Kevin Harvick
Diferente de Kevin Harvick, em 2006, pilotos da Sprint Cup não vão mais poder conquistar o cameponato da Nationwide

Já não era novidade para ninguém, afinal os próprios pilotos não aguentaram segurar a informação, mas a Nascar aproveitou os testes de pré-temporada para confirmar que a partir de 2011, quando forem tirar a licença para competir na categoria, os pilotos terão que escolher em qual divisão irão somar pontos.

A nova medida serviu para acabar com o domínio dos pilotos da Sprint Cup na Nationwide Series pois, desde 2006, o campeão da divisão de acesso já era alguém estabelecido na categoria principal. Nesse tempo, Kevin Harvick, Carl Edwards, Clint Bowyer, Kyle Busch e Brad Keselowski levantaram o caneco. Desses, apenas Harvick já havia sido campeão anteriormente, quando ainda dava os primeiros passos na Cup, em 2001. Para entender melhor a regra, eu fiz um post um tempo atrás, bastando clicar aqui para ler.

A Nascar ainda explicou como as novas regras vão afetar o campeonato de donos de equipes. A partir de agora, tanto a pontuação final de uma corrida quanto o prêmio em dinheiro serão dados aos donos dos carros e não mais aos pilotos. Em termos práticos, isso significa que nada mudou nesses termos e os pilotos da Sprint Cup vão continuar competindo na Nationwide e somando pontos para os times em que competem.

Carl Edwards
Carl Edwards vai poder continuar comemorando as vitórias, mas não poderá ser campeão mesmo competindo toda a temporada

Porém, na hora de montar a classificação para definir o piloto campeão, todos aqueles que optaram por competir em outra divisão não vão pontuar. Assim, mesmo que Kyle Busch vença novamente 13 corridas na Nationwide, terminará o ano com 0 pontos. Entretanto, isso não vai mudar a pontuação de cada corrida. Em Daytona, por exemplo, se Busch vencer, não soma pontos. Levando em conta que o TOP5 seja formado por Tony Stewart, Clint Bowyer, Joey Logano e Trevor Bayne, o líder do campeonato será justamente Bayne, já que é o único que não escolheu participar da divisão principal.

O piloto da Roush, no entanto, não vai receber o total de pontos pela vitória, pois ele não ganhou a corrida. Vai somar o correspondente ao quinto lugar, assim como Jack Roush, o dono do carro em que ele compete. Ficou claro?

Se aplicarmos esse critério de pontuação a 2010, muito possivelmente Brad Keselowski teria sido o campeão ainda que competisse em tempo integral na Sprint Cup. Acredito que ele teria se inscrito na Nationwide para ganhar o título enquanto acumulava experiência na divisão principal. Como isso é apenas opinião minha, ele será descartado dos cálculos.

Justin Allgaier
Se as novas regras valessem em 2010, Justin Allgaier teria sido o campeão

Sem os pilotos da Sprint Cup, Justin Allgaier, que na temporada passada terminou 960 pontos atrás do companheiro de equipe, teria sido o campeão. O vice seria Trevor Bayne, com distantes 638 pontos do piloto da Penske. Jason Leffler, Steve Wallace e Brendan Gaughan completariam os cinco primeiros.

Se levarmos em conta o critério de vitórias durante o ano, os números são ainda piores. Apenas Allgaier e Boris Said, que não competem na Sprint Cup, triunfaram em 2010. Ainda assim, Said iniciou a temporada correndo para a equipe Latitude 43 da Sprint, então, possivelmente, também não somaria os pontos pela vitória.

Outro aspecto que sofrerá mudança em 2011 será a própria pontuação. A ideia da Nascar é simplificar as coisas. O primeiro boato foi de que o vencedor de uma corrida vai passar a ganhar 43 pontos e o último 1. Assim, cada posição ganha vai representar um ponto a mais. Quem liderar uma volta deve ganhar mais um ponto, enquanto quem liderar o maior número recebe outro de bônus.

A ideia ainda e primitiva, mas não deve sofrer muitas alterações. Desde já, sou contra. Se existem reclamações de que na Nascar há pilotos que priorizam a constância e não a briga pela vitória, com uma diferença tão pequena de ponto entre uma colocação e outra, os finais de provas podem ficar mais mornos por conta de gente não se arriscando em ultrapassagens. Por mais que o sistema atual seja complexo, ele tem funcionado bem e é melhor que o proposto.