Duchenne
Will Vaught teve a visita de um garoto que sofre da distrofia de Duchenne, na etapa da ARCA em Talladega

Para esgotar tudo o que aconteceu no último final de semana em se tratando do esporte a motor, a ARCA realizou a segunda etapa da temporada 2011 em Talladega, mais uma vez como preliminar da Sprint Cup.

O grande destaque da prova foi o anuncio de Milka Duno, ex-Indy, na equipe de Patrick Sheltra durante todo o campeonato. A piloto, apesar de ter se destacado nos treinos livres, não foi tão bem na corrida e terminou com a 26ª posição. A vitória ficou com Ty Dillon – irmão da Austin Dillon e neto de Richard Childress – que pulou para a vice-liderança do campeonato. Frank Kimmel terminou em segundo e o megaexperiente Bobby Gerhart foi o terceiro colocado e agora lidera na tabela de pontos.

A nona colocação ficou com Will Vaught, que fazia a primeira prova na categoria, em 2011, depois de fazer carreira em categorias de acesso, do tipo Modified, que corre na terra. No final, o piloto foi bastante elogiado pelo desempenho na segunda etapa do campeonato, mas ganhou ainda mais destaque por não ter patrocínios no carro. Mas na realidade, até aí é uma situação bem comum no automobilismo.

Só que Vaught não carregava nenhum patrocinador não por falta de apoio ou dinheiro. Ele fazia isso por ter optado em fazer campanha por maiores investimentos e pesquisas em uma doença chamada Distrofia Muscular de Duchenne. Não que o piloto sofra com a doença, mas sabendo das dificuldades de quem a tem, ele causou alguma comoção naqueles que assistiam à etapa por exibir a foto de um garoto que sofre dessa distrofia no capô do carro.

Will Vaught
Will Vaught em ação na prova da ARCA em Talladega

E esse é o principal motivo para que a distrofia de Duchenne tenha destaque. Ela ataca somente a crianças. Como aqui não é um blog médico, resumirei o que acontece. A distrofia de Duchenne é uma doença genética recessiva que só ataca meninos por atuar no cromossomo X. A criança que tem a doença acaba tendo uma deterioração da membrana do tecido muscular e passa a ter dificuldades muito grandes de locomoção. Ela se manifesta nos meninos quando eles estão aprendendo a andar. É característico ver esses garotos se apioarem nas pontas dos pés para tentar andar.

Essa não é a primeira nem a última vez que um alerta contra doença estará presente em um carro de corrida. Na Nascar mesmo, todos os anos existem campanhas alertando para o combate ao câncer de mama, e a etapa de Dover tem como patrocinadora uma fundação em prol de pessoas com autismo.

No entanto, é inegável que colocar criança no capô do carro, ainda mais alertando para uma doença em específico, chame a atenção. Tanto é que Will Vaught e a DMD ganharam um post aqui no blog.