A batida de Miguel Paludo e Nelsinho Piquet na Nascar

Nelsinho Piquet
Foi divertido ver a reação de todo mundo após a batida entre Miguel Paludo e Nelsinho Piquet

Foi trágico ver o acidente de Nelsinho Piquet e Miguel Paludo nas voltas finais da etapa do Kentucky da Nascar Truck Series, disputada nesta quinta-feira, dia 7. Mas confesso que eu me diverti.

Não que eu torça pela desgraça alheia ou contra os dois brasileiros. Pelo contrário. Mas acidentes são situações de corrida. Quantas vezes já não vimos pilotos do mesmo país se encontrando pela pista? Brasileiros, então! Lembro que Felipe Nasr e Lucas Foresti, hoje destaques da F3 Inglesa, se estranharam na etapa de abertura da temporada 2010 do certame britânico, quando eram novatos.

Apesar de incidentes entre pilotos daqui ser algo comum no automobilismo, o desta quinta-feira foi histórico. Afinal, essa foi a primeira batida entre dois brasileiros na história da Nascar. Além disso, havia um agravante, eles estavam em condições de vencer a corrida. Caso você não tenha visto a prova, basta clicar aqui e ler a história de como foi.

É óbvio que nenhum dos dois ficaram contentes com a batida, mas foi algo tão normal de acontecer que é difícil achar um culpado. Por isso se diz que foi um acidente de corrida.

É possível dizer que Paludo desceu demais e acabou tirando o ar de Piquet, que acabou lhe tocando. Essa é uma hipótese viável, mas não acredito nisso. Assim como, de forma alguma, culpo Joey Coulter pelo ocorrido.

O piloto de Richard Childress estava relargando em segundo, logo na frente de Piquet. Só que o americano tracionou muito mal e acabou bloqueando o brasileiro, permitindo que uma série de adversários o passasse. Ao tentar recuperar o terreno perdido, os brasileiros acabaram se enroscando.

É cômodo criticar Coulter, mas ele nada teve a ver com o acidente. Ele cometeu um erro na relargada, é verdade, mas que novato que não tem essas falhas vez ou outra? Acho que se fosse um dos brasileiros em posição semelhante, ninguém iria associá-lo ao acidente. No máximo iriam lamentar a chance perdida de brigar pela vitória.

Mas caso a vontade de culpar alguém com o velho argumento do ‘e se’ seja muito grande, apresento duas soluções:

1)      Culpe Piquet e a equipe de Kevin Harvick. Se o brasileiro não tivesse perdido tanto tempo na última parada dos boxes por estacionar fora da área permitida, ele teria retornado na frente de Joey Coulter e, portanto, não seria atrapalhado pelo rival na hora de relargar

De qualquer forma,  é um absurdo alguém acreditar nessa hipótese. Se o acidente foi uma situação de corrida, o erro de Joey Coulter também foi, assim como o de Nelsinho e da equipe na hora da parada.

2)      Culpe Lewis Hamilton. É sempre culpa dele, não é mesmo? Então, resolvido. Caso Lewis Hamilton não tivesse sido tão agressivo na pista durante o track walk em Silverstone, os brasileiros não teriam batido.

Piadas à parte. A corrida serviu para comprovar que Nelsinho Piquet e Miguel Paludo estão cada vez mais adaptados à Nascar. Embora a vitória ainda pareça distante, os dois estão fazendo um grande trabalho na categoria. Vale lembrar que ambos estão apenas em seu segundo ano no turismo americano. Sam Hornish, Dario Franchitti, Juan Pablo Montoya, Scott Speed, Patrick Carpentier e Jacques Villeneuve, por exemplo, são pilotos que tiveram uma transição muito mais lenta que o duo verde e amarelo.

P.S: no bizarro retorno à equipe de Eddie Sharp, Justin Lofton fez uma boa corrida e terminou na 15ª posição.

7 comentários sobre “A batida de Miguel Paludo e Nelsinho Piquet na Nascar

  1. A prova foi fantástica! Me divertí mais do que em 10 corridas de F1. Nunca pensei que corridas em ovais pudessem ser tão emocionantes!

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  2. Culpe Hamilton!
    Se ele não tivesse arengado com Alonso na McLaren, o espanhol não teria voltado pra Renault. Consequentemente, Briatore não teria pedido pra Nelsinho fazer o que fez naquela noite…

    Maldade!!! kkkkkkkkkk

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  3. Ontem foi sem comentários mesmo!… apesar de que, sim há comentários:

    – o KB é rabudo de mais! Ontem pelo que me lembro ele praticamente não ultrapassou ninguém, foi na base da sorte/estratégia/competência(em menor graú) ao se livrar dos enroscos.

    – Nelsinho, tinha carro para ganhar (deu passão em muito nego), o Paludo não era tão rápido em ritmo de corrida (embora estivesse consistente)

    – Para o Nelsinho ganhar uma prova, ele não poderá depender de sorte, isso ele não tem, mas vai precisar e muito dela, para não ter bandeiras amarelas no final das provas… o caboclo que não aprende a relargar

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