Hungaroring
O legal de Hungaroring é que depois da etapa da Hungria começam as férias de verão da F1

A F1 chega à Hungria para a 11ª etapa da temporada 2011 da categoria. Evidentemente, com o domínio de Sebastian Vettel e o lenga-lenga do difusor aquecido e da corrida do Bahrein tendo acabado só existe uma coisa interessante para essa prova: assim que a bandeira quadriculada for acionada a F1 estará oficialmente de férias de verão.

Férias é um negócio esquisito para a F1, na realidade. As equipes vão deixar Hungaroring falando que querem aproveitar o descanso para recarregar as baterias – as fábricas não podem funcionar –, mas assim que esse período passar todo mundo vai dizer que não via a hora de voltar a correr e que a pausa deveria ser menor que as quatro semanas.

Obviamente isso tudo é besteira, assim como as noticias que vão surgir nessa época. Além de milhares de rumores sobre a nova temporada, ainda vamos ter que aguentar Jaime Alguersuari sendo D.J. em algum lugar do mundo, Jenson Button participando de um triatlo, Daniel Ricciardo correndo na World Series by Renault e todas essas coisas que qualquer pessoa normal faz nas férias.

Só que enquanto a pausa de verão não chega, os pilotos precisam disputar o GP da Hungria, e a corrida no Leste Europeu traz algumas boas histórias para a temporada 2011. A principal delas é sobre a disputa na parte da frente do pelotão. Será que a Red Bull decaiu? A Ferrari e a McLaren cresceram? Nada disso, embora as duas equipes desafiantes tenham apresentado evolução satisfatória nas últimas etapas, os rubro-taurinos ainda são favoritos.

Por conta da melhor adaptação aos diferentes compostos de pneus, o que vai pegar em Hungaroring é a condição climática. Se fizer sol, será um passeio da Red Bull. Se estiver frio, a McLaren vem forte. Caso chova, a Ferrari é a principal candidata à vitória. Se cair uma tormenta, o safety-car ganha, pois a atual F1 está cheia de frescura.

Fora isso, não tem muito que falar de Hungaroring. É uma pista bastante travada, mas que tem seu lugar na história do automobilismo. Não é um lugar impossível de se ultrapassar (e não deve nada a Barcelona, Valência ou Silverstone), mas é arriscado tentar passar o rival na pista. Então é bom que os pneus Pirelli e a asa traseira móvel funcionem – o que eu acredito que irá acontecer – do contrário teremos uma prova um tanto chata.

A outra boa história do final de semana é Bruno Senna. O piloto brasileiro vai testar pela Renault no lugar de Nick Heidfeld. Meu palpite (e veja, é meu palpite, não li nada sobre, invenção da minha cabeça, etc) é que Bruno corra alguma etapa até o final do ano caso o alemão não consiga mais nenhum resultado excepcional.

Após dez etapas, Nick está apenas dois pontos na frente de Vitaly Petrov. É muito pouco para quem tinha que liderar a equipe. Pior do que isso, além do time ter regredido ao longo do ano, o alemão tem errado mais do que errara durante a carreira toda. Se é para ficar com um piloto assim, melhor para a Renault ficar com o russo, já que ele ainda traz dinheiro para a equipe.

Aliás, a condição de Heidfeld é realmente complicada. Petrov é um especialista em Hungaroring. Foi lá onde ele conseguiu o melhor resultado na temporada passada, quando terminou em quinto e marcou a melhor volta da corrida. Se o russo repete esse desempenho e o alemão sequer termina a corrida, por exemplo, pode ser que a Renault aproveite as férias de verão para fazer alguma mudança. Bom, lembrando que esse é meu palpite.

Aliás, falando em palpite. Para a corrida eu aposto em dobradinha da Red Bull, com Sebastian Vettel na frente. Lewis Hamilton fecha o pódio. Obviamente, não irei acertar nada.