Reservas da Lotus Renault
Jan Charouz, Bruno Senna, Romain Grosjean e Ho-Pin Tung fazem parte do time de reservas da Lotus Renault na F1 2011

A Team Lotus anunciou nessa terça-feira, dia 22, a contratação de Karun Chandhok para o cargo de piloto reserva da equipe. Agora, o time malaio assumiu de forma isolada a segunda colocação entre equipes com mais pilotos de testes, com um a menos que a ‘vencedora’ Lotus Renault.

Juntando o ‘banco de reserva’, por assim dizer, dessas duas escuderias, encontramos nada menos que nove pilotos: Bruno Senna, Romain Grosjean, Fairuz Fauzy, Ho-Pin Tung, Jan Charouz, Karun Chandhok, Luiz Razia, Davide Valsecchi e Ricardo Teixeira. É quase um time inteiro de futebol. Aliás, se acrescentarmos Nick Heidfeld, que só foi confirmado às vésperas da temporada por conta do acidente de Robert Kubica, e Nicolas Prost, que irá fazer algumas exibições com a Renault, fechamos os 11 que vão a campo.

De certa forma, pode parecer exagero times com tantos pilotos de testes em uma época em que treinar é algo totalmente restrito. Mas a realidade é que isso não é nada fora do comum.

 

Pilotos da Air Asia
A Team Lotus também tem pilotos reservas, que trabalham na Air Asia nas horas vagas. O Luiz Razia (não) é o segundo da esquerda para direita

As equipes menores, como é o caso do Team Lotus, têm dificuldades em fechar o orçamento todos os anos. Ter pilotos pagantes em funções secundárias passou a ser uma das formas encontradas pela equipe para angariar recursos. Enquanto Jarno Trulli e Heikki Kovalainen comandam a maior parte dos treinamentos, Razia, Valsecchi, Chandhok e Teixeira vão se revezar na pilotagem de um dos carros no primeiro treino livre das sextas-feiras de GP. Claro que para isso desembolsam uma boa grana.

Ano passado, não foi somente a Team Lotus que deu oportunidades a pilotos de testes em troca de umas moedinhas a mais, a Virgin testou Jérôme D’Ambrosio depois de o belga esquentar o banco. Em 2011, o garoto acabou contratado.

No caso da Lotus Renault, praticamente todos os integrantes do programa para jovens pilotos da escuderia estão representados como reservas. Se adicionarmos os nomes de Jean-Eric Vergne, Daniil Kyvat e Carlos Sainz Jr na Red Bull, o total de pilotos de testes da atual campeã passa a ser praticamente o mesmo das Lotus.

A Ferrari, então, é dona do maior absurdo, digamos assim. Além de oficialmente ter Jules Bianchi como piloto reserva, o time ainda conta com Giancarlo Fisichella e Marc Gené na função de terceiro (quarto, ou quinto) piloto. Além disso, no site da Scuderia, eles ainda afirmam que Davide Rigon e Andrea Piccini também são prestadores de serviço e podem pilotar o carro do time – independente de que categoria for (vale lembrar dos GTs) – quando forem solicitados. Fora isso, ainda tem o Ferrari Driver Academy, com a presença de seis outros jovens.

No lado oposto das longas escalações de reservas, uma equipe que tem apenas um piloto de testes não quer dizer que esse escolhido tenha vantagens. Por exemplo, pergunte ao Valtteri Bottas quantas vezes já pilotou o carro da Williams. Zero. A situação não é diferente da que o já citado Heidfeld viveu na Mercedes o ano passado.

Então, qual vantagem tem esse bando de pilotos que se acumulam na vaga de reserva, gastando dinheiro sem uma garantia de futuro? O fato é que os atuais planteis das equipes não vão durar para sempre. Quando eles precisarem ser renovados, qual equipe irá negar um jovem endinheirado e com boa experiência na F1? É um ganhar e ganhar, nos moldes da nova época da categoria.