O balanço da primeira metade da F1 2011 – parte 2

Nick Heidfeld
Nick Heidfeld decepcionou nessa que pode ter sido a última passagem na F1

Aproveitando que a F1 ainda está de férias, o World of Motorsport faz um balanço da primeira parte da temporada para cada uma das 12 equipes, além de avaliar o que o time pode fazer para a segunda parte do campeonato fora as mudanças em relação a 2012.

Nesta sexta-feira, publico a segunda parte, com Renault, Sauber, Williams e Force India, enquanto Toro Rosso, Hispania, Lotus e Virgin ficam para o sábado.

Renault: A equipe francesa começou o ano tendo que substituir Robert Kubica às pressas por conta do grave acidente sofrido em um rali na Itália, no início de fevereiro. A opção óbvia era Nick Heidfeld, que recebeu a chance de competir pelo time.

Após 11 etapas, o alemão conquistou um pódio, se envolveu em uma série de acidentes, não tem feito bons treinos classificatórios e ainda viu o carro pegar fogo. Apesar disso tudo, a pior coisa é que ele está apenas dois pontos na frente de Vitaly Petrov na tabela de pontos. Heidfeld era para ser o líder do time, mas está apenas sendo uma razoável referência para o russo.

E é justamente esse rendimento que pune o alemão. Embora ninguém esperasse pirotecnia hamiltoniana vinda do experiente piloto, era evidente que a expectativa era por um resultado melhor. Se Heidfeld sofreu com a pressão da Renault, que esperava ver um novo Robert Kubica em ação, o parâmetro do ex-piloto da Sauber não é mais o que o polonês poderia ter alcançado se estivesse correndo, mas, sim o próprio Petrov.

Não seria surpresa se a partir do GP de Cingapura o alemão fosse sacado. Como o contrato dele é apenas para esse ano e ele não agradou, não tem muito motivo para a equipe insistir na permanência. Aí aparecem dois substitutos em potencial: Romain Grosjean e Bruno Senna.

Os dois são bons pilotos e tem motivos financeiros fortes para ser o escolhido. Aqui é difícil opinar quem leva a melhor. Grosjean parece superior tecnicamente e é francês, enquanto Bruno carrega o nome Senna e é brasileiro – onde além de ser um mercado chave da Renault, também é o novo local favorito de investimentos da Genii.

Em 2012: A Renault está de mãos atadas para 2012 esperando o retorno de Robert Kubica. Se o polonês voltar, a tendência é que ele corra ao lado de Vitaly Petrov, caso o russo não rode. Do contrário, a briga deve ser entre Grosjean e Senna pelo posto, embora essa vaga deve ver todo tipo de piloto sondando-a.

Force India: A equipe satélite da Mercedes evoluiu absurdamente ao longo da temporada. Mesmo com um começo de ano razoável, com Paul Di Resta pontuando duas vezes, o time conseguiu melhorar e parece estar apenas das três grandes equipes neste momento. A dupla de pilotos é boa e Nico Hulkenberg é o melhor piloto de testes de toda a F1, então o time está no caminho certo.

A grande dúvida é se a equipe de Vijay Mallya terá fôlego para manter esse ritmo após as férias de verão. Alguns anos atrás, o time indiano era conhecido pela força nas pistas de alta velocidade. Não por acaso Giancarlo Fisichella largou na pole-position na Bélgica e só não venceu porque não tinha o Kers que equipava a Ferrari de Kimi Raikkonen.

O desenvolvimento da Force India em 2011 acompanhou justamente essa linha. O carro ganhou bastante estabilidade, mas se destacou mesmo em velocidade final, sendo um dos mais rápidos de toda a F1. Se continuar assim, é, com certeza, uma boa aposta para pontos nas próximas duas corridas.

Em 2012: Com os pilotos cada vez mais valorizados, a dupla de 2012 deve ser quem sobrar no time. Como as vagas nas demais equipes estão ficando escassas, os pilotos já estão dando entrevista dizendo estarem tranquilos com a decisão do time e estão confiantes de que serão os escolhidos. Seria um desperdício muito grande Hulk continuar como reserva, ou Di Resta ser cortado. Apesar disso, vale lembrar que é Sutil quem leva patrocínio.

Nico Hulkenberg, Paul di Resta e Adrian Sutil
Nico Hulkenberg, Paul di Resta e Adrian Sutil. Valorizados, brigam por duas vagas em 2012

Sauber: A temporada da Sauber começou com um desempenho fantástico em Melbourne, quando Sergio Pérez fez apenas uma parada, e os dois carros terminaram na zona de pontos, mas acabaram desclassificados horas depois. Desde então, o time não brilhou, mas se mostrou bastante competitivo, com Kamui Kobayashi, e seu estilo único, marcando pontos em sete das primeiras 11 etapas.

A equipe suíça, porém, parece ter perdido espaço para Force India e Toro Rosso e por isso não consegue mais seguir sempre entre os dez primeiros. Mesmo com o dinheiro mexicano, o time depende de dois pilotos com pouca experiência para desenvolver o carro e pode ser isso que está pesando nesse momento.

Em 2012: A Sauber já anunciou a manutenção dos dois pilotos. Um deles só sai, portanto, caso uma equipe grande pague a multa rescisória, o que não deve acontecer.

Williams: A situação da Williams é muito complicada. A equipe perdeu quase todos os patrocinadores no final do último ano e foi obrigada a assinar com a PDVSA para ter um mínimo de orçamento para o desenvolvimento do equipamento de 2012. Como resultado, o carro é ruim e os pilotos não conseguem ir bem na pista.

Rubens Barrichello conquistou os quatro pontos da equipe até o momento, mas o desempenho do brasileiro não é de orgulhar. Pastor Maldonado, por sua vez, está fazendo um ano tão ruim que está atrás de Jarno Trulli e Vitantonio Liuzzi na tabela de pontos, já que por não ter pontuado até agora perde no critério de desempate de melhor colocação em um GP.

No caso do venezuelano, não tem como colocar a culpa no carro ser ruim. O da Lotus e o da Hispania também é, mas os pilotos aproveitaram as poucas chances de conseguir um resultado decente para terminara na frente. Maldonado, mesmo chegando ao Q3 com certa frequência nas últimas corridas, só foi bem em Mônaco, quando foi tocado por Lewis Hamilton

Em 2012: A equipe vai passar por uma profunda reestruturação, que deve atingir todas as áreas. Dirigentes antigos como Patrick Head e Adam Parr vão dar o fora, enquanto o time deve passar para o controle do espião Mike Coughlan. Embora o inglês não seja a solução para todos os problemas, ruim ele não é, pois ocupava função semelhante na gigante McLaren antes do escândalo de espionagem. Outro destaque da Williams em 2012 será o retorno do motor Renault. A equipe, aliás, ainda pode anunciar a montadora francesa como parceira técnica nos próximos meses.

Quanto a dupla de pilotos, se a PDVSA continuar como patrocinadora, Maldonado fica. Do contrário Frank Williams vai ter que procurar o próximo piloto pagante disponível. A vaga de Rubens Barrichello é outra disputada por meio mundo. A última especulação fala em Jules Bianchi, Sam Bird, Stefano Coletti e Davide Valsecchi. A eles se soma Adrian Sutil, Nico Hulkenberg, Giedo van Der Garde, Romain Grosjean e Bruno Senna.

2 comentários sobre “O balanço da primeira metade da F1 2011 – parte 2

  1. Quem deixa a Williams não é o Adam Parr, mas sim o Sam Michael. E o Patrick Head deve ter suas funções diminuídas no próximo ano, mas garantiu que não deixa completamente a equipe.

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  2. O PAGANTE MALDONADO foi mais rápido que o BARRICHELLO em diversas ocasiões. Foi para o Q3 algumas vezes, coisa que o brasileiro não conseguiu. E mais. Se não fosse o HAMILTON, o venezuelano estaria bem à frente do RUBINHO no campeonato. Se o MALDONADO é “braço duro” como você sugere, o RUBENS deveria estar passando por cima dele. Mas não isso que tem acontecido mesmo diante da experiência do brasileiro que tem vinte anos há mais na F-1. E certos comentaristas criticam o SCHUMACHER pedindo sua aposentadoria. Se colocar qualquer piloto acima dos 35 anos para correr com o ROSBERG vai “levar pau”. SCHUMACHER não leva porque é “SCHUMACHER”. Se é pra aposentar o alemão, tem que aposentar antes o LIUZZI, TRULLI e o BARRICHELLO. Esses é que têm que dar vaga para a galera jovem.

    BARRICHELLO correu sete temporadas com o melhor carro e não ganhou título. Quando MASSA estava no auge técnico, a mola do carro do RUBINHO quase o matou. MASSA nunca mais voltara a ser o mesmo. Que RUBENS ao menos dê a vaga pro BRUNO SENNA ou para o DI GRASSI. Fala sério!!!

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