O reconhecimento de Esteban Guerrieri

Esteban Guerrieri
Ao lado de Marco Werner, Esteban Guerrieri venceu os 200 km de Buenos Aires

Mesmo aos 26 anos e ainda disputando a Indy Lights, Esteban Guerrieri é um piloto que está em alta no automobilismo. O argentino, que conquistou a F-Renault Eurocup em 2003 – aos 18 anos –, chegou em 2011 após ter conquistado o terceiro lugar na World Series by Renault, onde foi a sensação do último campeonato.

Na Indy Lights, ocupa a vice-liderança com 381 pontos, mas 68 distantes do ponteiro Josef Newgarden, mas faltando apenas três etapas para o fim.

Apesar do bom resultado em solo americano, Guerrieri desceu o continente americano para participar dos 200 km de Buenos Aires, realizados neste final de semana, dia 21. A corrida válida pela temporada da TC 2000 é similar à Gold Coast 600, da V8 Supercars, onde os pilotos correm em duplas, com as equipes precisando convidar um integrante para formar parcerias.

Ao contrário do que acontece na Austrália, onde só são aceitos pilotos com experiência internacional, a TC 2000 fica limitada ao mercado sul-americano. O que não quer dizer, porém, que bons nomes não possam participar da prova. Além de Guerrieri, este ano teve a participação de Alain Menu e Robert Huff (pilotos oficiais da Chevrolet no WTCC), Nicolas Minassian (da Peugeot em Le Mans) e dos brasileiros Marcos Gomes, Juliano Moro, Ricardo Maurício, Cacá Bueno e Hoover Orsi.

Na corrida, correndo ao lado do atual terceiro colocado no campeonato – Mariano Werner – em um Toyota da equipe oficial, Esteban Guerrieri venceu de forma dominante ao abrir cerca de 7s em relação ao duo formado por Jose Maria Lopes e Diego Aventín. A dupla terceira colocada chegou quase 50s depois.

Os brasileiros foram relativamente bem. Cacá Bueno (em dupla com Emiliano Spataro/da Fiat) foi o sétimo, Marco Gomes (Norberto Fontana/Ford) terminou em décimo, Juliano Moro (Mariano Altuna/Honda) concluiu em  13º, seguido por Ricardo Maurício (Bernardo Llaver/Toyota). Hoover Orsi (Martín Serrano/Renault) não largou. Nicolas Minassian foi o 12º, enquanto Huff e Menu abandonaram.

Voltando a Guerrieri, o argentino parece estar deixando os altos e baixos da carreira para trás, embora continue a cometer erros. Depois do título na F-Renault, o piloto tentou o pulo para a F3000, mas acabou voltando à F3, onde conquistou certo destaque. Depois margeou a World Series by Renault, quando foi o terceiro colocado na terceira temporada por lá. Agora, na Indy Lights, são seis pole-position, mas apenas duas convertidas em vitórias. Guerrieri tem errado demais quando está na liderança ou na briga pela primeira colocação. É por causa disso que o piloto está tão distante na tabela de pontos.

A inconstância do argentino ao longo da carreira é causada, entre outros motivos, pela falta de dinheiro que aflige também aos pilotos brasileiros. Se não fosse a bolsa que a Lucas Oil dá a um piloto internacional na Sam Schmidt todos os anos, Guerrieri talvez não estivesse competindo na América. Nas demais categorias, nem sempre teve um carro top para brigar por vitórias, tendo que apostar no desenvolvimento de equipes promissoras. Apesar desses problemas, o argentino segue em alta no cenário internacional.

2 comentários sobre “O reconhecimento de Esteban Guerrieri

  1. Vejo sua carreira desde a Fórmula 3000 Internacional, quando assinou com a BCN Competicíon do Enrique Scalabroni faltando uns dois ou três dias para o início do campeonato.

    Bom piloto, mas não tem dinheiro. E esse programa da Lucas Oil parece uma enorme roubada: permite que o cara ganhe a Indy Lights, mas não lhe dá nenhuma chance concreta de correr na Indy “Heavy” no ano seguinte.

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    1. Eu não concordo muito com essa parte de roubada da Lucas Oil. Os caras pagam para um piloto correr na Indy Lights sem nenhum custo, me parece algo razoável.
      Embora eles não ajudem na negociação com a ‘heavy’, o cara teve o ano todo com a única preocupação de juntar dinheiro para tentar o salto.
      Acredito que alguns acabem se acomodando em não ter que correr atrás de patrocinador.

      De qualquer forma, é melhor ter a Lucas Oil do que não ter. O nível da categoria normalmente é baixo, seria ainda pior sem eles investindo em trazer europeus promissores.

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