F1 2011 na Turquia

Traçado da pista do GP da Turquia da F1
A pista da Turquia é famosa pela sequência de curvas de alta à direita e pelo visual característico das edificações

A F1 chega à Turquia para a quarta etapa da temporada 2011. Embora a pista esteja localizada na parte asiática do país, a corrida em Istambul marca o início da temporada europeia da categoria. De qualquer forma, o automobilismo nunca se importou muito com exatidão geográfica, visto que no início do ano a decisão da GP2 Asia aconteceu na pista de San Marino. Na Itália! (e aposto que você quase disse que ela fica em San Marino né?)

Deixando para trás esses detalhes de geoposicionamento, o início da fase europeia da F1 sempre traz consigo as promessas das equipes sobre um novo começo de temporada. Frases como ‘o campeonato começa agora’ são espalhadas constantemente pelos times que não conseguem bons resultados nas etapas da Austrália e da Ásia do início do ano. Entretanto, vou contar um segredo: não vai mudar absolutamente nada.

É comum as equipes implantarem o primeiro grande pacote de atualizações quando a F1 chega à Europa. Até porque se passaram três semanas desde a última corrida, é tempo demais para os engenheiros trabalharem. Só que, de certa forma, todas as equipes melhoram similarmente, então, é muito mais fácil um time estagnar e desabar do que alguém trazer uma grande novidade e mudar completamente o percurso do campeonato. Quando isso acontece, é para corrigir desvios, como, por exemplo, a Williams, que precisou demitir meio mundo depois de fazer um péssimo início de ano. No restante, as equipes deverão permanecer onde estão.

Assim, a grande vantagem parece ser da Red Bull, que já havia dominado a etapa turca de 2010, se mostrado o melhor carro deste ano e perdido o GP da China apenas pela tática dos pneus. Além de tudo isso, os rubrotaurinos afirmaram que o problema no KERS foi consertado. Então, se isso for verdade, teremos um novo domínio de Sebastian Vettel, caso o alemão não acerte Mark Webber mais uma vez, a exemplo do que aconteceu no último ano.

A McLaren, por sua vez, é uma forte candidata a evoluir para a etapa turca. Mesmo eu tendo dito acima que a ordem de forças na F1 não deve mudar, o time inglês pode ter começado o ano abaixo da capacidade após as inovações no MP4/26 não terem dado certo e, consequentemente, ter usado esse intervalo sem corridas para terminar de corrigir a volta.

Para terminar as equipes grandes, Felipe Massa chega à Turquia, onde já foi considerado especialista, com a desconfiança de quem tem o futuro na Ferrari mais uma vez colocado em cheque. E isso acontece em um momento em que o brasileiro terminou as duas últimas provas na frente do companheiro de equipe, Fernando Alonso. É verdade que Massa não faz uma boa temporada, mas o time italiano também não faz. Com o que o carro apresentou até agora o piloto de 30 anos tem feito o melhor possível.

A situação de Barrichello também não é tão melhor. A Williams começou a mexer os pauzinhos para evitar uma crise ainda maior. Curiosamente, desde que o time inglês decidiu vender ações na bolsa de valores os resultados na pista sumiram. Ou seja, quanto pior os resultados, mais o time perde dinheiro. Talvez isso explique as mudanças repetinas no comando da equipe. Mais que pensando no desempenho foi uma forma de os britânicos tranquilizarem o mercado.

No grupo de trás, o único destaque é Paul Di Resta que segue vencendo Adrian Sutil com extrema facilidade. Parece que o tempo todo em que o escocês passou fora da F1 e se lamentando por isso provou que ele estava certo e a categoria realmente precisa de um rival para Sebastian Vettel. A Virgin, para encerrar, anunciou atualizações apenas para Timo Glock. É bom, mas ainda é pouco. Sugiro mudança de nome urgente na equipe. Sai Virgin, entra Várzea. Talvez dê certo.

A previsão do tempo aponta pista seca, mas temperatura baixa. Deve ser a mesma condição do GP da China. Assim, os pneus voltam a ter destaque da mesma forma que o número de paradas. Interessante vai ser ver como os times vão encarar o treino classificatório, já que largar com o pneu duro parece ser mais vantagem. Para encerrar e mantendo a tradição, o palpite furado é Vettel, Webber e Hamilton. Certamente não irei acertar e com isso ziquei a corrida da Red Bull.

World of Motorsport Rookie of the Year:

Paul Di Resta
Paul Di Resta segue absoluto na disputa para ser o WOM Rookie of the Year. Em três corrida, foi o melhor novato nas três

Para poder avaliar melhor os quatro novatos da temporada 2011, o World of Motorsport fará um campeonato a parte entre esses pilotos. A cada prova, eles receberão pontos no clássico esquema 10-6-4-3-2-1, além de bônus para cada ponto que marquem na temporada normal da Fórmula 1.

Os quatro competidores são: Sergio Pérez, Pastor Maldonado, Paul Di Resta e Jérôme D’Ambrosio. Se Daniel Ricciardo, ou qualquer outro piloto, estrear na F1, entrará na competição automaticamente. Quem competir em até, no máximo, quatro etapas em 2011, poderá manter o status de novato para 2012, ou quando retornar à categoria.

Em Xangai, Paul Di Resta, 11º, terminou na frente, seguido por Sergio Pérez, Pastor Maldonado e Jérôme D’Ambrosio.

Após a prova da China, Paul Di Resta tem 32 pontos, seguido por Jérôme D’Ambrosio com 15. Depois vem Sergio Pérez, com 13, e Pastor Maldonado com 11.

Por curiosidade, o novato do GP da China de 2010 foi Vitaly Petrov, que terminou na sétima posição.

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