F3 International Trophy estreia com menos carros que F3 Brazil Open

F3 International Series
Grid da F3 International Series começou bem esvaziado. Excelentes oito carros..

Quando a FIA anunciou a criação do F3 International Trophy, no final do ano passado, parecia uma boa ideia. Afinal, a entidade decidiu premiar com um título um campeonato inteiramente novo formado por corridas já famosas individualmente como Macau, Coreia do Sul e Zandvoort.

Como os grids nessas etapas são bastante extensos, com pilotos de várias F3 ao redor do mundo, o anúncio do novo campeonato fez com que, por lógica, todos imaginassem um grande número de participantes em todas as etapas. Além das três citadas acima, o campeonato corre também em Hockenheim – onde é o palco da etapa dessa semana – Pau e Spa-Francorchamps.

É bem verdade que a corrida de Hockenheim teve um acréscimo no número de inscritos. Ao invés dos 12 participantes de sempre da F3 Euro Series, 16 pilotos alinham para a disputa, já que a Carlin, que compete na F3 Inglesa, inscreveu Jazeman Jaafar, Carlos Huertas e Tom Dillmann e a Jo Zeller colocou equipamento para Sandro Zeller.

Só que por algum motivo desconhecido, nem Dillmann nem Zeller foram confirmados no International Trophy, eles vão competir somente na Euro Series, embora a corrida em si seja a mesma. Algo similar aconteceu com Jimmy Eriksson, Gianmarco Raimondo, Nigel Melker, Felix Rosenqvist, Marco Wittmann e Kuba Giermaziak. Esses sete competem como convidados no certame internacional e, consequentemente, não vão somar pontos nem brigarão pelo título.

Com isso, dos 16 inscritos, apenas oito irão disputar a primeira etapa do F3 International Trophy. Assim, fica claro que a ideia da FIA ajudou a fortalecer o grid dos campeonatos locais, mas se tornou um fiasco em âmbito mundial. A tendência é que nas próximas etapas o número de competidores aumente um pouco, mas ainda assim é péssimo para a imagem de uma nova competição ter apenas oito participantes.

A situação é tão feia, que o F3 Brazil Open – talvez desconhecido pela própria FIA –, disputado em Interlagos no início do ano teve nove pilotos disputando o título. E isso é bastante curioso porque alguns anos atrás a F3 Euro Series revelava jovens direto para a GP2, por exemplo, enquanto a F3 Sudam vivia época de vacas magras. Hoje, a categoria aqui da América do Sul segue sem revelar, mas nossa vaca magra parece menos pior alimentada que a europeia.

O fraco número de carros nessas corridas evidencia que as provas da Coréia do Sul, de Zandvoort e principalmente de Macau são fortes por si só, mas não conseguem alavancar um campeonato.

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