F-Future
Depois de colocar menos de dez carros no grid em 2010, a F-Future parece ter continuidade

Quando a gente pensa em um lugar para achar novos talentos brasileiros no automobilismo, certamente o primeiro lugar que vem à cabeça é a F-Future. (Tá, vamos falar a verdade, não é esse o lugar em que pensamos, mas para o bem ou para o mal ela existe, tem alguma importância e é o assunto do post de hoje).

Ao contrário de muita gente por aí, não tenho uma visão tão pessimista sobre a categoria criada por Felipe Massa. Embora o grid de 2010 tenha sido minúsculo – com menos de dez pilotos alinhando -, ela teve alguma importância ao revelar uma meia dúzia de pilotos brasileiros, entre eles Nicolas Costa, que vai correr na F-Abarth e faz parte do Ferrari Driver Academy.

Para seguir com essa renovação no automobilismo brasileiro, a F-Future promoveu nesta quarta-feira, dia 9, – e continuou na quinta-feira também – os primeiros treinos coletivos da pré-temporada 2011. Ao todo, sete pilotos novatos participaram das atividades.

Nesta quarta-feira, Victor Franzoni, Eduardo Banzoli, Ricardo Landucci e Guilherme Sala foram à pista de Interlagos, enquanto amanhã será a vez de Felipe Donato, Lucas Gohr e Raphael Reis.

Sobre o grupo, pouco posso dizer, já que não acompanho o kart. Entre eles, Sala teve uma breve participação na F3 Sudamericana, no final de 2010, e Franzoni é o atual campeão brasileiro de kart – o que lhe garantiu uma bolsa-subsídio com 70% da temporada da F-Future paga – e já teve passagens pela Itália, onde disputou o campeonato de inverno da F-Abarth, vencido por Nicolas Costa.

 

Felipe Donato
Entre os novatos a testar, Felipe Donato é o principal nome

Outro nome importante é o de Felipe Donato, que também no kart acumula alguns títulos importantes, entre eles um vencido no Velopark, que eu não vou lembrar se foi o sul-americano, o pan-americano ou o sul-brasileiro. Ainda assim, Donato faz parte da geração mais importante do automobilismo brasileiro, a chamada ‘Geração Felipe’, que conta com Felipe Massa, Felipe Nasr, Pipo Derani, Felipe Fraga, Felipes Appezatto entre outros. Afinal, todo mundo sabe que os Felipe têm carreira de sucesso no mundo do automobilismo. (ok, desconsiderem essa parte).

Com alguns nomes importantes do kartismo brasileiro, parece que a F-Future vai ter continuidade, ainda que o número de participantes esteja bem abaixo do que podemos considerar de um grid aceitável. Como dos oito (?) competidores de 2010, apenas Nicolas Costa já anunciou o que vai fazer este ano – e João Jardim negocia com a F3 daqui – alguns segundanistas podem retornar à categoria aumentando a consistência do grid.

Levando em conta que da turma de 2010, gente como Appezatto, Johilton Pavlak, John Louis e Francisco Alfaya ainda não anunciou os planos para esse ano, então existe a possibilidade de eles fazerem parte do grid. O que seria bastante positivo, já que vão poder adquirir experiência e ainda servir de parâmetro para os novatos.

Para finalizar, alguns dos principais nomes do kart estão fora dessa lista e, até agora, não se manifestaram sobre os planos para 2011. Esse pessoal que já está com 15 anos precisa se decidir logo sobre a transição para o monoposto pois a carreira para a F1 é muito rápida, seria legal que não tomassem a mesma decisão que o John Louis teve na temporada passada ao optar por perder alguns treinos livres e uma corrida da F-Future para participar de uma competição de kart. Seat time é imporante, ainda mais no início de carreira e deveria ser levado mais a sério.