Respirando por aparelhos, a F3 Euro Series inicia 2011

Daniel Juncadella
Mesmo com 12 carros no grid, acho curioso o patrocínio de Daniel Juncadella: "visite o Casaquistão". Lembro do Borat essas horas

A F3 Euro Series começa neste final de semana para talvez a pior temporada da história. Quando apenas 13 carros alinharam para a disputa do título, no ano passado, acreditavam que a categoria tinha chegado ao fundo do poço. Com apenas 12 inscritos esse ano, a situação não poderia ser pior.

A situação é bastante crítica, visto que a direção da categoria fez de tudo em 2010 para que o atual campeonato não fosse tão fraco quanto o anterior. Entretanto, nada deu certo. A ART Grand Prix, por exemplo, foi uma das pioneiras em tentar formar uma união entre os times para fortalecer o certame e evitar uma debandada ainda maior. Só que o time francês também foi o primeiro a pular fora depois de ter sido vencido facilmente pela Signature.

Com o grid encolhendo e a ameaça das grandes equipes irem para a F3 Inglesa, os times fecharam um pacto para tentarem inscrever três carros cada, além de as rodadas passarem a ser triplas em etapas que não sejam necessariamente preliminares do DTM.

Essas alterações trouxeram o interesse da Performance e da HS Technik, duas das principais equipes da F3 Alemã. No entanto, os dois times acabaram desistindo de se juntar ao certame europeu devido ao alto custo da temporada 2011 e pelas mudanças que são prometidas para 2012. Assim, não faria sentido gastar dinheiro agora para formar um time e ter que gastar novamente com o novo regulamento do ano que vem.

O resultado, evidentemente, é o grid enxuto de 2011. Se a Signature, por sua vez, inscreve quatro carro, Mücke e Prema têm apenas dois, além de três da Motorpark e um da novata STAR.

Daniel Abt
Daniel Abt é um dos poucos bons nomes em 2011. Entretanto, o alemão decepcionou na pré-temporada

Entretanto, os escolhidos para essas vagas deixam um pouco a desejar. Ainda que nomes como Daniel Abt e Felix Rosenqvist, sensações da última temporada da F3 Alemã, e Roberto Merhi estejam presentes, o restante do grid é preenchido pelos pouco conhecidos Marco Wittmann, Jimmy Eriksson, Kimiya Sato, Gianmarco Raimondo e Kuba Giermaziak.

A Signature, de Abt, Wittmann, Carlos Muñoz e Laurens Vanthoor é a favorita para conquistar o campeonato. Eu apostaria em Abt, mas ele não foi bem na pré-temporada. A lógica, então, coloca Vanthoor como principal piloto, afinal o belga está entrando no quarto (!) ano na F3.

A desafiante deve ser a Prema, de Merhi e Daniel Juncadella. Enquanto o primeiro entra no terceiro ano na categoria e deve ser a principal ameaça a Vanthoor, o outro é um segundanista, que impressionou na estreia, embora tenha sido excessivamente incostante. No restante do grid, apenas Rosenqvist, da Mücke, merece citação pois pode surpreender.

Apesar de não acreditar em determinismo nessas horas, a F3 Euro Series realmente parece ter sido morta pela criação da GP3. A organização da categoria mais antiga ignorou o fato de que os custos estavam se tornando muito elevados e a competitividade diminuía. Fora que fazer preliminar da DTM em algumas pistas alemãs não era exatamente o que os pilotos esperavam para o desenvolvimento.

Ver a categoria nessa situação é uma pena. Sendo que em 2005 – em próximos seis anos atrás – o certame contava com nomes como Lewis Hamilton, Adrian Sutil, Loic Duval, Giedo Van der Garde, Lucas Di Grassi, Paul Di Resta, Sebastian Vettel, Esteban Guerrieri, entre outros.

2 comentários sobre “Respirando por aparelhos, a F3 Euro Series inicia 2011

  1. Ou seja, os campeonatos de fórmula pelo mundo estão de mal a pior.
    As categorias que que tentam ser premium não andam lá muito bem: Indy, Superleaugue, A1GP (faliu).
    As de base tem problemas de custos…
    E a F1 tem dinheiro suficiente para sobreviver aos idiotas (no espírito da entrevista do Eike)
    Vai mal, muito mal, o querido automobilismo de fórmulas.

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  2. Há, que foda! Uzbequistão envolvido com a Hispania, Cazaquistão envolvido com a F3… ainda verei um GP no Quirguistão.

    Sou entusiasta da Ásia Central e suas esquisitices.

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