Nascar no Texas: a volta da Ford

Matt Kenseth e Clint Bowyer
A ultrapassagem de Matt Kenseth em Clint Bowyer foi o momento chave da corrida

Depois de falar aqui neste espaço, nas duas últimas semanas, que as corridas da Nascar estavam sendo boas para os comentaristas, aconteceu a etapa do Texas. Nela, a Ford ressurgiu e todo mundo que apostava nos favoritos de sempre se deu mal porque eles não foram bem. Aí a história mudou. Hoje os comentários são de que Carl Edwards é a principal ameaça a Jimmie Johnson no inédito hexacampeonato.

Só que por enquanto, ele não é. É verdade que as equipes da Ford têm um carro bom e um motor mais econômico que os das demais equipes. No entanto, o equipamento está funcionando apenas nos ovais intermediários, de 1,5 milha. Como prova disso, em Las Vegas, Edwards ficou com a vitória e agora foi a vez de Matt Kenseth.

Aliás, para vocês verem que eu não entendo nada de Nascar. Semana passada até brinquei com um amigo que a Ford realmente ia ser o equipamento dominante no Texas e que a vitória deveria ficar com a equipe de Jack Roush. Mas alertei que não seria Kenseth o vencedor, porque ele tem uma aversão muito grande a ganhar corridas. (Vai entender). Resultado: ele ganha, e eu fico com essa cara agora. Aliás, se você não viu a corrida, basta clicar aqui e ler a história completa com uma qualidade única e brilhante.

Voltando ao campeonato, nas últimas quatro corridas a Ford não foi bem em três: Bristol, Auto Club e Martinsville, que são traçados bem diferentes de 1,5 milha do Texas. Só que esses chamados ovais intermediários são maioria no Chase e é nisso que se baseia quem aposta que Carl Edwards possa ter uma chance de ser campeão.

 

Matt Kenseth
Matt Kenseth deu a impressão de estar passeando no Texas Motor Speedway

Só que isso não é suficiente. Tomando por base o campeonato passado, nas últimas dez provas, Jimmie Johnson venceu uma, conquistou 7 TOP 5 e 9 TOP 10. Denny Hamlin, o vice, venceu duas vezes, mais 4 TOP 5 e 7 TOP 10. Já Kevin Harvick, o terceiro, conseguiu 5 TOP 5 e 9 TOP 10. Percebeu que para levantar a taça no final não pode ter um carro ruim em nenhum tipo de pista?

Claro que é cedo para falar qualquer coisa, a Ford vai ter o ano todo para melhorar o equipamento e tentar lutar por vitórias também nos ovais curtos, mas por enquanto, ao que me parece, eles estão fortes para os intermediários e só. Pior para eles, já que salvo as etapas de Atlanta, do Kentucky, de Charlotte e do Kansas, a categoria não corre mais nesse tipo de pista até o Chase.

Para continuar falando mal dos pilotos, mais uma vez Tony Stewart fez uma bobagem ao ser pego por excesso de velocidade nos boxes e jogou uma corrida fora. Em Phoenix, para quem não lembra, já havia acontecido isso – quando o carro número 14 era o dominante – e agora mais uma vez se repete. Engraçado é que na semana passada Jimmie Johsnon foi punido pelo mesmo motivo, esbravejou no Twitter, mas foi obrigado a pedir desculpas. Parece que os pilotos estão percebendo que esse tipo de erro custa a corrida deles – e eventuais chances de título – e não tem quem culpar a não ser si próprios. Por isso ficam tão irritados.

Outro ponto interessante da corrida do Texas foi ver a equipe de Richard Childress novamente muito forte. No início do ano o dirigente já havia declarado que entrava em 2011 visando ao título, mas houve quem interpretasse como essa atitude como arrogância, principalmente depois de três provas muito fracas no início do campeonato. Agora, com Kevin Harvick tendo vencido duas e Clint Bowyer terminando em segundo (e obrigando a Kenseth a trabalhar no final) parece que o time voltou à boa forma e já começa a se consolidar como a principal força anti-hexacampeonato de Johnson, no momento.

 

Denny Hamlin
Denny Hamlin não fez nada de relevante. De novo. Mas eu acho o carro bem bonito

A próxima etapa é em Talladega e devemos ter a volta daquele sistema de parceria que imperou em Daytona. Se a Nascar não fizer nada, a chave para a vitória vai ser saber empurrar o carro da frente sem superaquecer o motor. Só que ao contrário da abertura do campeonato, que é uma pista simétrica, a linha de chegada em Talladega fica no fim do tri-oval, então dá tempo do carro de trás ultrapassar o da frente antes de receber a bandeirada. O que abre um leque maior de estratégias.

Se nada de anormal acontecer, os favoritos nesse tipo de pista – Harvick, Dale Jr, Kurt Busch, Jamie McMurray, Clint Bowyer, Brad Keselowski – devem brigar pela vitória. Acho que Earnhardt Jr e Paul Menard estão em momentos especiais do campeonato e por isso até podem ser chamados de favoritos, mas vou manter a minha aposta (furada) de Daytona. O vencedor será Clint Bowyer.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s