Clay Rogers Nascar
Nem o mais otimista integrante da RBR imaginaria a temporada 2011 que a equipe vem tendo

Olhando a tabela de pontos da Nascar Truck Series logo se percebe que a nova pontuação que a categoria adotou em 2011 deu certo. Não falo pelos quatro primeiros estarem separados por menos de dez pontos e sim pela presença de Clay Rogers na oitava posição.

Possivelmente, nesse momento você esteja se fazendo a pergunta ‘quem?’ Caso seja essa a sua situação, esse post foi feito para você. (Se você souber quem é o cidadão, leia até o fim da mesma maneira). Não vou apresentar o cara, tudo o que se precisa saber de Rogers é que ele tem 30 anos e desde 2001, quando substituía Matt Kenseth nas etapas em que a Nationwide não acompanha a Sprint Cup, tenta competir na Nascar tendo como auge 13 provas na Truck Series em 2007. Ou seja, ele nunca foi ninguém.

Para 2011, Rogers se deu bem. Mesmo longe dos holofotes desde quando nasceu saiu da Roush, fechou contrato com a RBR para disputar algumas corridas da Truck Series. Obviamente, não falo aqui da Red Bull. Trata-se da Ricky Benton Racing, que inscreve o truck de número 92.

Se em 2010 o time conseguiu alguns bons resultados com o experiente Dennis Setzer, neste ano a expectativa era menor, afinal além de o próprio Clay Rogers ser um desconhecido, a Truck Series vive um momento de valorização atraindo pilotos do mundo todo, algo que torna a missão dos times pequenos em conseguir bons resultados ainda mais difícil.

Só que tudo mudou na etapa de Daytona. Depois de ser um dos poucos pilotos a sobreviver ao Big One do final da corrida – até porque estava lá atrás mesmo – Rogers foi empurrado por Kyle Busch durante a prorrogação e terminou a corrida em uma excelente terceira colocação ao superar Miguel Paludo no final. O resultado não só foi o melhor na carreira do piloto como também o deixou na liderança do campeonato já que tanto Michael Walrtip quanto Elliott Sadler – primeiro e segundo em Daytona – não somam pontos na Truck Series.

A RBR se empolgou em repetir o desempenho da quase xará na F1 em liderar o campeonato. Assim, resolveu inscrever Clay Rogers para disputar mais corridas da Truck Series. É claro que o piloto não conseguiu repetir o bom resultado de Daytona, mas, por outro lado, até o momento não fez feio. O americano fez o que a equipe espera dele: terminar corridas com o carro inteiro. Com esse objetivo cumprido, não é a toa que Rogers se mantém firme entre os dez primeiros – na frente do atual campeão Todd Bodine, por exemplo – depois de seis corridas.

Além do terceiro lugar em Daytona, Rogers terminou uma vez em 11º, duas em 16º, uma em 20º e outra em 31º. O suficiente para deixá-lo com 168 pontos após seis etapas, 57 a menos que o líder Matt Crafton.

A efeito de comparação, (e não entenda aqui uma crítica) os brasileiros Nelsinho Piquet e Miguel Paludo conseguiram resultados semelhantes ao do americano. Nelsinho foi segundo em Nashville, enquanto Paludo terminou em quarto em Daytona. A diferença, no caso, foi de apenas um ponto. Depois das seis etapas, Rogers está 24 pontos na frente do ex-piloto de F1 e 26, na do bicampeão da Porsche.

Com resultados discretos, Rogers demonstra que estar a mais de dez anos envolvido na Nascar lhe deu a experiência necessária para colocar um time pequeno em uma posição de respeito.