Phoenix International Raceway
A corrida do domingo foi tão boa, que decidiram destruir a pista para preservar a memória do evento. Ok, não é isso, é so o novo recapeamento

A segunda etapa da Nascar Sprint Cup Series, disputada neste domingo, dia 27, em Phoenix, enfim pode servir como parâmetro para a nova temporada. Afinal, apesar de a corrida em Daytona ter sido bastante movimentada, as provas em super-ovais, com características únicas, são mínimas ao longo do ano (4 em 36 etapas).

Mas antes de falar da corrida em si, hora de relembrar Daytona. Isso porque Trevor Bayne, o vencedor da etapa de abertura, não fez uma boa corrida no oval do Arizona e abandonou depois de rodar sozinho e acertar o muro.

Só que o erro do piloto gerou comentário por aí como “Trevor Bayne sentiu a pressão” ou “começou a amarelar”. Puro exagero. Apesar de ele ter sim vencido a Daytona 500 semana passada, ainda estava fazendo apenas a terceira corrida da carreira na categoria. Possivelmente, de todo o grid, ele era o participante com menor experiência na Sprint Cup. Além disso, o oval de Phoenix é bastante complicado por ser um tri-oval verdadeiro, com três curvas.

Durante todo o final de semana foi possível ver que Bayne não se adaptou à pista. Bateu o carro da Sprint nos treinos, foi pro muro na corrida da Nationwide – quando estava no TOP 10 – e se acidentou novamente na corrida da Cup. Só que vale ressaltar que ele não foi o único a bater no final de semana.

 

Trevor Bayne em Phoenix
Trevor Bayne deixou para bater na hora certa: fora da Daytona 500

Outro fator importante é o estado físico de Trevor Bayne. Enquanto os demais pilotos puderam descansar um dia ou outro depois da 500, o novato não pôde. Ele praticamente voou de compromisso midiático em compromisso por conta da conquista. Chegou exausto à pista na quinta-feira e ainda teria uma série de entrevistas entre os treinos. Nessa situação é quase impossível exigir de um novato estar focado 100% em uma prova longa de 500 km.

Por isso, para alguém que só correu três vezes na carreira na Sprint e já tem uma Daytona 500 no currículo, Bayne ainda tem crédito e é muito cedo para falar em amarelar.

Voltando agora à prova em si, ficou claro que alguns dos usuais suspeitos da pré-temporada confirmaram o favoritismo. Carl Edwards novamente esteve forte e só deixou a corrida por conta de um acidente com Kyle Busch, que foi o grande nome do final de semana ao vencer na Truck e na Nationzzzzzzzzzzwide, além do segundo lugar no domingo.

Como já era esperado, a Hendrick parece mais uma vez ser a equipe a ser batida. Jeff Gordon fez uma prova sem erros e mereceu a vitória, enquanto Jimmie Johnson apostou na consistência para terminar em terceiro.

 

Kyle Busch e Jeff Gordon
O duelo entre Kyle Busch e Jeff Gordon, faltando oito voltas para o final, foi definido por um toque dado pelo tetracampeão

Quanto ao toque de Jeff Gordon em Kyle Busch nas voltas finais, não há margem para reclamação. É assim que se corre em pistas curtas, como a de Phoenix. Os grandes nomes da Nascar cansaram de ultrapassar desse jeito, com pequenos toques, então não tem cabimento qualquer pedido por punição ou troco.

Além dos quatro já citados, Kurt Busch, Tony Stewart e Kevin Harvick fizeram boas corridas. Principalmente o último, que mesmo depois de dois acidentes mostrou a constância de 2010 ao terminar em quarto lugar. Destaque também para a nona colocação de AJ Allmendinger.

Por outro lado, Clint Bowyer, Jamie McMurray, Jeff Burton e Greg Biffle seguem decepcionando. Depois de se envolverem em acidentes em Daytona, também tiveram dias difíceis em Phoenix.

A próxima etapa agora é em Las Vegas. Em uma pista de 1,5 milha – tradicional na Nascar – será ainda mais fácil ver quem está em condições de brigar pela ponta da tabela. Um aviso a todos: cuidado com a curva 4, traiçoeiríssima.

P.S.: Para ler a história da corrida de Phoenix, escrita por mim, basta clicar aqui.