém, não valeu muito na largada da primeira corrida, quando Felipe tracionou mal e foi ultrapassado pelos dois adversários, que passaram a duelar entre eles. Na quarta volta, Pla e Christensen entraram lado a lado na Eau Rouge, com o nórdico freando para evitar a batida. Nasr aproveitou o vacilo do rival e tomou a segunda colocação, dando a ordem final da corrida.

O brasiliense voltou a largar mal na segunda disputa, sendo mais uma vez superado por Christensen. No giro seguinte, Felipe retomou a liderança, enquanto o rival caiu para o quarto posto. Na sequência, Pla superou o brasileiro ao passo que o piloto da Mücke passou para o terceiro lugar. Por conta da apelação, quem subiu ao pódio foi Daniel Juncadella, o quarto.

A última etapa do campeonato foi realizada entre os dias 11 e 13 de setembro, em Monza. O grid ganhou sete novas caras com a chegada de gente como Fahmi Ilyas, Steel Giuliana, Rio Haryanto, Kevin Friesacher e Christof Von Grunigen, além do retorno oficial da Mücke. No treino classificatório, Jack Harvey conquistou a pole-position mais uma vez para a primeira corrida, enquanto Jim Pla foi o mais rápido para a segunda prova. Nasr, que marcou o segundo melhor tempo para a disputa inicial, foi obrigado a largar em sétimo por conta de uma punição. Christensen foi apenas o décimo.

A corrida foi disputada no sábado, com a pista muito molhada em Monza. Timmy Hansen largou bem e assumiu a liderança na largada, seguido de perto por Nasr, que ganhou cinco posições em uma curva. Daniel Juncadella era o terceiro. A partir daí a disputa de posição se tornou intensa, e o trio – ao lado de Rupert Svendsen Cook e Jim Pla – passou a se alternar na frente volta após volta. No final, o espanhol cruzou a linha de chegada na frente, apenas 0s4 de vantagem para o brasileiro. Frijns terminou em terceiro após uma boa corrida de recuperação, enquanto Christensen abandonou, o que deixaria Nasr com uma mão na taça independente do resultado da apelação da Mücke.

A decisão da F-BMW teve Pla largando na pole-position, sendo seguido de perto por Juncadella e Nasr. O francês liderou até o final da primeira volta, quando foi superado pelos dois carros da Eurointernational. Na sequência, Javier Tarancon assumiu a quarta colocação e, na ânsia de pular para terceiro, acertou a traseira de Pla e ambos foram obrigados deixar a corrida. Detalhe: os dois eram companheiros na DAMS! Sem pressão, Nasr e Juncadella passaram a duelar na frente, com o espanhol aproveitando um erro do brasileiro para assumir a ponta. Felipe respondeu e conseguiu a ultrapassagem, se mantendo na frente até a bandeira quadriculada.

Felipe Nasr
Felipe Nasr foi campeão da F-BMW ao vencer em Monza

Nasr levou a vitória por 0s2, seguido por Juncadella e Doru Sechelariu. O brasileiro, de quebra, se tornou o campeão da F-BMW europeia independente do que acontecesse com Michael Christensen. O segundo posto garantiu a mesma posição na tabela para o espanhol, enquanto Robin Frijns terminou o ano em terceiro.

A última corrida do campeonato foi disputada na Itália, no dia 13 de setembro, mas a decisão final aconteceu quase dois meses depois, nos tribunais. A FIA manteve a punição aplicada à Mücke, que foi desclassificada da segunda prova na Hungria e tomou um gancho nas quatro corridas seguidas. Caso a memória não falhe, essa foi a maior punição dos últimos 10 ou 15 anos nas categorias de base da F1.

Nasr ainda disputou as etapas de Cingapura e Macau da F-BMW do Pacífico. Em Marina Bay, conquistou a pole-position e venceu ambas as corridas, enquanto bateu e foi desclassificado da etapa na antiga colônia portuguesa ao se envolver em um toque com William Buller e Jim Pla.

Ao final da temporada 2009, Nasr foi sondado pelas principais equipes e grupos econômicos que administram a carreira de jovens pilotos, fechando contrato com Steve Robertson, manager de Kimi Raikkonen. O brasileiro mudou-se para o Reino Unido, onde disputou a F3 Inglesa nos dois anos seguintes, sendo campeão ao final de 2011.

Michael Christensen correu de MW Arden e Mücke na GP3 e conseguiu apenas resultados ocasionais sem muito destaque. Robin Frijns ficou na F-BMW onde foi campeão no ano seguinte em cima de Jack Harvey. O holandês disputa a F-Renault neste ano (ao lado de Javier Tarancon e Timmy Hansen), enquanto o britânico é companheiro de Nasr na Carlin. Jazeman Jaafar e Rupert Svendsen-Cook também chegaram ao time de Trevor Carlin, onde estão desde 2010. William Buller também foi para o campeonato inglês.

Daniel Juncadella foi dispensado pela Red Bull, mas com o patrocínio do Casaquistão – the greatest country in the world – seguiu para a F3 Euro Series, onde assinou com a Prema e deve ser vice-campeão em 2011. Jim Pla foi para a mesma categoria, acertou com a ART, em 2010, decepcionou e mesmo com o apoio da Gravity sumiu.

Para ver os outros capítulos da série ‘Temporadas para sempre’, basta clicar aqui para lembrar como foi a derrota de Sebastian Vettel para Paul Di Resta na F3 Euro Series de 2006, ou aqui para ver o desempenho de Fernando Alonso na F3000 de 1999.

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