A presença de Davide Rigon na Ferrari surpreende

Davide Rigon
Davide Rigon já teve a oportunidade de testar a Ferrari em algumas oportunidades, incluindo o modelo de 2011, que não é o da foto

Davide Rigon não é o nome mais conhecido para quem tem automobilismo como sinônimo de ver a F1 apenas aos domingos de manhã. Mas o italiano de apenas 24 anos está causando certo desconforto entre os defensores do tradicional caminho para a F1 passando por GP3 ou F3 e GP2.

Isso porque o piloto não conseguiu alcançar o sucesso correndo nas categorias menores. Foram duas passagens pela F3 Italiana – ambas fracassadas – e um 2009 tão ruim quanto, na GP2, quando terminou em 22º lugar ao somar apenas três pontos.

Essa série de fracassos, no geral, serviria para acabar com a carreira de qualquer piloto, forçando-o a optar por categorias menores em âmbito regional, como o DTM ou a Stock Car. Só que esse não foi o caso de Rigon. O italiano é um dos três homens na Terra a ter piloto a Ferrari 150º Italia. Os outros dois são Fernando Alonso e Felipe Massa.

Rigon não ganhou a chance de pilotar o carro da equipe de Maranello como premiação por algum triunfo ou apenas uma forma de o time proteger os pilotos nascidos na Velha Bota. Na realidade, desde o início do ano Davide Rigon é um dos pilotos de testes da Ferrari, embora não tenha um cargo direto com a equipe de F1.

O reconhecimento ao piloto aconteceu pelos seguidos títulos nas últimas temporadas. Longe das badaladas categorias de Bruno Michel, Davide Rigon apareceu para o mundo, em 2007, ao conquistar a F3000 Italiana, que atualmente á a AutoGP. Só que o italiano acabou vendo os brasileiros Diego Nunes e Luiz Razia fazendo a transição para a GP2, enquanto ele próprio ficou sem onde correr.

Davide Rigon
Davide Rigon na apresentação da Ferrari. Ele é o terceiro da esquerda para a direita. Ao lado de Fisichella, com Alonso e Stefano Domenicalli próximos

A solução encontrada foi pilotar na então novata F-Superleague, pelo desconhecido Beijing Guoan. Apesar de o futebol chinês não ser essa potência toda, Rigon acabou o ano como campeão. Longe da Superleague, no ano seguinte, o piloto amargou a já citada fraca temporada na GP2. Em 2010, agora pelo Anderlecht, retornou ao campeonato disputado pelas equipes de futebol e saiu-se com o bicampeonato.

Enquanto isso, Rigon se colocou sempre entre os primeiros entre os testes de inverno que fazia em categorias menores, como a própria GP2, a AutoGP e World Series.

Sem dinheiro para financiar mais uma temporada de incertezas nos campeonatos de acesso à F1, Rigon aposta em chegar à categoria principal trabalhando pela Ferrari. Claro que correr pela equipe de Maranello é um sonho muito distante, afinal, ele estaria atrás de Jules Bianchi, Sergio Pérez e Giancarlo Fisichella, citando apenas os que têm contrato com a Scuderia.

No entanto, Rigon pode se inspirar em exemplos como Olivier Panis, Ricardo Zonta, Alex Wurz e Pedro de La Rosa, que descolaram uma vaguinha em times menores depois de passar alguns anos da carreira testando pelos grandes times.

A diferença, no entanto, é que anos atrás de fato havia testes durante a temporada. Agora, a tarefa de Rigon praticamente é usufruir do simulador e testar versões anteriores modificadas, porém, do carro da Ferrari. Aliás, é por isso mesmo que o fato de Davide já ter pilotado o modelo de 2011 da equipe italiana na F1 é tão valorizado.

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