GP2 2011: muito piloto para pouca vaga

Romain Grosjean
Romain Grosjean é um dos pilotos com vaga garantida na GP2 em 2010

A temporada 2011 da GP2 Asia começa no próximo dia 11, em Abu Dhabi. Ao contrário dos últimos anos, quando não tinha lá muita importância, o próximo campeonato da versão asiática da categoria de acesso à F1 será crucial pois vai ser a primeira vez em que os pilotos vão ter contato com o novo carro fabricado pela Dallara, que também passará a ser utilizado no certame principal.

Por isso, os times estão se apressando para confirmar o nome daqueles que não só irão competir no campeonato asiático como também vão usar este torneio como preparação para o europeu.

Até o momento, supostamente ainda restam dez vagas no grid de largada: uma na Rapax, outra na Trident e duas na Racing Engineering, Carlin, Air Asia e Ocean.

Só que apesar de ser um número considerável de vagas – sendo algumas muito boas – a oferta de pilotos procurando lugar para correr é muito maior. Considerando só quem disputou a última rodada de 2010, Dani Clos, Oliver Turvey, Davide Valsechhi, Luiz Razia, Adrian Zaugg, Rodolfo González, Max Chilton, Brendon Hartley, Ho Pin Tung, Fabrizio Crestani e Federico Leo estão sem participação garantida.

Claro que cada caso é um caso. Chilton, por exemplo, dificilmente ficará de fora, já que o pai do piloto é um dos sócios da equipe Carlin. Tung, por sua vez, negocia uma estreia na Indy pela FAZZT, de Alex Tagliani. Valsecchi foi descartado pela Hispania e deve ficar de fora da categoria assim como os compatriotas Leo e Crestani. Zaugg é outro que não deve retornar para um trocentésimo ano. De resto, os patrocinadorez de Gonzáles dificilmente o deixarão longe da GP2. E é bem provável que Razia e Hartley logo sejam confirmados. Por último, Turvey sofre sem dinheiro e os demais nada anunciaram.

Alexander Rossi
Alexander Rossi é um que, surpreendentemente está sem vaga até agora

Ainda em relação às dez vagas restantes, também disputam os pilotos que correram na categoria no ano passado, mas não foram à Abu Dhabi para a corrida final. Aí entram Álvaro Parente, Vladimir Arabadzhiev, Alberto Valério, Edoardo Piscopo e Christian Vietoris. Destes, seria uma zebra muito grande o alemão ficar de fora. Embora ele fosse dado como certo em uma vaga na DAMS – o que não aconteceu –, não seria improvável imaginar a renovação de contrato com a Racing Engineering, onde competira anteriormente. Outro que não seria surpresa se retornasse à categoria é Álvaro Parente. Ou na Ocean, ou na Carlin.

Por fim, ainda tem os campeões das categorias como a F3, que buscam o pulo para a GP2. Da World Series by Renault, o campeão Mikhail Aleshin sondou a F1, mas negocia com a Carlin para o campeonato de acesso. Nathanael Berthon conversou com DAMS e ART e parece que também vai ficar de fora.

Da GP3, surpreendentemente, Robert Wickens ainda não revelou onde vai correr depois de ser apontado como favorito a uma vaga na iSport. Rio Haryanto mantinha conversas com a Arden, enquanto Roberto Merhi, com a Addax. Nada evoluiu. Outro que apareceu na mídia recentemente, mas apenas para ser anunciado como finalista do programa de jovens pilotos da FIA é Alexander Rossi, mas esse deve ficar com uma das dez vagas finais. Das F3, a maior zebra parece ser Edoardo Mortara tendo que ir para o DTM depois do título na Euro Series.

Com dez vagas restando, o relógio parece andar mais rápido para gente como Robert Wickens, Alexander Rossi, Luiz Razia, Christian Vietoris, Oliver Turvey, Álvaro Parente, Rio Haryanto e Brendon Hartley, além dos brasileiros Adriano Buzaid e Rafael Suzuki. Apesar de nenhum destes dez terem reais garantias de participação na categoria, são os meus preferidos para as vagas restantes. Afinal, tudo o que queremos ver é que, depois de boas disputas, a GP2 possa revelar gente interessante para a F1.

Para acompanhar de forma atualizada como está a situação das vagas na GP2 basta clicar aqui.

Um comentário sobre “GP2 2011: muito piloto para pouca vaga

  1. A Ocean tem contrato com o Antônio Félix da Costa. A segunda vaga poderia ficar com o Álvaro Parente ou com o Alexander Rossi, que já passaram por lá.

    Não duvido da permanência do Razia na Rapaz, já que ainda tem um pessoal brasileiro por lá. E não seria tão ruim, já que bater o Leimer é bem mais fácil do que bater o Maldonado, com quatro anos de GP2 e costas quentes chavistas.

    Oliver Turvey tá sem dinheiro, já que o RSF desistiu de patrociná-lo. Na melhor das hipóteses, ele vai pra uma categoria menor e mais barata. Na pior, fim de uma promissora carreira.

    O Gonzalez já foi anunciado na Trident (achava que o Omar Leal pegaria a vaga) e só restam seis vagas. Sinceramente? Não deve haver lá muitas surpresas aí. E as que vierem, seguindo o andar da carruagem, não deverão ser lá aquelas coisas.

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