… que pode dar a Bruno Senna uma vaga na Nascar. (estou ficando bom com esses trocadilhos!)

Travis Pastrana
Travis Pastrana sofreu uma forte queda quanto tentava um 720 nos X Games

Neste domingo, dia 31, a Nascar compete em Indianápolis para aquela que é considerada uma das corridas mais importantes da temporada. Mas, na verdade, isso é bastante engraçado. A prova de ‘Brickyard’ estreou em 1994 e, de certa forma, teve toda uma tradição imposta ‘na canetada’ à categoria por conta do sucesso que ela alcança com a Indy 500.

Antes da etapa, no entanto, os pilotos tiveram uma semana de descanso para poderem fazer o que quiser. Alguns foram jogar golf, outros viajaram para o Peru, mas a maioria dos atletas se manteve na ativa, ou pilotando alguma coisa, ou vistoriando os carros para as próximas corridas.

Um desses que tentou correr de alguma categoria menor foi Kasey Kahne, que participou de uma prova de Sprint Cars. O piloto da Red Bull, porém, sofreu um forte acidente, mas, por sorte, nada sofreu. No entanto, pela gravidade do problema a batida do americano iniciou um debate na categoria sobre o quanto as equipes deveriam ter controle daquilo que os pilotos fazem na folga. Aliás, algo semelhante ocorreu na F1, no início do ano, quando Robert Kubica sofreu aquele grave acidente em um rali no dia 7 de fevereiro e, desde então, nunca mais apareceu nas pistas.

Na realidade, eu acho que esse é um clichê e um tema muitas vezes abordado e incentivado apenas pelas equipes que realmente desejam que os pilotos prestem contas daquilo que fazem nas horas vagas. Mas e quando o problema é um dos sócios da equipe, que pode vir a ser um dos principais nomes da categoria?

Isso aconteceu na noite desta quinta-feira nos X Games. Travis Pastrana, que é sócio de Michael Waltrip em uma cada vez menor equipe da Nationwide, resolveu fazer algo diferente em 2011. Ele decidiu voltar a participar dos X Games e, ao mesmo tempo, estrear na divisão de acesso da Nascar. Então, em três dias, ele pularia de moto, correria na Nascar e participaria no rali do evento esportivo. Isso foi chamado de ‘Pastranathon’ ou ‘Pastranatona’. (Sim, eu só coloquei a tradução para ver como o nome é ridículo. Parece aqueles jogos do Faustão).

O primeiro evento da Pastranathon era tentar conquistar o X de ouro de melhor manobra na Moto X. Para isso, ele tentou um 720 em duas oportunidades. A manobra poderia deixá-lo como um dos favoritos, mas a realidade foi bem diferente, e Pastrana se esborrachou no chão em ambas as tentativas. Na segunda, sequer levantou e foi levado ao hospital de ambulância até ser diagnosticado com o pé direito e com o tornozelo quebrados.

Assim, nada de Pastrana na Nationwide em Indianápolis. É o tipo de acidente frustrante para todo mundo. Para ele, óbvio, que perdeu a Pastranatona. Para os fãs, que não terão o astro nem nos X Games, nem na Nascar, e para a equipe, que deveria estar com o equipamento chegando em Indianápolis e agora vai ter que recolher tudo depois de meses sem correr por falta de dinheiro.

Mesmo com a batida de Travis Pastrana, ainda acredito que as equipes não podem controlar o tempo livre dos pilotos. Embora estes devam ser punidos de acordo com as leis trabalhistas dos respectivos países caso façam algo – tipo sofram um acidente de moto, enquanto tenta um 720 – que os impede de trabalhar. Mas então, o que você pensa? Você acha que as equipes deveriam poder decidir o que os atletas fazem na folga? Aliás, alguma vez você já disse para seu chefe/diretora que caiu de moto tentando um 720 para não ir trabalhar/estudar?