Chegada da Nascar em Talladega
Os quatro carros lado a lado fizeram o final mais apertado da história da Nascar: Jimmie Johnson venceu por 2 milésimos

A oitava etapa da Nascar Sprint Cup aconteceu neste domingo, dia 17, em Talladega e, como já era esperado o trabalho em dupla prevaleceu durante a prova, assim como já havia acontecido em Daytona.

Da mesma forma como ocorreu no início do campeonato, na Flórida, a corrida em si virou uma chatice, já que apenas as últimas 100 milhas é que foram disputadas para valer. As primeiras 399, serviu para que candidatos menos preparados visitassem o muro, ou para francos-favoritos passarem a maior parte do tempo no fim do pelotão para evitar se envolver em um acidente desnecessário.

Em Talladega, por exemplo, ficou claro que ainda tem pilotos que não estão em condições de trabalhar empurrando outros, como, por exemplo, Kurt Busch, que acidentou três parceiros – incluindo o companheiro de equipe Brad Keselowski – ao longo da prova.

Por outro lado, quem não foi afobado no início chegou às voltas decisivas em condições de brigar pela vitória. Não é por acaso que nas últimas dez voltas, seis ou sete duplas diferentes chegaram a ocupar a liderança da corrida e proporcionaram mais um grande final de prova com quatro carros lado a lado na linha de chegada. Fora a diferença entre o vencedor, Jimmie Johnson, e o segundo colocado, Clint Bowyer, ter sido de apenas 0s002, a menor da história.

Um dos motivos para a vitória de Johnson, aliás, foi a parceria bem sucedida com Dale Earnhardt Jr. O pentacampeão revelou depois da corrida que a escolha de o carro 88 empurrar – e não disputar a vitória – partiu do próprio companheiro de equipe, que via o duo mais competitivo ao desempenhar a tarefa de ir atrás.

Dale Earnhardt Jr e Jimmie Johnson
Em Talladega, mais uma vez Dale Earnhardt Jr quase ganhou. Mas poucos notam que de quase em quase, o piloto vai construindo uma boa campanha

Essa atitude e o quarto lugar na prova revelam que a seca de 100 corridas exatas sem vitórias na Sprint Cup não está mais pressionando Dale Jr. É claro que o piloto se incomoda por estar tanto tempo sem vencer, mas, em 2011, ele está sendo inteligente, fazendo boas corridas com o objetivo de terminar nos pontos e parece ser uma questão de tempo para que retorne ao Victory Lane.

Mesmo com o jejum e a pressão de boa parte dos fãs e da imprensa, Dale Jr é o terceiro colocado no campeonato, apenas 19 atrás do líder Carl Edwards. Em oito etapas, o filho de Dale Earnhardt conquistou dois TOP5 e cinco TOP10 e discretamente vai se colocando entre os primeiros.

Se a frustração de ter perdido a etapa de Martinsville nas voltas finais para Kevin Harvick e de ter visto o parceiro vencer em Talladega,  estar em posição de poder voltar ao Chase de onde não participa desde 2008 – caso repita as boas atuações – pode valer como consolação.

No momento, Jr ainda parece estar longe de brigar pelas vitórias de forma constante, mas caso consiga manter a consistência em terminar nas primeiras colocações, o piloto pode voltar a ganhar confiança – assim como reconquistar os inúmeros fãs – e poder trabalhar com maior tranquilidade uma eventual vitória. Não acho que Dale Jr tenha chances de ser campeão, entretanto, o que ele fez nas primeiras oito etapas é digno de elogios. Quanto a vitórias, ainda é cedo para dizer alguma coisa, mas o fim do jejum já esteve mais distante.

A próxima etapa da Sprint Cup é daqui 15 dias em Richmond, onde a equipe de Joe Gibbs sempre anda muito bem. Além deles, a Hendrick deve conseguir um bom resultado, fora que nunca é bom descartar Kevin Harvick. Antes disso, os brasileiros voltam à Nashville nesse final de semana de Páscoa. Eles não têm chances de vencer a corrida, mas precisam de bons resultados.