F3 Sudam
A F3 Sudam sonha com grids maiores para 2011

A F3 Sudamericana realizou a primeira etapa da temporada 2011 no distante mês de março, no Velopark, quando Guilherme Silva venceu as três corridas da programação. Desde então, a categoria vive só de treinos, pois a próxima rodada acontece apenas em julho, quatro meses (!!) após a abertura.

Esse hiato aconteceu porque a Petrobrás, que patrocina a categoria, não queria que a F3 realizasse mais finais de semana correndo sozinha. Assim, a partir de agora, a categoria só deve correr junto com o Brasileiro de Marcas. Só que a primeira etapa deste novo campeonato foi cancelada, então nada de F3 correr. Depois, esse final de semana o certame de turismo corre em Tarumã e a F3 não anda nessa pista. Resultado, mais uma prova adiada.

Com quatro meses de puro tédio, pelo menos a organização da categoria está tentando fazer alguma coisa para melhorar a péssima imagem do campeonato após uma rodada inicial com seis ou sete pilotos somente.

Dilson Motta, organizador da F3, tem como objetivo fazer com que a F3 ganha caráter sul-americano novamente. Para isso, ele esteve na Argentina tentando convencer os pilotos do país a participarem da categoria. A estratégia adotada por lá, foi pedir auxílio a Fernando Croceri, campeão da F3 em 1993 – naquele polêmico episódio em que os pilotos argentinos lhe deram passagem para evitar o título de Helio Castroneves – a captar jovens interessados a participar do certame.

Fernando Croceri
Fernando Croceri na época em que corrida de F3

Croceri então conseguiu três loucos garotos que embarcaram para São Paulo, onde testam essa semana pela Cesário, equipe campeã em 1993 – e em muitas outras oportunidades também – em Interlagos. Entre os três pilotos está Augusto Scalbi, de 20 anos, que correu na F3 Espanhola, em 2009. Os outros são Bruno Etman e Hernán Bueno, que tiveram algum destaque correndo em categorias locais.

Como a próxima etapa da F3 é em julho e os contratos entre pilotos e equipes muitas vezes acabam sendo fechados poucos instantes antes de entrar no carro para o primeiro treino, não é absurdo dizer que ainda dá tempo de um desses argentinos participar da segunda rodada de 2011.

Por outro lado, o objetivo de Dilson Motta é criar uma equipe argentina para disputar o certame nos próximos anos, afinal, apenas Cesário, Hitech e Kemba estão inscrevendo carros nesta temporada.

Aí eu já acho meio absurdo. Evidentemente, nada contra uma equipe de lá. Pelo contrário. Mas eu ouço essa história de volta de um time argentino praticamente desde a época em que o Hoover Orsi foi campeão. Se der certo, ótimo. Mas acho que precisa dar um passo de cada vez. O primeiro objetivo é atrair pilotos internacionais? Ótimo, então focar apenas nisso antes de sair prometendo mil coisas.

Esse post foi uma ideia do amigo Bruno Tarulli, que vive na Argentina, mas conhece o automobilismo brasileiro melhor que qualquer um por aqui