A Copa das Nações na F1

 

Sebastian Vettel e Michael Schumacher
Essa coisa de Alemanha vencer a Copa das Nações parece uma sensação de deja vu, não acham?

Durante muito tempo a CART/Indy/Fórmula Mundial teve um campeonato paralelo chamado de Copa das Nações, que era uma disputa entre os países dos pilotos participantes da categoria. Nesse torneio alternativo, as nações pontuavam da mesma forma que os pilotos faziam na pista. No entanto, só valia o maior resultado obtido por cada nacionalidade. Se o Brasil, por exemplo, dominasse o pódio de uma corrida, só iria levar os 20 pontos da vitória.

Trazendo essas regras para a temporada 2010 da F1 – e aplicando a pontuação da FIA -, qual seria o país vencedor da disputa? Conseguiria a Espanha de Fernando Alonso, Pedro de la Rosa e Jaime Alguersuari somar mais pontos que a Alemanha do campeão Sebastian Vettel?

Evidentemente, os germânicos não eram representados apenas pelo piloto da Red Bull. O país europeu teve o maior número de representantes do grid. Sete, ao todo: Vettel, Nico Rosberg, Michael Schumacher, Nico Hulkenberg, Adrian Sutil, Nick Heidfeld e Timo Glock. Mesmo com todo esse esquadrão, o time alemão só conseguiria garantir da Copa das Nações na última corrida do ano, a exemplo do que aconteceu na F1 real.

 

Pilotos da Alemanha na F1
A escalação do time vencedor: Nico Rosberg, Nico Hulkenberg, Timo Glock, Adrian Sutil, Nick Heidfeld, Michael Schumacher e Sebastian Vettel

Só que se Fernando Alonso e Mark Webber foram os principais adversários de Vettel no mundial, dessa vez Espanha e Austrália não tiveram chances. Como o país da Oceania só tinha um representante e o ibérico não contou com bons desempenhos dos demais pilotos, coube ao Reino Unido ser o principal rival dos alemães.

Como tanto Jenson Button quanto Lewis Hamilton disputaram o título até as últimas etapas, a terra da rainha somou 310 pontos ao longo do ano. Seis a menos que a Alemanha. Como a diferença entre vencedor e segundo colocado é de apenas sete pontos, a vitória de Sebastian Vettel em Abu Dhabi não só foi fundamental para a conquista do campeonatos de pilotos como também foi o suficiente para desbancar os britânicos, que completaram o pódio daquela corrida.

Entre as nações que disputaram o campeonato de pilotos até o final, Fernando Alonso levou a Espanha ao terceiro lugar com 254 pontos – sendo que apenas dois desses foram obtidos por Alguersuari – enquanto Mark Webber, sozinho, carregou a Austrália à quarta colocação, 12 pontos atrás dos espanhóis.

A exemplo do Reino Unido – mas não com o mesmo desempenho – , o Brasil também dividiu bem a pontuação entre os dois representantes. Ao todo o país somou 172 pontos, sendo que Felipe Massa, na F1, obteve 144. O ano irregular do piloto da Ferrari, no entanto, permitiu que Rubens Barrichello, com 49 marcados, pudesse ser o principal pontuador do país em GPs como Valência e Inglaterra.

Mesmo que o piloto da Williams não participasse do campeonato, o Brasil teria conseguido pontuação suficiente para garantir o quinto lugar, ja que a Polônia – cujo único atleta foi Robert Kubica – somou 136 pontos ao longo do ano. Por fim, outros quatro países terminaram provas entre os dez primeiros: Japão, Rússia, Itália e Suíça. Cada um deles contou com apenas um piloto, Kamui Kobayashi, Vitaly Petrov, Vitantonio Liuzzi e Sebastien Buemi, respectivamente. Na classificação, o resultado foi o mesmo, 32 pontos para asiáticos, 27 para russos, 21 para italinos e apenas oito para os suíços.

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