Kentucky
Parecia lotado, mas dá para ver vários lugares vazios na arquibancada no Kentucky

A vitória de Kyle Busch na etapa inaugural do Kentucky foi indiscutível. Ao longo de todo o final de semana, o piloto esteve entre os mais rápidos durante os treinos, largou na pole-position (por conta da chuva) e recebeu a bandeira quadriculada após uma boa batalha com Jimmie Johnson, na última relargada, e com Brad Keselowski, durante toda a corrida.

Embora a descrição acima pareça de uma corrida relativamente emocionante e os organizadores da prova digam que foi o sucesso. Não foi. A corrida do Kentucky foi uma das provas mais problemáticas da história recente da Nascar.

Começando pela parte menos grave: a pista. O oval do Kentucky foi desenhado para que dois carros pudessem ficar lado a lado por uma série de voltas em uma briga por posições. Apesar disso, o asfalto do local foi envelhecendo, criando ondulações e, naturalmente, impedindo que essas brigas por posições acontecessem. Na noite de sábado, poucas vezes o segundo colocado conseguiu ultrapassar o líder na pista. As mudanças de liderança aconteceram majoritariamente nos boxes.

É claro que ondulações fazem parte das características da pista. Durante muitos anos, a grande diversão das corridas em Daytona era ver os pilotos conseguirem segurar os carros naqueles enormes filas passando por essas ondulações. Só que em Daytona sempre houve ultrapassagens aos montes, no Kentucky dessa vez não teve.

O outro problema, e esse muito mais grave, foram as faltas de vagas de estacionamento para o público. Assim, milhares e milhares de pessoas, que já tinham comprado ingresso para a prova, foram obrigados a voltarem para casa por não terem onde parar o carro. (Imagina se acontece isso em um determinado evento… tipo uma Copa do Mundo?)

Trânsito
Foi uma beleza chegar na pista do Kentucky. E olha que a corrida já tinha começado

O que aconteceu, na realidade, é que essa foi a primeira vez que a pista do Kentucky operou perto da capacidade total. Antes disso, o oval recebia somente etapas da Indy e da Nationwide, que ficavam bem longe da lotação máxima, então os organizadores nunca se preocuparam em ver se infra-estrutura local era suficiente para acomodar todos os fãs.

Para tentar sanar esse problema, a SMI, empresa de Bruton Smith que é dona do oval do Kentucky, tomou algumas decisões. A primeira, óbvia, será aumentar o estacionamento para a etapa do ano que vem. A segunda, vai ser o reembolso do ingresso da corrida.

No entanto, quem preferir, pode trocar o ingresso da etapa da Sprint Cup por uma entrada para qualquer corrida em pista da SMI (New Hampshire, Bristol, Atlanta, Charlotte ou Texas) ainda em 2011, ou para a etapa do Kentucky de 2012. Além disso, há uma opção para assistir ao final de semana Indy/Truck Series no mesmo local, de graça.

A ideia parece legal, mas tem alguns problemas. Primeiro, o cara sem ingresso vai ter que viajar para locais longes para caramba para ver uma corrida em outra pista da SMI. E nem todo mundo tem dinheiro para isso. A pessoa vai ter direito somente a assistir à corrida da Sprint, afinal, foi essa a que perdeu. Salvo a troca por Indy/Truck Series, o cidadão vai ter que comprar ingresso para os treinos e para Nationwide/Truck caso deseje ver essas atividades.

Deixando os problemas do Kentucky para trás, a Nascar vai para New Hampshire (pista da SMI, caso você seja alguém com ingresso) nesse final de semana. Normalmente o resultado por lá é imprevisível e a chuva é uma ameaça constante. Vai ser interessante para constatar se a Penske continua forte. Por outro lado, Kyle Busch, Denny Hamlin e Jimmie Johnson são os favoritos.