Largada do F3 Brazil Open
Lucas Foresti só foi pressionado na largada de incríveis nove carros do F3 Brazil Open

Aproveitando que hoje, dia 25, é o aniversário da cidade de São Paulo, o assunto deste post é o F3 Brazil Open, disputado no último final de semana em Interlagos, e que fez parte das comemorações paulistanas.

Como já era esperado, conforme eu falei no post do preview do evento – clicando aqui –, o grid do Brazil Open não representou os 12 pilotos que haviam manifestado interesse em disputar o torneio. Na realidade, a competição contou com apenas nove participantes, sendo que dois deles eram da categoria Light.

Ainda assim, a expectativa pelo duelo entre Lucas Foresti, Yann Cunha e Pipo Derani – todos da F3 Inglesa – continuava a existir. Porém, de certa forma, a briga nunca existiu. Cunha teve problemas em duas corridas, que o forçaram a largar apenas no sexto posto na corrida final. Já Derani demorou a se adaptar ao equipamento usado aqui na América do Sul. Tanto é que ele fez apenas o sexto tempo no treino classificatório. Nas corridas da primeira fase, o desempenho melhorou e o piloto da Hitech finalizou duas vezes em terceiro.

Alheio aos problemas dos adversários estava Foresti. Depois de ter acertado com a Fortec para a disputa da F3 Inglesa, o brasiliense dominava todas as atividades em Interlagos. O piloto da Cesário chegou à corrida decisiva invicto e beneficiado pelo toque entre os dois principais rivais na prova anterior. Por conta do acidente, Cunha e Derani foram obrigados a largar no fim do grid, o que não significou muita coisa com apenas nove carros correndo.

 

Pipo Derani e Yann Cunha
Pipo Derani (carro azul e prata) e Yann Cunha (preto e laranja) foram as atrações do F3 Open em termos de combatividade

Ao contrário do que acontecera ao longo do final de semana, Foresti teve problemas na corrida do domingo e quase permitiu que Yann Cunha o alcançasse. Como o rival largara apenas no sexto lugar, Lucas teve tempo para abrir uma vantagem que lhe permitisse, mesmo com as falhas mecânicas, garantir o título do evento. Cunha terminou em segundo e Victor Guerin, em terceiro. Pipo Derani abandonou.

O evento em si parece ter sido chatíssimo. Só nove carros competindo e um domínio de ponta a ponta de Foresti em todos os treinos e corridas. Os bons duelos ficaram na metade do pelotão, sempre com Yann Cunha e Pipo Derani tentando se recuperar de problemas anteriores. O primeiro até conseguiu fazer uma boa apresentação e garantir o vice-campeonato, mas os erros excessivos condenaram Derani, a quem eu apontei como favorito.

Apesar de todos os problemas, o ponto positivo do F3 Brazil Open foi ter trazido ao país uma prévia da temporada 2011 da F3 Inglesa. Afinal, ao lado de um monte de britânicos, Foresti, Cunha e Derani vão voltar a duelar ao longo do ano no certame inglês. Como acompanhar a F3 de lá não é algo tão comum aqui no Brasil, foi interessante essa proximidade entre pilotos e torcida. Não seria bizarro pensar que serviu para que esses jovens se apresentassem aos brasileiros e dissessem “ei, sou eu que vou competir fora do país em 2011 carregando as cores do Brasil. Torçam por mim.”

O ponto negativo fica por conta da falta de novos nomes no automobilismo local. Ainda que tivemos a participação de João Jardim, Bruno Bonifácio e Guilherme Silva, nenhum dos três teve um desempenho destacado. Muito pelo contrário. Ainda com a saída de Yann Cunha para o campeonato inglês, parece que a F3 Sudamericana vai ter mais um ano sofrível.