Os melhores de 2010

 

Sebastian Vettel
O ano de 2010 para Sebastian Vettel foi sensacional

O último post do ano no World of Motorsport não é bem uma retrospectiva. É mais uma daquelas listas que elege os melhores da temporada. Para isso, peguei os mesmos quesitos do site Driver Database e comento aqui não só me limitando aos pilotos selecionados por ele. Além disso, em todas as categorias também entra um prêmio – digamos assim – para o melhor brasileiro. Vamos aos eleitos!

Marc Marquez
O título de Marc Marquez nas 125cc foi tão surpreendente quanto brilhante

Revelação do ano: Marc Márquez. Esse eu considero uma surpresa. Quem acompanhou o blog ao longo do ano viu uma série de pilotos desconhecidos do grande público ganharem destaque por aqui. Seria fácil escolher um desses, mas o vencedor acabou sendo um que sequer foi citado por aqui.

Em 2010, o catalão foi campeão das 125cc da MotoGP vencendo dez das 17 etapas. O único detalhe é que ele jamais tinha vencido na carreira até então. Com apenas 17 anos, o título da categoria foi coroado com uma atuação épica na etapa de Portugal. O jovem piloto estava em segundo quando começou a chover e a prova foi interrompida. Na volta de aquecimento antes da nova formação do grid de largada, o piloto sofreu uma queda, danificando o equipamento.

A equipe correu para reparar a moto, mas não conseguiu devolver a tempo o piloto à segunda colocação na largada. Partindo dos boxes, o Márquez teria o equivalente a 16 minutos para alcançar o pelotão e ganhar o maior número de colocações possíveis. Marc ultrapassou somente todos os adversários e venceu a corrida fazendo aquela que foi a melhor atuação de um piloto em duas rodas no ano. Em 2011, o espanhol vai competir na Moto2 pelo time Monlau.

No Brasil: a revelação foi Nicolas Costa. Os títulos da F-Future e do torneio de inverno da F-Abarth apenas comprovam o talento do piloto além do sucesso da categoria criada por Felipe Massa.

Jimmie Johnson
Jimmie Johnson, pelo quinto ano seguido, não encontrou adversários na Nascar

Melhor piloto de categorias de turismo: Jimmie Johnson. Essa foi difícil. A atuação de Romain Dumas, Timo Bernhard e Mike Rockenfeller nas 24h de Le Mans foi incrível e, separados, obtiveram importantes conquistas ao longo do ano. Mas Jimmie Johnson foi além. O americano conquistou o pentacampeonato consecutivo da Nascar colocando de vez o nome na história da categoria.

Ao contrário das últimos três temporadas quando teve uma tarefa mais fácil, Johnson entrou nas corridas finais de 2011 em desvantagem. No meio da corrida do Texas – antepenúltima – a equipe decidiu substituir todos os mecânicos pelos do companheiro Jeff Gordon depois de erros consecutivos em paradas. A tática rendeu críticas do chefe de mecânicos de Denny Hamlin, então líder do campeonato. Para piorar, no final da prova o carro número 48 estava com uma desvantagem de 33 pontos na tabela.

Graças a táticas arriscadas nos boxes e a lambanças de Hamlin e da equipe do carro número 11, Johnson não só tirou a diferença como terminou o ano 39 pontos na frente do rival, selando o inédito pentacampeonato consecutivo.

No Brasil: Cacá Bueno. O piloto da Red Bull perdeu o título da Stock Car na corrida final somente por conta da regra dos descartes, ainda assim ficou com o vice-campeonato. De quebra, foi o campeão da temporada inaugural do Trofeo Línea. Augusto Farfus ganha menção honrosa nesse quesito pelo triunfo nas 24h de Nurburgring.

Rubens Barrichello e Felipe Fraga
É o da direita, caso não tenham percebido

Melhor kartista: Não conheço e não acompanho os europeus, então me restrinjo ao Brasil. Por aqui, o prêmio fica com Felipe Fraga. O garoto de Palmas, no Tocantins, fez uma temporada forte, mas sem títulos até a Copa do Brasil. Na competição disputada na própria capital tocantinense, o jovem conquistou o primeiro triunfo de relevância do ano – até onde a minha memória alcança. Em seguida, Felipe triunfou na Seletiva Petrobrás e garantiu os R$ 105 mil de premiação. Com 15 anos, o desafio agora é fazer a transição para os monopostos da forma menos traumática possível.

Mark Webber
Mark Webber não era considerado favorito ao título da F1, mas, se não fossem erros na Coreia do Sul e em Abu Dhabi, teria levado o campeonato

Surpresa do ano: Mark Webber. Se ninguém colocava o australiano como favorito ao campeonato da F1, o péssimo início de campeonato do piloto da Red Bull serviu apenas para provar que os críticos estavam certos. A partir do GP da Espanha, Webber calou a todos ao acumular nove pódios em 15 corridas, incluindo quatro vitórias. Erros nos GPs da Coreia do Sul e de Abu Dhabi, no entanto, custaram o título.

No Brasil: Gabriel Dias. Pilotando na F3 Inglesa, Gabriel venceu a desconfiança em relação à falta de resultados relevantes na carreira e terminou o campeonato na sexta colocação, superando facilmente o companheiro de equipe, o badalado William Buller, além de outros pilotos mais experientes. Eu ia colocar o JP de Oliveira como surpresa, mas acho que ele não precisa de mais esse título.

João Paulo de Oliveira
O título da F-Nippon, conquistado por JP de Oliveira, foi e maior relevância do Brasil, em 2010

Piloto de monopostos do ano: Sebastian Vettel. Todo mundo cansou de ouvir que ele não foi o melhor piloto da temporada da F1 por ter errado demais. Aí eu pergunto: que diferença faz? Com menos erros ele teria apenas somado mais pontos. Grande coisa. Ninguém lembra qual a maior vantagem de pontos da F1 ou quantas vezes alguém bateu. O que fica é o título e Sebastian Vettel o mereceu.

As atuações sólidas nas cinco últimas etapas – Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Abu Dhabi – coroaram o ano do alemão, que além do título provou a todos o amadurecimento durante a disputa da temporada.

No Brasil: João Paulo de Oliveira. Eu falei… Depois de uma temporada correndo apenas no SuperGT, em 2011, JP retornou à F-Nippon. E não teve para ninguém. Mesmo competindo contra ídolos no Japão como Loïc Duval e André Lotterer, além dos pilotos locais, o brasileiro fez uma temporada excelente, subindo ao pódio cinco vezes em oito corridas e acumulando duas vitórias, incluindo a que decidiu o campeonato, em Suzuka.

Jean-Eric Vergne
Mesmo novato, Jean-Eric Vergne venceu 13 vezes e conquistou o título da F3 Inglesa

Novato do ano: Jean-Eric Vergne. Entre todos os pilotos que pela primeira vez disputaram uma categoria – ou um nível, como a F3, por exemplo – ninguém se destacou mais que o francês. Aproveitando o aumento de corridas na F3 Inglesa (de 20 para 30), o piloto júnior da Red Bull se sagrou campeão da categoria com duas rodadas de antecipação ao obter 13 triunfos ao longo do ano e finalizar o campeonato 99 pontos na frente do segundo colocado.

No Brasil: Nicolas Costa.

 

Sebastian Vettel
Para o blog, Sebastian Vettel foi o piloto do ano. Alguem discorda?

Piloto do ano: Sebastian Vettel.

No Brasil: JP de Oliveira.

Recapitulando:

Revelação: Marc Márquez / Nicolas Costa
Piloto de turismo: Jimmie Johnson/ Cacá Bueno
Kartista: ninguém / Felipe Fraga
Surpresa: Mark Webber / Gabriel Dias
Piloto de monopostos: Sebastian Vettel / JP de Oliveira
Novato: Jean-Eric Vergne / Nicolas Costa
Piloto do ano: Sebastian Vettel / JP de Oliveira

Concordam com a lista? E a de vocês, como seria?

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