Dias difíceis para Kyle Busch

Kyle Busch
O estado do carro de Kyle Busch depois da prova de Talladega não é o que pode ser chamado de inteiro

Nos últimos anos, Kyle Busch se notabilizou por vencer com extrema facilidade as corridas da Nascar Nationwide Series. O domínio do piloto foi justificado por uma combinação de talento do piloto, equipamento muito superior e certa dosa de oportunismo ao competir contra garotos em início de carreira e por pilotos da Sprint que lutavam pelo título da categoria de acesso – e estavam pensando em pontos e não somente em vitória.

A verdade é que esse domínio deixou a categoria chatíssima e proporcionou péssimas corridas nos últimos anos, culminando na etapa de Phoenix no início de 2011 quando Busch liderou apenas 150 das 150 voltas da prova.

No entanto, a partir daí, a vida do piloto se complicou. Em Las Vegas e no Texas, vitórias para Mark Martin e Carl Edwards, respectivamente. Em Bristol, por outro lado, o domínio foi de Busch, mas vale ressaltar que o piloto do carro número 18 é especialista nessa pista curta localizada no estado do Tennessee.

Nas outras duas corridas, Kyle Busch precisou mostrar que o domínio estabelecido nos últimos anos não foi por acaso e teve todos os méritos de piloto e equipe, sim.

Em Auto Club, o carro número 18 liderou apenas 18 voltas. Sendo que nas primeiras 133 voltas, foi o primeiro apenas em uma. A equipe de Joe Gibbs, na ocasião, precisou forçar uma estratégia de boxes muito agressiva ao retardar ao máximo o momento da parada para que o piloto pudesse fazer uma rápida troca de dois pneus somente, além do reabastecimento, e conseguir voltar na frente, mesmo com um carro muito mais lento que os demais pilotos. A tática deu certo e Busch venceu.

Em Talladega, o carro de Joe Gibbs foi um dos muitos envolvidos no acidente da volta 88, quando 21 carros – uns mais, outros menos – bateram em uma lambança causada por Elliott Sadler e Jamie McMurray. Mesmo com a batida, o piloto continuou na prova e encontrou o parceiro de equipe Joey Logano na última relargada. A parceria entre os dois deu certo e o carro 20 levou o companheiro para a vitória.

Busch ainda deu sorte de a bandeira amarela final ter sido acionada no momento em que estava na liderança, já que Logano deveria tentar a ultrapassagem dentro do tri-oval caso a corrida, de fato, chegasse à bandeirada.

As últimas atuações de Busch serviram para calar quem alegava que o forte desempenho do piloto acontecia somente por conta do equipamento da Toyota ser superior ao dos rivais. No entanto, o domínio de Joe Gibbs, seja por força do equipamento seja por táticas geniais no final, a verdade é que o campeonato continua uma chatice ainda dominado pelos pilotos da Sprint Cup.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s